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Petra Energia

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02.08.18
ED. 5923

Roberto Viana é a Sherazade das “mil e uma Petras”

Roberto Viana, dono da Petra Energia, tem feito um intrigante ziguezague no jogo do petróleo. Dotado de uma razoável capacidade de mimetismo, parece ter trocado a pigmentação de empresário do segmento de exploração e produção de óleo e gás pela de adviser ou algo que o valha na área de refino. Viana tenta intermediar a entrada da PetroChina no projeto de construção de uma refinaria no Maranhão.

O empreendimento ficaria no terreno reservado para a Premium I, um dos tantos investimentos da Petrobras dizimados pela Lava Jato. No fim do ano passado, o empresário chegou a ciceronear representantes da empresa chinesa em conversas com a ANP e a Empresa de Pesquisas Energéticas (EPE). Ao menos um dos encontros contou com a participação do então ministro de Minas Energia, Fernando Coelho Filho. De lá para cá, as tratativas pouco ou nada avançaram, mas Viana não perde a pose de quem vai colocar o projeto de aproximadamente US$ 10 bilhões no colo dos chineses.

O que ele ou a própria Petra lucraria nesses acordos é desconhecido. Em sua sinuosa movimentação pelos labirintos do setor, Roberto Viana surge como uma espécie de Mario Garnero do petróleo. Assim como Garnero, com a sua Brasilinvest, os projetos de Viana não necessariamente se materializam sob a forma de business. Eles parecem existir apenas para efeito de public relations. O fato é que a movimentação do empresário confunde até mesmo a ANP e a Petrobras e talvez seja esse mesmo o seu objetivo: passar uma imagem de sucesso na área de refino para camuflar o es- farelamento dos seus negócios em exploração e produção.

A Petra atravessa um momento delicado. Dos 30 contratos de concessão, 20 estão suspensos pela própria ANP, em função de atrasos no licenciamento ambiental e ações civis ajuizadas pelo Ministério Público. Procurada, a agência reguladora confirma a suspensão, a fim de evitar que “a fase de exploração seja encerrada sem que o concessionário tenha possibilidade de executar os compromissos contratuais assumidos. Tais contratos têm sua continuidade garantida, assim que os motivos que deram origem à suspensão forem superados.” Cabe lembrar que, nos últimos anos, a petroleira devolveu outras 22 áreas. Entre suas congêneres, há até quem duvide que a Petra ainda exista. No mundo digital, não deixa de ser uma verdade: o site da empresa está fora do ar. Consultada pelo RR, a Petra não quis se pronunciar.

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28.12.15
ED. 5276

Petra Energia

 A Petra Energia, do empresário Roberto Vianna, estaria em gestões com a ANP para devolver todos os seus 18 blocos de exploração e produção na Bacia do São Francisco. Em junho deste ano, a companhia entregou 11 concessões na mesma região. A Petra nega as novas devoluções.

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06.07.15
ED. 5156

Planos da Petra Energia se esfarelam em bloco

Se é para gastar o latim, a Petra Energia bem que poderia se chamar “Harena Energia”. Há mais areia do que rocha na petroleira do empresário pernambucano Roberto Viana. A companhia, que, no início de junho, devolveu 11 blocos exploratórios na Bacia de São Francisco, estuda entregar outros cinco a  ANP. Das 44 concessões que chegou a ter, a empresa ficaria, portanto, com 28. Esse número, ressalte-se, ainda pode encolher um pouco mais. Dois outros blocos da petroleira (SF-T-92 e SFT- 119), também localizados na Bacia do São Francisco, tiveram a licença suspensa pela ANP por problemas relacionados ao licenciamento ambiental. A Petra teria voltado também a postergar o pagamento de fornecedores. Segundo informações obtidas a uma das principais prestadoras de serviços da companhia, em alguns casos os atrasos já passariam dos 60 dias. Procurada pelo RR, a Petra negou novas devoluções de blocos para a ANP. A empresa informou ainda que, em razão da “atual conjuntura econômica”, tem “pactuado ajustes com os fornecedores que levam a  necessidade de negociação de novas bases contratuais”. A Petra garante que “está honrando e vai honrar, sem exceção, todas as suas obrigações.” No mercado, há dúvidas cada vez maiores em relação a  continuidade da operação da Petra, ao menos na atual configuração. O consenso é que a empresa terá de se desfazer de algumas concessões para financiar outras, ainda que isso gere um inevitável efeito colateral: a perda de escala e o consequente aumento dos custos de investimento. O problema (mais um) é que a maioria dos ativos da companhia não é de fácil negociação, especialmente os 12 blocos localizados na complexa Bacia do São Francisco. A geologia da região exige o uso da técnica de fraturamento hidráulico, modalidade de exploração ainda não regulamentada pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente. Não custa lembrar que companhias graúdas, como Petrobras e Shell, já abandonaram campanhas exploratórias no São Francisco.

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