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planos
09.08.17
ED. 5679

Um problema a menos

A Arteris (Brookfield e a espanhola Abertis) tem interesse na compra da MGO Rodovias, que opera a BR- 050 entre Minas e Goiás. O ativo estaria avaliado em R$ 500 milhões. No Ministério dos Transportes há uma discreta torcida pela operação. O receio é que as nove empreiteiras de médio porte que controlam a concessão não tenham musculatura para investir R$ 1,5 bilhão até 2020. Procurada, a MGO negou a venda. Já a Arteris não quis se pronunciar.

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brookfield-rr-20
25.07.17
ED. 5668

Brookfield pilota criação da maior holding rodoviária do Brasil

A Brookfield já tem R$ 60 bilhões em ativos no Brasil e quer mais. Neste momento, “mais” significa a criação da maior holding de concessões rodoviárias do país, a partir de duas operações em paralelo conduzidas pelos canadenses. De um lado, o grupo negocia a aquisição da carteira da Odebrecht Transport (1,8 mil quilômetros de estradas em seis estados); do outro, movimenta-se para assumir o controle da Arteris, que reúne um colar de nove concessões, com mais de 3,2 mil quilômetros. A Brookfield já detém 56% da empresa e pisa no acelerador para ficar com o restante das ações, pertencente à espanhola Abertis.

Estima-se que as duas negociações envolvam um investimento somado da ordem de R$ 5 bilhões. Mais à frente, todas estas estradas se encontrariam, com a fusão das concessões da Odebrecht e da Arteris sob o mesmo guarda-chuva. A Brookfield teria, então, uma operação integrada com faturamento superior a R$ 6 bilhões e mais de cinco mil quilômetros sob administração, deixando para trás a atual líder do setor, a CCR (3,5 mil quilômetros). Procurada pelo RR, a Odebrecht Transport informou que “segue com seu plano de reestruturação que inclui a busca por novos investidores para seu portfólio de rodovias”.

Brookfield e Abertis não quiseram comentar o assunto. Segundo fonte próxima à Brookfield, o acordo com a Odebrecht Transport deve ser sacramentado até o fim de agosto. No caso da Arteris, o timing é uma variável ainda mais importante. Isso porque a própria Abertis está à venda na Espanha. A Brookfield considera fundamental comprar a participação dos sócios e tomar o controle da Arteris antes da venda do grupo ibérico e, automaticamente, da entrada de um novo acionista na empresa brasileira. Esse investidor, eventualmente, pode vir a ser um obstáculo aos planos dos canadenses. Segundo a mídia local, os candidatos mais fortes à aquisição da Abertis são a italiana Atlanta e a também espanhola ACS, de propriedade de um dos homens mais ricos do país, Florentino Perez, presidente do Real Madrid.

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sombra avião
18.07.17
ED. 5663

Embarque aberto

Os bondholders da OAS já abriram negociações para revender a participação de 24,4% da GRU Airport, concessionária do Aeroporto de Guarulhos, que receberam em troca de uma dívida de aproximadamente R$ 1,3 bilhão. A Brookfield está na primeira fila entre os candidatos.

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12.06.17
ED. 5638

Praça de alimentação

Além da possível fusão com a BR Malls, a Aliansce negocia a compra do Madureira Shopping, pertencente à Brookfield. Em tempo: os canadenses também colocaram à venda o West Plaza, em São Paulo.

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estreambiental-rr-5636
06.06.17
ED. 5634

Venda da Estre Ambiental é um rio contaminado pela Lava Jato

O empresário Wilson Quintella Filho tem duas prioridades cruciais neste momento: desvencilhar-se da Lava Jato, que insiste em arrastá-lo para o seu redemoinho, e encontrar um comprador para a Estre Ambiental, uma das maiores empresas privadas de saneamento do país. A primeira questão interfere decisivamente na segunda. Interessados na companhia existem. Segundo o RR apurou, há canais abertos de negociação com a espanhola Acciona e a canadense Brookfield.

