Atenção!

As notícias abaixo são de edições passadas.

Para ter acesso ao nosso conteúdo exclusivo, assine o RR.

planos
13.09.17
ED. 5703

Benjamin Steinbruch vai?

Benjamin Steinbruch está prestes a ser jogado do trem. E junto com ele a Valec. A solução desenhada pela Casa Civil para a Transnordestina prevê a saída da CSN e da estatal – a autarquia é dona de 41% do consórcio. A operação passaria pela Medida Provisória 752/16, que deu ao governo o poder de retomar licenças de infraestrutura por meio de uma “devolução amigável”, um eufemismo para “cassação”.

Dependendo do quão seja esse “amigável”, Benjamin poderia deixar o negócio levando uma indenização, como reza a MP. Neste momento, um grupo interministerial encabeçado por Eliseu Padilha está ultimando os estudos de viabilidade econômico-financeira da Transordestina. A ideia é que tudo fique pronto ainda neste mês.

Levantamento preliminar indica que a ferrovia precisará de quase R$ 5 bilhões para ser concluída, e não apenas R$ 3 bilhões como se estimava anteriormente. Da CSN e da Valec é que esse dinheiro não deverá sair. A retomada permitiria ao governo relicitar a concessão da Transnordestina. De quebra, funcionaria como uma “higienização” de um projeto que está atrasado em quase dez anos e cercado de denúncias de irregularidades, que levaram o TCU a suspender as obras.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

04.09.17
ED. 5697

Trem que nasce torto…

A Transnordestina é uma dízima periódica. O grupo de trabalho montado pelo governo para colocar o projeto nos trilhos calcula que faltam mais de R$ 5 bilhões para a conclusão das obras. Do bolso de Benjamin Steinbruch é que esse dinheiro não vai sair.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

A China Communications Construction Company está desembarcando das negociações com Benjamin Steinbruch para se associar à Transnordestina.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

03.05.17
ED. 5610

“Disclosure” sobre trilhos

O Ministério dos Transportes tem pressionado a CSN a publicar o balanço da Transnordestina Logística. A divulgação dos resultados ocorreria em março, mas foi adiada, oficialmente para ajustes na contabilização do impairment de ativos. O governo teme que haja outro caroço debaixo desse trilho. Ressalte-se que, em parecer preliminar sobre a Transnordestina, o TCU pontuou que “sequer existem elementos que permitam aferir o custo real da obra”.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

24.04.17
ED. 5604

TCU é uma locomotiva na direção de Benjamin Steinbruch

O trem de Benjamin Steinbruch ameaça descarrilar de vez. O mais novo obstáculo à permanência do empresário à frente da Transnordestina é o Tribunal de Contas da União. Segundo o RR apurou, a Secretaria de Fiscalização de Infraestrutura Portuária e Ferroviária (Seinfra), unidade técnica do TCU, já encaminhou ao procurador Julio Mendes de Oliveira, do Ministério Público Federal, seu parecer sobre o empreendimento.

De acordo com fonte do próprio TCU, o relatório confirma que há risco de continuidade das obras de construção da ferrovia por falta de garantias financeiras, corroborando análise preliminar do ministro Walton Alencar Rodrigues, relator do processo. Procurado, o TCU informou que não se pronuncia sobre processos em andamento. A CSN não quis comentar o assunto. No vai e vem desses sinuosos trilhos, agora será a vez do próprio Ministério Público emitir seu parecer sobre o caso, que, ato contínuo, voltará às mãos do ministro Walton Alencar, do TCU.

São quilômetros que poderão definir se Benjamin Steinbruch seguirá ou não como o maquinista de um projeto que começou ao custo de R$ 5 bilhões e já deixou para trás uma conta de mais de R$ 11 bilhões, noves fora os seguidos atrasos no cronograma. O relatório técnico da Seinfra aumenta a probabilidade de que o relator Walton Alencar determine a suspensão definitiva do repasse de recursos públicos para a construção da Transnordestina. Em janeiro, o TCU fechou preventivamente as torneiras que ainda jorravam dinheiro no projeto – além do próprio orçamento da União, o financiamento vem do Fundo de Investimentos do Nordeste, do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste e do BNDES.

