Governo
Funcionários querem a cabeça do presidente dos Correios
Os Correios vivem não apenas uma crise financeira, mas também institucional. Lideranças sindicais vinculadas à estatal pressionam o governo pela demissão do presidente da empresa, Fabiano Silva dos Santos. Acusam Santos de adotar medidas irresponsáveis diante dos graves prejuízos da companhia – R$ 2,4 bilhões em perdas apenas em 2024. Recentemente, os Correios abriram uma licitação para a compra de carros de luxo para a diretoria. Quando o assunto chegou à imprensa, a concorrência foi suspensa. Os sindicalistas apontam também que a deterioração financeira da estatal tem impactado no “chão de fábrica”, com interrupção de serviços previstos nos planos de saúde dos funcionários e atrasos no pagamento de terceirizados. O Sintect-SP (Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de São Paulo, Grande São Paulo e Sorocaba), por exemplo, foi à mídia denunciar o que chama de colapso financeiro e operacional dos Correios, conforme matéria publicada pela Folha de S. Paulo na última sexta-feira. A pressão pelo afastamento de Santos da presidência da ECT esbarra diretamente do Palácio do Planalto. O advogado, ligado ao Grupo Prerrogativas, composto por juristas alinhados ao PT, foi escolhido para o cargo pelo próprio presidente Lula.
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