A mexicana Pasa, que no ano passado esteve muito perto de se associar à Estre, ainda corre por fora. No entanto, mais do que a elevada dívida, que já estaria na casa de R$ 1,5 bilhão, a pressão dos bancos credores e os maus resultados da companhia, o maior entrave à venda do controle vem de outra direção. Todos os resíduos e dejetos da Estre Ambiental parecem escoar para um único local: Curitiba.

O turbilhão da Lava Jato ameaça invadir a Estre dos mais diversos lados. Pode vir dos depoimentos de Fabio Cleto, ex-vice-presidente da Caixa e ex-gestor do FI-FGTS, ao qual a companhia solicitou um aporte de R$ 500 milhões, que acabou não se realizando; ou de uma eventual delação do próprio Eduardo Cunha, o condutor dos passos de Cleto, a quem, digamos assim, recomendou que aprovasse a capitalização da empresa. O maior risco, no entanto, está dentroda própria Estre: o BTG, importante sócio da companhia, com 27,4% do capital.

Os persistentes rumores de que André Esteves já teria feito um acordo de delação premiada calam fundo em Wilson Quintella. É por ali que um veio de lama pode invadir os reservatórios da Estre. Enquanto a venda não sai e o fantasma da Lava Jato espreita à porta, a Estre Ambiental acumula prejuízos.

Até o momento, a empresa não divulgou os resultados de 2016, mas é pouco provável que tenha conseguido estancar a sangria dos anos anteriores: as perdas somadas entre 2013 e 2015 passaram dos R$ 800 milhões. O passivo, por sua vez, teria superado a marca de 3,5 vezes o Ebitda. Wilson Quintella Filho quer distância desta água barrenta. Por todos os motivos.

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24.05.17
ED. 5625

Funcef põe mais um tijolinho no rombo atuarial

A Funcef vai vender sua participação de 20% na Odebrecht Utilities, subsidiária da Odebrecht Ambiental. Já teria oferecido a fatia à própria Brookfield, que comprou a antiga companhia de saneamento do grupo baiano.

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19.04.17
ED. 5602

Capitalização à vista na BR Properties

A GP Investimentos prepara um aumento de capital na BR Properties, seu tentáculo na área de real estate. Segundo o RR apurou, a operação será realizada no início do segundo semestre. A injeção de recursos terá como objetivo viabilizar a execução de projetos no segmento de galpões e armazéns industriais, além de aquisições. É como se a crise tivesse lançado a companhia no túnel do tempo.

Em 2014, a BR Properties se desfez de praticamente todo o seu portfólio na área industrial: no total, foram mais de R$ 6 bilhões em ativos vendidos para GLP, Brookfield e Blackstone. Hoje, o segmento responde por menos de 10% de toda a Área Bruta Locável (ABL), em torno de 650 mil metros quadrados. Mais do que um foco estratégico, avançar no segmento industrial tornou-se uma necessidade da BR Properties diante da brutal retração do mercado de escritórios, disparadamente o seu maior negócio.

Só no Rio de Janeiro, a BR Properties tem 36 andares, ou 41 mil metros quadrados, encalhados. Entre 2010 e 2016, sua taxa de vacância na cidade saltou de 3% para quase 20%. Em tempo: de acordo com informações filtradas da própria BR Properties, a empresa permanecerá aberta em bolsa. Desde o fim de março, quando a companhia anunciou um programa para a recompra de ações, circulam no mercado rumores de que a operação seria uma antessala para o fechamento do capital.

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A Iguatemi, dos Jereissati, teria apresentado uma oferta firme pelos shoppings Pátio Higienópolis e Pátio Paulista, da Brookfield. Os dois empreendimentos estariam avaliados em aproximadamente R$ 2 bilhões.

