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Agronegócio
Em meio à temporada de “bondades” pré-eleitorais, a gestão Lula deverá pingar mais algumas gotas de crédito no pires dos produtores de leite. O governo estuda prorrogar a linha emergencial de financiamento destinada às cooperativas da agricultura familiar, cujo prazo de contratação se encerrou oficialmente no último dia 30 de junho. A medida seria estendida até o fim de agosto – ou seja, um pouquinho mais perto das eleições. A avaliação dentro da equipe econômica e do Ministério da Agricultura é que a demanda pelos recursos permanece elevada e que a interrupção do programa neste momento poderia agravar os problemas de liquidez enfrentados por diversas cooperativas produtoras de laticínios. Criada em abril, a linha permite o acesso a financiamento para capital de giro por meio do Pronaf Agroindústria. Cada cooperativa pode contratar até R$ 40 milhões, com juros de 8% ao ano, prazo de pagamento de seis anos e um ano de carência. O objetivo é assegurar capital para a compra da produção dos cooperados, evitando atrasos nos pagamentos aos produtores rurais de forma a preservar a atividade em regiões fortemente dependentes da cadeia leiteira. O setor tenta sair de uma das piores crises dos últimos anos. O preço médio pago ao produtor recuou 22,6% em relação a 2024, segundo a Embrapa, após um período de forte expansão da oferta que desequilibrou o mercado. Em 2025, a produção nacional cresceu cerca de 10% em alguns trimestres, enquanto as importações de lácteos permaneceram elevadas, pressionando ainda mais as cotações domésticas. Ao mesmo tempo, os custos operacionais das propriedades aumentaram aproximadamente 12,5%, impulsionados pelos preços do milho, farelo de soja, energia elétrica, mão de obra e frete.
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