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Governo
Há um forte bochicho em Brasília de que o presidente interino da Eletronuclear, Alexandre Caporal, balança no cargo, ou melhor, nos cargos – ele acumula o comando provisório com a diretoria financeira da estatal. Sua recente declaração comparando a empresa aos Correios em razão do risco de um colapso financeiro teve o efeito de um curto-circuito no Ministério de Minas e Energia. A fala soou como um ataque direto ao ministro Alexandre Silveira, que prometeu anunciar até o fim de 2025 uma solução para o impasse de Angra 3 – as obras estão paralisadas desde 2015. O ano acabou e as palavras de Silveira foram levadas pelo vento. Caporal também reivindicou publicamente a suspensão da cobrança de R$ 7 bilhões em dívidas referentes à usina junto a bancos públicos. Jogou luz sobre algo que já gera faíscas nos bastidores. Aos olhos da direção da Eletronuclear, Silveira tem se empenhado pouco ou quase nada em relação ao assunto.
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