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02.03.17
ED. 5569

Arteris deixa governo paulista na saudade

Entre os grupos que fizeram forfait no leilão das rodovias de São Paulo, a ausência que mais causou mal estar no Palácio Bandeirantes foi a da Arteris, leia-se Brookfield e a Abertis. Nos dias que antecederam à apresentação das propostas, representantes da empresa garantiam a participação na concorrência. No governo paulista havia grande expectativa de que a simples presença da Arteris elevaria a linha de corte das ofertas.

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04.01.17
ED. 5531

Trem de pouso

A Brookfield mantém tratativas com a Invepar para a compra de uma participação no Aeroporto de Guarulhos. Seria a estreia dos canadenses em infraestrutura aeroportuária no Brasil – o grupo já atua em concessões de rodovias e ferrovias.

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2016-rr-30
30.12.16
ED. 5528

RR escreve certo em um ano de linhas tortas

No dia 4 de julho, o Relatório Reservado foi a primeira publicação a cravar que haveria uma segunda rodada de repatriação de recursos. Na ocasião, quando as estimativas mais otimistas giravam em torno dos R$ 30 bilhões, o RR informou também que Henrique Meirelles trabalhava com uma projeção acima de R$ 50 bilhões para o total arrecadado com a tributação dos recursos trazidos de volta ao país. Dito e feito! Estas foram apenas algumas das inúmeras informações que o assinante do RR soube na frente ao longo de 2016.

Durante o ano, em 247 edições, a newsletter publicou 2.584 notas e matérias. Desse total, 81% das notícias veiculadas se consumaram ou, ao menos, foram alvo de especulação na mídia. As informações que não se confirmaram posteriormente podem ser atribuídas, em grande parte, ao espírito agressivo da publicação e à busca da informação exclusiva na sua gênese, por vezes no limiar entre o fato e a boa especulação. O Relatório Reservado é adepto da máxima de Samuel Beckett: “Tente de novo, erre de novo, erre melhor”. Este foi o ano em que a política obscureceu a economia, o que se refletiu no noticiário do Relatório Reservado. Em 2016, a newsletter acompanhou amiúde o processo de impeachment de Dilma Rousseff, a chegada ao Poder de Michel Temer e de seu governo sub judice, as delações da Lava Jato que fizeram Brasília tremer.

Ainda nas raias da macroeconomia, o RR antecipou uma série de medidas que viriam a ser anunciadas ou, ao menos, estudadas pelo governo, como desonerações fiscais, securitização da dívida ativa, suspensão temporária do pagamento das dívidas das unidades federativas com os bancos públicos federais no âmbito de uma “Lei de Recuperação Judicial” para os estados – esta última tema de reportagem na edição de 5 de dezembro. Na edição de 2 de março, ainda no governo Dilma Rousseff, o RR informou que o Congresso aprovaria o projeto de lei do senador José Serra desobrigando a Petrobras de participar de todas as concessões no pré-sal. A estatal, aliás, foi a companhia mais mencionada na publicação em 2016, com 145 citações.

O RR publicou, com exclusividade, algumas das primeiras medidas adotadas por Pedro Parente na empresa, inclusive com a criação de novos instrumentos de compliance. No dia 16 de junho, a newsletter antecipou que GP Investimentos, Advent e a suíça Vitol haviam apresentado propostas para comprar uma participação minoritária na BR Distribuidora. Menos de uma semana depois, o próprio Parente confirmaria o recebimento das ofertas. Ficou o dito pelo não dito. O modelo de venda da BR foi revisto, o processo, reaberto e, até agora, nem sinal de que a operação vá sair do papel. Em 2016, apesar da abulia generalizada do empresariado, o RR seguiu de perto Jorge Paulo Lemann, Abilio Diniz, Benjamin Steinbruch, Roberto Setubal, entre outros nomes que comandam, do lado privado, a economia nacional. Cobriu no detalhe do detalhe a área de infraestrutura, as concessões e “desconcessões” do setor, o desmonte da indústria da construção pesada e a desmobilização de ativos da Camargo Corrêa.

