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A Oncoclínicas está presa em um looping. Segundo o RR apurou, os investidores com os quais a empresa tem conversado exigem que a rede de clínicas avance com a sua recuperação extrajudicial para só então aportar recursos no negócio. Há três fundos do outro lado da mesa e todos querem garantias mínimas de equacionamento do passivo de R$ 3,2 bilhões. Ocorre que, na mão contrária, os principais credores da Oncoclínicas já sinalizaram que só darão sinal verde para a REJ após a companhia receber uma capitalização. Ou seja, investidores e bancos lançam a bola um na direção do outro. A tomografia financeira da Oncoclínicas ajuda a explicar o temor a cautela de ambos os lados. No primeiro trimestre, a companhia reportou prejuízo líquido de R$ 438,7 milhões, mais de três vezes a perda registrada um ano antes. O Ebitda ajustado ficou negativo em R$ 49,2 milhões, com margem negativa de 4,2%.
A alavancagem chegou a 5,2 vezes o Ebitda ajustado, ante 3,5 vezes no trimestre anterior.
No meio desse jogo de empurra, a Oncoclínicas agoniza. A companhia precisa de uma capitalização da ordem de R$ 500 milhões para manter sua operação. No momento, sobrevive graças a um empréstimo de R$ 150 milhões da Lumina, que possibilitou a retomada da compra de medicamentos e a recomposição de estoques. A empresa de medicina trabalha a toque de caixa na elaboração do seu pedido de recuperação extrajudicial, que deve ser protocolado ainda neste mês.
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