Buscar
Mercado
A decisão dos novos controladores da Reag de cancelar o registro de companhia aberta é mais uma camada de cimento na lápide sobre o conglomerado financeiro idealizado por João Carlos Mansur. E, mais do que isso, sobre a forma como ele foi construído. A Reag chegou à B3 em janeiro deste ano na esteira do take over da GetNinjas, após o contencioso que ejetou o então acionista de referência da empresa, Eduardo L’Hotellier. A partir da tomada do controle, Mansur aproveitou-se do registro da companhia para fazer um IPO reverso e levar a Reag para a Bolsa. Os tempos de capital aberto não duraram sequer oito meses. No mercado, a saída da B3 é interpretada como uma confissão dos novos acionistas de que a Reag passará a ser um negócio bem menor quando comparada à gestora com R$ 300 bilhões em ativos pré-Operação Carbono Oculto. Neste momento, por sinal, o maior desafio do grupo de executivos que assumiu o controle da firma é reter os grandes investidores institucionais após a grave crise deflagrada pela acusação de servir para lavagem de dinheiro do PCC.
Todos os direitos reservados 1966-2026.