Em um ano pautado por estratégias defensivas, suspensão de investimentos e seguidos passos para trás, é sintomático que algumas operações de M&A antecipadas pelo Relatório Reservado e posteriormente tratadas pela mídia tenham, ao menos por ora, ficado no quase, casos da venda da participação da OAS na Invepar para a Brookfield e da negociação dos ativos da japonesa Kirin no Brasil. A etapa que se encerra, no entanto, não foi feita apenas de recuos. Pelo menos não no caso do próprio Relatório Reservado. 2016 foi o ano em que o RR intensificou sua presença nas redes sociais, reformulou seu site e lançou um novo layout em sua versão newsletter, agora com duas páginas e mais informações diárias. Que venha 2017!

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28.12.16
ED. 5526

Brookfield e Abertis em estradas opostas

A Brookfield fez uma nova proposta à espanhola Abertis para deixar o capital da Arteris, dona de nove concessões rodoviárias no país. O modelo passa pelo spin off da companhia: cada sócio seguiria seu caminho com parte dos ativos. Não é de hoje que Brookfield e Abertis se desentendem sobre o plano de expansão da Arteris. Com o tanque cheio de dólares, o grupo canadense defende que a concessionária parta para novas aquisições. Mas encontra pela frente uma cancela chamada Abertis.

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27.12.16
ED. 5525

Trilhos cruzados

Há articulações, ainda embrionárias, para a fusão entre a Invepar, operadora do Metrô do Rio, e a Supervia, concessionária de trens urbanos da cidade. A operação se daria com o embarque de um investidor no capital da nova empresa. Não custa lembrar que, recentemente, a Brookfield tentou comprar a parte da OAS na Invepar. Procurada, a Supervia nega a operação.

A Invepar, por sua vez, não quis se pronunciar. A fusão é vista com bons olhos por Previ, Petros e Funcef, donas de 75% da Invepar. O trio aproveitaria a operação para reduzir sua participação em um negócio que tem exigido sucessivos aportes de capital. O acordo funcionaria ainda como uma solução para a delicada situação financeira da Supervia. A Light chegou a entrar com um pedido de falência da companhia por uma dívida de R$ 38 milhões.

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21.10.16
ED. 5480

Fio desencapado

 State Grid e Brookfield têm um duelo marcado no Brasil. Em disputa, os sete mil quilômetros de linhas de transmissão da espanhola Abengoa, em recuperação judicial.

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07.10.16
ED. 5471

Multiplicação

 A Brookfield estaria em negociações para a compra da TTG Brasil, empresa de ativos florestais do BTG. Sua carteira reúne 110 mil hectares de terras, avaliados em aproximadamente US$ 800 milhões. Os canadenses, ressalte-se, já atuam neste setor no Brasil. Com a aquisição da TTG, passariam a ter mais de 400 mil hectares sob seu guarda-chuva. Procurada, a Brookfield nega a operação. Já o BTG não se pronunciou.

