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Governo

Funcionários querem a cabeça do presidente dos Correios

9/06/2025
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Os Correios vivem não apenas uma crise financeira, mas também institucional. Lideranças sindicais vinculadas à estatal pressionam o governo pela demissão do presidente da empresa, Fabiano Silva dos Santos. Acusam Santos de adotar medidas irresponsáveis diante dos graves prejuízos da companhia – R$ 2,4 bilhões em perdas apenas em 2024. Recentemente, os Correios abriram uma licitação para a compra de carros de luxo para a diretoria. Quando o assunto chegou à imprensa, a concorrência foi suspensa. Os sindicalistas apontam também que a deterioração financeira da estatal tem impactado no “chão de fábrica”, com interrupção de serviços previstos nos planos de saúde dos funcionários e atrasos no pagamento de terceirizados. O Sintect-SP (Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de São Paulo, Grande São Paulo e Sorocaba), por exemplo, foi à mídia denunciar o que chama de colapso financeiro e operacional dos Correios, conforme matéria publicada pela Folha de S. Paulo na última sexta-feira. A pressão pelo afastamento de Santos da presidência da ECT esbarra diretamente do Palácio do Planalto. O advogado, ligado ao Grupo Prerrogativas, composto por juristas alinhados ao PT, foi escolhido para o cargo pelo próprio presidente Lula.

#Correios #Crise Institucional #Fabiano Silva dos Santos

Destaque

Carroceria do Itaú pode sofrer um risco que não estava no mapa da sua onipotência

11/12/2024
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O RR disse hoje que a “tunga” dos diretores do Itaú nem sequer tinha arranhado a “credibilidade” da instituição. Mas, quando se trata da banca, qualquer possibilidade de manchinha na tintura faz o vento mudar de lado ao menor instante. A manutenção do assunto no noticiário tende a tornar um risco imperceptível de imagem em uma marca visível de gestão desastrada. Aliás, visível por um prazo bastante incômodo. O RR apurou que tanto os ex-diretores financeiro e de marketing, Alexsandro Broedel e Eduardo Tracanella, quanto o contador Eliseu Martins, que também saiu chamuscado do episódio, vão entrar com ações por perdas e danos contra o Itaú em função de conclusões equivocadas sobre as “constatações” de más práticas. Todos seriam inocentes, e o Itaú teria sido precipitado, para não dizer inconsequente. No caso, a indenização financeira é o que menos importa aos executivos. A questão é a exigência de que o banco faça um pedido de escusas, enviado e divulgado em todos os órgãos que receberam ou publicaram posicionamentos oficiais do Itaú. Mesmo que os acusados venham a ser considerados culpados no futuro, o processo por perdas e danos manterá o Itaú nas mídias por tempo indeterminado como eventual autor de um erro. Existe ainda a possibilidade de o Santander ingressar no circuito, já que Broedel assumiu um cargo na diretoria do banco na Espanha. Uma manifestação do Santander em favor do seu funcionário, a essa altura correndo o risco de ser tachado de “corrupto” pela mídia espanhola, é tudo o que o Itaú não quer, ou seja, um uma contenda corporativa pública.

Até agora, todas as partes perderam. Mas o Itaú, que agiu com precisão para se antecipar a uma situação vergonhosa e parecia ser resistente a qualquer estria, corre o risco de ver sua carroceria arranhada por um risco de ordem moral. É a tal história de que uma faísca é apenas uma pequena luz sem consequência até sofrer o sopro de uma brisa imperceptível. O resultado pode vir a ser um fogaréu na floresta.

 

 

#Banco Itaú #Crise Institucional #processo

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