Em sua decisão, Alencar afirmou que “sequer existem elementos que permitam aferir o custo real da obra”. Desde fevereiro, a construção está parada. No início deste mês, o Planalto determinou a criação de um grupo de trabalho formado por representantes dos Ministério do Planejamento e do Transportes, Secretaria de PPIs, ANTT e da própria CSN para tratar da Transnodestina.

Esse condomínio multissetorial terá 120 dias para apresentar medidas que permitam a retomada das obras. O mais correto é dizer que esse é o prazo para que Benjamin Steinbruch engendre a sua própria solução. No próprio governo, o sentimento em relação à Transnordestina é de “vai ou racha”. A negociação para a entrada da China Communications Construction Company (CCCC) no empreendimento é vista como a última cartada de Benjamin para se manter à frente do projeto.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

12.04.17
ED. 5598

Caixa e BB no caminho de Benjamin

Como se não bastasse a Transnordestina, com seus atrasos e processos no TCU, Benjamin Steinbruch tem outra aresta pontiaguda com o governo. Trata-se da complexa e arrastada renegociação do endividamento de curto prazo da CSN com o Banco do Brasil e a Caixa Econômica. Neste momento, a siderúrgica tenta alongar os passivos com vencimento em 2017 e 2018, que somam R$ 4,9 bilhões. É a menor parte do problema. A chapa esquenta ainda mais quando o assunto são as dívidas que vencem em 2019 e 2020, em torno de R$ 15 bilhões. No caso específico do BB, não custa lembrar, Benjamin tem do outro lado da mesa um ex-colaborador: o atual presidente do banco, Paulo Rogério Caffarelli, que foi diretor executivo da própria CSN. O que isso quer dizer? Até agora, nada!

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

20.01.17
ED. 5543

Caminho livre

Benjamin Steinbruch já negocia com o governo um novo financiamento para a Transnordestina – em dezembro, recebeu R$ 430 milhões. Benjamin não sabe o que lhe trouxe mais sorte: se a chegada de Michel Temer ao Planalto ou a saída de Ciro Gomes da companhia?

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

30.12.16
ED. 5528

Uma MP em trilhos sinuosos

Os líderes do bloco PP/PTB/PSC, Jovair Arantes, e do PSDB, Antonio Imbassahy, se desalinharam da base do governo na Câmara e estão fazendo pressão por mudanças na Medida Provisória 752, a chamada MP das Concessões. Em conversa ocorrida no início dessa semana com o relator Sergio Souza (PMDB-PR), ambos acertaram alterações em algumas cláusulas. A mais importante é a que trata dos critérios de avaliação dos investimentos que as concessionárias terão de realizar como contrapartida à renovação antecipada dos contratos. A medida é fundamental para a extensão das concessões das ferrovias da Rumo, leia-se Rubens Ometto, e da Transnordestina, ou Benjamin Steinbruch.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

 O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, aquele que diz não saber o que disse saber, teria sido informado da operação contra Antonio Palocci na tarde da última quinta-feira. •••  Além da iminente venda de parte da Congonhas Minérios, Benjamin Steinbruch tenta atrair o China Development Bank para a Transnordestina . •••  O lobista Milton de Oliveira Lyra Filho, preso pela Lava Jato na última segunda-feira, é bastante próximo de badalados cartolas do futebol brasileiro, inclusive o ex-presidente da CBF José Maria Marin.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

Todas as noites, Michel Temer tem tirado o ponto com Marcela Temer. Ambos se debruçam sobre o conteúdo do programa “Criança Feliz”   A Transnordestina acabou afastando de vez Benjamin Steinbruch e Paulo Skaf. O presidente da Fiesp “esqueceu” completamente que prometeu tratar do assunto junto ao Planalto.   O diretor de planejamento do BNDES, Vinicius Carrasco, foi encarregado pela presidente Maria Sílvia Bastos de construir um disclosure capaz de catar pulga. Vai inovar com métricas criativas.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