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  A Brookfield, que acaba de fechar a aquisição da Nova Transportadora do Sudeste junto à Petrobras , avança agora sobre o mercado de shopping centers. Os canadenses querem comprar o controle da BR Malls, maior empresa do setor no país. Com 45 shoppings, a companhia faturou no ano passado R$ 1,3 bilhão. Tem ainda a melhor margem NOI (Net Operating Income) do segmento, em torno de 90% – ou seja, cada R$ 100 de receita líquida geram R$ 90 de caixa. Apesar destes números luzidios, a BR Malls não escapou ilesa ao impacto da crise econômica sobre o setor de shopping centers. Vide a depreciação do seu valor de mercado. Hoje, sua ação é negociada a R$ 12, praticamente a metade da máxima histórica de R$ 23, alcançada em 2012. Não por acaso, a Brookfield está convencida de que este é o momento propício para dar o bote sobre a BR Malls, antes que uma recuperação do consumo se reflita na valoração do ativo. Aliás, assim também pensavam a norte-americana Blackstone e a israelense GazitGlobe, que recentemente fizeram frustradas investidas sobre a empresa brasileira – esta última por meio de uma mal-sucedida tentativa de take over em bolsa (ver RR edição de 18 de julho).  A Brookfield almoça, janta, devora Brasil. Já são mais de R$ 45 bilhões em participações sob o seu guarda-chuva. Somente no último ano, além da malha de gasodutos da Petrobras, os canadenses compraram ativos no setor elétrico, concessões rodoviárias e imóveis. No caso da BR Malls, a operação passaria quase que obrigatoriamente por uma Oferta Pública para Aquisição (OPA) em bolsa, uma vez que a empresa tem o controle difuso e nenhum acionista soma mais do que 6% das ordinárias.  Procurada, a Brookfield nega a investida sobre a BR Malls. No entanto, segundo informações filtradas junto à própria administradora de shoppings, os canadenses já teriam mantido conversações com o presidente da companhia, Carlos Medeiros. Qualquer negociação de compra da BR Malls passa obrigatoriamente pela sua sala. Egresso da GP Investimentos, que fundou a BR Malls em parceria com o norte-americano Sam Zell, Medeiros está no cargo há mais de uma década e é conhecido no setor como “o executivo que manda no acionista”. Com enorme ascendência sobre a babel de investidores institucionais que coabitam o capital da empresa, é voz decisiva em qualquer decisão estratégica da BR Malls. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: BR Malls.

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 Após a negociação da Nova Transportadora do Sudeste para a Brookfield, a Petrobras deverá anunciar até o fim do mês a venda da sua participação na Companhia Petroquímica de Pernambuco para a mexicana Alpek . • Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Petrobras.

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25.08.16
ED. 5441

Linha cruzada

 A Brookfield está a um passo de arrematar da Petrobras a Nova Transportadora do Sudeste (NTS), mas não terá a mesma facilidade para ficar com a TAG, dona dos gasodutos da estatal no Norte e Nordeste. A norueguesa Statoil estaria em tratativas com a estatal. Procurada, a empresa norueguesa negou o interesse. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Petrobras.

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23.08.16
ED. 5439

Bifurcação

 A Brookfield não quer mais ser minoritária na Arteris, concessionária de rodovias. Formalmente, os canadenses negam, mas, segundo fonte do RR próxima ao gupo, pesam as divergências com a espanhola Abertis, dona de 51% do negócio, e o alto endividamento da empresa, na casa dos R$ 6 bilhões. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Arteris.

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rodoanel-rr-11
11.08.16
ED. 5431

Rodoanel é uma estrada sem fim para Isolux e Mendes Junior

 A tolerância do governo de São Paulo com a espanhola Isolux e a Mendes Junior chegou ao fim. Segundo o RR apurou, o Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) já está tomando as providências jurídicas necessárias para o rompimento do contrato com as duas empresas, líderes do consórcio responsável pela construção do trecho norte do Rodoanel. Pelo cronograma original, a obra deveria ter sido inaugurada em fevereiro deste ano, mas, até o momento, apenas 54% do projeto estão concluídos. No início do ano, pressionada pelo governo de São Paulo, Isolux e Mendes Junior teriam se comprometido a acelerar as obras e até mesmo buscar parceiros para tocar o empreendimento. Mas não fizeram nem uma coisa nem outra, praticamente enterrando qualquer possibilidade de nova negociação com o governo.  Por se tratar de um dos maiores projetos de infraestrutura no estado, os atrasos na construção do Rodoanel têm gerado um razoável desgaste para o governo de Geraldo Alckmin. Talvez seja por isso que as próprias autoridades estaduais estejam confusas quanto à melhor maneira de tratar o caso publicamente. Procurada pelo RR, a assessoria do governador Alckmin negou os atrasos e o rompimento do contrato com as duas empresas. No entanto, a própria Dersa, um órgão estatal, informou ao RR que discute com a Isolux e a Mendes Junior “divergências relativas às obras do lote 1 do Rodoanel Norte”. A empresa confirmou que “o contrato poderá ser, inclusive, rescindido”.  O contencioso com o governo de São Paulo fragiliza ainda mais a situação tanto da Isolux quanto da Mendes Junior. A empreiteira brasileira foi tragada pela Lava Jato e entrou em recuperação judicial. Ainda que por outros motivos, a Isolux não vive melhor sorte. A grave crise financeira que afeta o grupo na Espanha se espraiou pela operação brasileira. A subsidiária, que entrou em recuperação extrajudicial no início do ano, está se desfazendo de seus ativos na área de transmissão. Os espanhóis esperam anunciar nas próximas semanas a venda de suas participações no setor para a Brookfield, incluindo seu maior projeto: o linhão de Tucuruí ligando Manaus a Macapá. • As seguintes empresas não se pronunciaram ou não comentaram o assunto: Isolux e Mendes Junior.

