Futebol
A retranca do Fluminense na venda da SAF
Aliados do presidente do Fluminense, Mario Bittencourt, têm sussurrado ao pé do seu ouvido a ideia de pedir o adiamento das eleições no clube, marcadas para novembro. A justificativa é que o processo eleitoral desponta como um fator de insegurança para os investidores interessados em comprar a SAF tricolor – as negociações são conduzidas pelo BTG. Pode até ser que o argumento tenha alguma dose de sensatez. Como pode ser também que tudo não passe de uma manobra oportunista. Em tese, o próprio Bittencourt seria beneficiado com o eventual adiamento da eleição. Duplamente beneficiado. O dirigente ganharia tempo não apenas para negociar a SAF do Fluminense, mas para emplacar seu sui generis modelo de venda. A transferência de 60% das ações está condicionada à nomeação do próprio Bittencourt como CEO da SAF. Ou seja: nesse caso, o futuro controlador terá de aceitar o presidente do clube associativo à frente da nova empresa. Bittencourt assumiria com um contrato de cinco anos, renováveis por mais cinco, e remuneração mensal em torno de R$ 250 mil – conforme noticiou o colunista Lauro Jardim, de O Globo.
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