23.05.16
ED. 5374

Transnordestina passa pela Ásia para chegar à estação final

 A rumorosa saída de Ciro Gomes da Transnordestina se dá justo no momento em que Benjamin Steinbruch joga uma cartada decisiva para a continuidade do projeto. A CSN estaria negociando a venda de parte de suas ações na Transnordestina Logística para a CK Holdings, de Hong Kong. Segundo o RR apurou, o acordo envolveria a transferência de 25% do capital ordinário – a siderúrgica permaneceria no controle, com 74%. Estima-se que a operação possa injetar cerca de US$ 500 milhões na concessionária, recursos fundamentais para tirar o empreendimento do atoleiro. Do percurso total de 1,8 mil quilômetros, até o momento apenas a metade foi entregue – o cronograma original previa a conclusão da obra em 2010.  A venda de um pedaço da Transnordestina conta com o aval do governo, parte mais do que interessada no equacionamento dos graves problemas financeiros da concessionária. Só nos últimos dois anos, o Tesouro Nacional despejou mais de R$ 800 milhões na empresa, recursos que acabaram convertidos em equity, com o aumento da participação da Valec de 8% para 32% das ações preferenciais. Na semana passada – coincidência ou não, no mesmo dia em que Ciro Gomes deixou a empresa para evitar que “perseguições políticas interfiram ainda mais no projeto” – o TCU proibiu novos repasses da União à Transnordestina. Se o cofre do Tesouro está fechado, da cartola de Benjamin Steinbruch, então, é que não sairá coelho algum. Com uma dívida de R$ 27 bilhões – oito vezes o seu patrimônio –, a CSN não tem condições de arcar com os mais de R$ 4 bilhões que faltam para complementar o orçamento.  Fôlego financeiro é exatamente o que sobra à CK Holdings. Trata-se de um dos maiores grupos de investimento de Hong Kong, com participações nas áreas de transporte, energia elétrica, telecomunicações, real estate e hotelaria, que somam quase US$ 900 bilhões. Recentemente, após uma série de atritos com o governo local, a CK vendeu todos os ativos na China. Colocou mais de US$ 16 bilhões no caixa e decidiu que era hora de se aventurar na América Latina. A Transnordestina, tudo indica, será a primeira estação. Procurada pelo RR, a CSN não comentou o assunto.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

19.05.16
ED. 5372

Último trem da Valec para no gabinete de Moreira Franco

 A Valec, uma locomotiva de escândalos e prejuízos, está com os dias contados. O governo Michel Temer planeja desativar a estatal do setor ferroviário. A autoria da proposta e seus dividendos devem ser creditados na conta de Wellington Moreira Franco – o “sem pasta” mais poderoso do Ministério. As atribuições da Valec seriam incorporadas pelo secretário executivo da Presidência da República, que, assim, praticamente unificaria o comando de todas as principais ações do governo na área de infraestrutura – Moreira já está à frente do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) e do Crescer, o substituto do PAC. No caso específico do segmento ferroviário, sua maior missão seria destravar os grandes projetos que empacaram na gestão de Dilma Rousseff, a começar pela Ferrovia de Integração OesteLeste (Fiol) e pela Transnordestina, cujas obras seguem “devagar, quase parando”. Outra prioridade do governo é tirar do papel a extensão da Ferrovia Norte-Sul para o interior de São Paulo. Segundo estudos recentes da própria Valec, os atrasos na conclusão dos novos trechos da Norte-Sul geram um prejuízo da ordem de US$ 12 bilhões por ano, referente a cargas não transportadas e impostos não gerados. Procurada, a Valec declarou que “não foi informada de nenhuma medida em relação ao destino da empresa”.  Além da premissa de centralizar os grandes projetos de infraestrutura numa “super” secretaria, o governo Temer pretende tirar do circuito uma autarquia que tem pouco êxito em suas funções e custa muito às contas públicas. Nos últimos dois anos, a Valec acumulou perdas de mais de R$ 2 bilhões. O prejuízo de 2015 (R$ 1,5 bilhão) só não foi maior devido ao aporte de R$ 209 milhões do Tesouro Nacional. A extinção da estatal teria ainda um benefício colateral. Por vias oblíquas, permitiria ao governo Temer se livrar de uma caixa preta que muitos partidos da nova coalizão querem ver fechada e enterrada. A começar pelo próprio PR, que transformou o Ministério dos Transportes em sua capitania hereditária e se manteve à frente da Pasta mesmo após o afastamento de Dilma Rousseff. O partido está umbilicalmente ligado aos escândalos protagonizados pela autarquia nos últimos anos. O PR, ou mais precisamente seu ex-presidente, Valdemar da Costa Neto, foi responsável pela indicação de José Francisco das Neves, que dirigiu a estatal entre 2008 e 2011. Mais conhecido como “Juquinha”, chegou a ser preso, acusado de participar de um esquema de propinas em obras do setor ferroviário.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.