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11.08.16
ED. 5431

Pé no asfalto

 A espanhola Abertis é forte candidata a disputar o leilão da rodovia entre Jataí (GO) e Uberlândia (MG), que deverá fazer parte da primeira fornada de concessões do governo de Michel Temer. Por meio da Arteris, uma sociedade com a Brookfield, a empresa ibérica já administra mais de três mil quilômetros em estradas no país.

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10.08.16
ED. 5430

“Brookeirão”

 O Corinthians negocia com a Brookfield um contrato de naming rights para o seu estádio, o Itaquerão. No entanto, uma fechado o acordo resolverá apenas parte do seu problema. O clube terá de arrumar outro parceiro para participar da gestão do estádio, já que a Brookfield aceita colocar apenas a placa com o seu nome, sem assumir o negócio. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Corinthians e Brookfield.

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cemig-rr-5
05.08.16
ED. 5427

Renova Energia é mais uma lâmpada queimada na Cemig

 O colar de ativos da Cemig nas áreas de distribuição, transmissão e geração está se desmanchando na velocidade da luz. Além da Light e da Taesa , que já estão na prateleira, a companhia também colocou à venda sua participação na Renova Energia. A Cemig é a maior acionista individual, com 44% do capital ordinário. Segundo o RR apurou, o negócio já foi oferecido à canadense Brookfield e à chinesa Three Gorges . Ressalte-se que os asiáticos são apontados também como fortes candidatos à aquisição da parte da própria Light na Renova (20,8%). A operação é conduzida paralelamente e deve ser concluída antes mesmo de uma eventual venda do controle da distribuidora fluminense.  A Cemig quer não apenas fazer caixa com a venda da participação na Renova Energia, mas, sobretudo, se livrar das futuras obrigações financeiras com a empresa. Estima-se que apenas as 25 usinas eólicas na Bahia exijam dos sócios um desembolso da ordem de R$ 3,5 bilhões pelos próximos 12 meses. A Renova Energia se tornou uma máquina de moer dinheiro, notadamente dinheiro do Tesouro de Minas Gerais. No início deste ano, a Cemig foi a única acionista a subscrever a chamada de capital na Renova Energia de aproximadamente R$ 700 milhões, sendo obrigada a aumentar a fórceps a sua fatia no capital. Dois anos antes, os sócios já haviam aportado outros R$ 3,5 bilhões na empresa. No meio do caminho, mais precisamente em maio de 2015, a Renova ainda vendeu um pacote de usinas eólicas por cerca de R$ 1,6 bilhão. Não deu nem para a saída. Os recursos foram rapidamente tragados por projetos, àquela altura, ainda em fase de implantação. • As seguintes empresas não se pronunciaram ou não comentaram o assunto: Cemig, Brookfield e Three Gorges.

