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I Squared Capital planeja ofensiva em data centers e energia no Brasil
8/07/2026A recente aquisição da Elea Data Centers é a ponta do iceberg de um projeto maior da I Squared Capital para o Brasil. No mercado, corre a informação de que os norte-americanos planejam montar um novo veículo voltado a investimentos em infraestrutura de dados e transição energética. A gestora, que administra cerca de US$ 60 bilhões em ativos em todo o mundo, mira uma operação integrada no país, combinando data centers e o principal insumo para o seu funcionamento, energia. A própria compra da Elea já funciona como um spoiler dos passos futuros da I Squared Capital no Brasil. A empresa opera uma rede nacional de data centers e tem mais de 300 MW de capacidade energizada, além de mais de 1 GW em desenvolvimento. O projeto Rio AI City, no Rio de Janeiro, pode chegar a 3 GW, com uso de energia 100% renovável. A gestora norte-americana já anunciou um aporte de R$ 2,5 bilhões para a execução dos investimentos no pipeline da Elea.
A tese de investimentos não começa do zero, nem de um lado, nem do outro. Além da aquisição da Elea, a I Squared Capital já tem um pé em geração renovável no Brasil: detém uma participação de 49,4% na Órigo Energia, empresa de geração distribuída solar. A ideia é subir degraus nessa escalada, com participações majoritárias em todos os negócios. Os planos para o Brasil se encaixam dentro de uma estratégia global da I Squared Capital. Em maio, por exemplo, a gestora criou na Índia a Cube Grid, plataforma dedicada à aquisição e ao desenvolvimento de ativos de rede, com compromisso de até US$ 1 bilhão em investimentos. Em outro front, a I Squared comprou, também no último mês de maio, um pacote de dez data centers da Cogent nos Estados Unidos por US$ 225 milhões e anunciou compromisso adicional de US$ 1 bilhão para expansão, modernização e aquisições, com foco em infraestrutura de IA e edge computing. Transportada para o Brasil, essa tese encontra terreno fértil. O país precisa expandir transmissão para integrar renováveis, reduzir gargalos regionais, atender novas cargas industriais e viabilizar data centers de grande porte. Os primeiros leilões de baterias, previstos para dezembro, e a regulação do setor de armazenamento de energia criam uma nova classe de ativos para investidores de infraestrutura.