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gasoduto
10.06.16
ED. 5387

Brookfield mergulha nos dutos da TAG e da NTS

 Sai o monopólio estatal e entra o privado. Sai a Petrobras e entra a Brookfield. O grupo canadense, que tem acordo de exclusividade com a estatal na negociação de compra da Nova Transportadora do Sudeste (NTS), parte para cima da Transportadora Associada de Gás (TAG). Juntas, as duas empresas da Petrobras formam um colosso de dutos nas regiões Nordeste e Sudeste, com 6,5 mil quilômetros de extensão, equivalente a 70% de toda a rede de gasodutos do país. Para a estatal, a venda casada é uma dádiva. A empresa fez um spin off na TAG e criou a NTS justamente para facilitar a venda separada da malha de dutos. Mas, pelo jeito, comprar as duas juntas, a custo avaliado no mercado em US$ 5 bilhões, não é problema para a Brookfield. A companhia tem se revelado um polvo com tentáculos para todo tipo de negócio – de rodovia a energia, passando pelo setor imobiliário. O gigante canadense tem cerca de US$ 225 bilhões em ativos sob sua gestão no mundo e escolheu o Brasil como uma das prioridades de investimentos. Procurada, a Petrobras confirmou a negociação para a venda da NTS. Sobre a TAG, nada informou. Já a Brookfield preferiu não comentar.  Com a venda conjunta da TAG e da NTS, a estatal apenas dará de bandeja o monopólio para os canadenses. Vale a ressalva de que a Petrobras não está agindo à margem da lei ou mesmo da regulamentação do setor. Mas isso não significa que a transação não enfrentará enormes obstáculos para sua aprovação na Agência Nacional de Petróleo (ANP) e no Cade. A fonte do RR, especialista no assunto e com bom trânsito na ANP, informou que a diretoria deverá analisar o caso à luz da nova lei do gás. O marco legal promove a concorrência no setor e estabelece o uso compartilhado dos novos dutos pelos chamados carregadores. Esses usuários podem, por meio de licitações, fazer ofertas de compra de parte da capacidade ociosa do duto. Uma única empresa privada ser dona de 70% da malha dutoviária não é exatamente um estímulo à concorrência, preconizada pela nova lei do segmento.  De outro lado, o Cade também deverá ser um complicador para a venda da NTS e da TAG para a Brookfield. O órgão antitruste tem sido rigoroso na avaliação de transações que promovem grande concentração de mercado, como é o caso da transferência de controle das duas transportadoras. A Petrobras já era monopolista antes da adoção da nova lei do gás. A incerteza da estatal e do grupo canadense é se o órgão antitruste terá boa vontade ao analisar a compra de dois terços do mercado de transporte de gás do país em transação feita após a mudança da legislação.

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invepar
01.06.16
ED. 5380

Fundos de pensão pegam um desvio para longe da Invepar

 Gueitiro Genso, Henrique Jäger e Sérgio Mendonça, presidentes da Previ, Petros e Funcef, estão encaminhando aos seus respectivos mantenedores uma proposta que beneficia a todos: a venda conjunta de suas participações na Invepar , uma das maiores holdings de concessões do país – dona, entre outros ativos, da Linha Amarela e do Metrô do Rio. O projeto deve receber as bênçãos do Palácio do Planalto. E nem poderia ser diferente, na medida em que a saída do capital da problemática holding de concessões de infraestrutura tira um fardo das costas do Banco do Brasil, da Petrobras e da Caixa Econômica Federal (CEF). Na última linha, quem agradece são os próprios trabalhadores e aposentados dos dois bancos e da petroleira. Com um déficit atuarial somado da ordem de R$ 40 bilhões, os fundos se veem forçados a desembarcar o quanto antes de uma companhia que, somente nos próximos 12 meses, exigirá aportes de mais R$ 3 bilhões para arcar com investimentos e passivos de curto prazo. Não custa lembrar que, no fim de 2015, Previ, Petros e Funcef foram obrigadas a injetar cerca de R$ 1 bilhão na Invepar para que a empresa pudesse honrar o pagamento de dívidas a descoberto.  Além do mais, até comprador já apareceu. Segundo informações filtradas junto à companhia, a trinca já teria oferecido sua fatia de 75% para a Brookfield. No ano passado, o grupo canadense esteve perto de ficar com os 25% que pertenciam à OAS, mas desistiu do negócio, curiosamente por divergências com as próprias fundações, que, àquela altura, não consentiram em revisar o acordo de acionistas da Invepar. Posteriormente, as ações da OAS acabaram transferidas para credores da empreiteira baiana – operação que deverá ser referendada em assembleia marcada para o próximo dia 7. Tomando-se como base a proposta feita pela Brookfield à construtora em 2015, estima-se que a compra dos 75% de Previ, Petros e Funcef giraria em torno de R$ 4 bilhões.  Em tempo: além de se livrar de um fardo financeiro, a venda do controle da Invepar permitiria à Previ, Petros e Funcef dar um passo para longe da Lava Jato. O presidente da companhia, Gustavo Nunes da Silva Rocha, é investigado por suspeita de interceder junto ao exsenador Gim Argello para que a CPI da Petrobras não convocasse executivos da OAS, “mediante pagamentos indevidos travestidos de doações eleitorais”. As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Invepar e Brookfield.

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Após desistir da compra da participação da OAS na Invepar, a Brookfield teria feito uma proposta para adquirir separadamente o Metrô Rio – uma das principais concessões da holding de infraestrutura. A OAS topa qualquer negócio. O problema é dobrar os outros sócios da Invepar, o trio Previ, Funcef e Petros. As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Brookfield e Invepar.  

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18.04.16
ED. 5350

Canoa furada

 A Brookfield começa a achar que embarcou numa canoa furada ao se associar à Arteris. Além da queda de receita das concessões rodoviárias do grupo, na ordem de 10%, a intenção dos espanhóis de comprar novos ativos no Brasil tem causado fortes divergências. A Brookfield se pergunta como a Arteris, engasgada com uma dívida de R$ 6 bilhões, vai financiar as aquisições. Os canadenses não querem nem saber a resposta. As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Brookfield e Arteris.

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23.03.16
ED. 5333

Invepar é um risco para os fundos de pensão

 A venda de parte da Invepar deverá deflagrar uma sangrenta batalha nos tribunais. Segundo o RR apurou, as principais entidades que representam os participantes dos três maiores fundos de pensão do Brasil – Associação de Mantenedores-Beneficiários da Petros (Ambep), Associação de Aposentados e Pensionistas do Banco do Brasil (AAPBB) e Associação Nacional Independente dos Participantes e Assistidos da Funcef (Anipa) – pretendem entrar na Justiça. O objetivo é impedir que as fundações exerçam o direito de preferência sobre a participação da OAS e aumentem sua fatia no capital da Invepar. Procurada, a Ambep confirmou que “está participando de ações que defendem o patrimônio do Petros e mantém contatos para mobilizar os participantes da Previ e da Funcef”. A Anipa, por sua vez, disse “não participar da referida articulação”. Já a AAPBB não quis se pronunciar.  No caso de um novo aporte de capital na Invepar, a conta a ser compartilhada pelos três fundos de pensão seria de R$ 1,3 bilhão. Entre os beneficiários das fundações, o temor é que Previ, Petros e Funcef sejam quase que obrigadas a engolir esse batráquio pelas mais variadas motivações. Uma delas: por vias oblíquas, a compra da participação da OAS na Invepar permitiria à construtora honrar uma dívida de R$ 330 milhões com o FIFGTS, administrado pela própria Caixa Econômica. A probabilidade de a batata quente da Invepar cair no colo dos três fundos de pensão aumentou consideravelmente nos últimos dias, após uma sequência de frustradas negociações. Primeiro, a Brookfield desistiu de assumir a participação da OAS. As ações foram a leilão na semana passada, mas não apareceu um só candidato. O plano de recuperação judicial da OAS prevê a hipótese de transferência do ativo para os credores da empreiteira. Antes, no entanto, as ações terão de ser oferecidas a Previ, Petros e Funcef, que possuem direito de preferência. As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Previ, Petros e Funcef.

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23.02.16
ED. 5312

Brookfield

 A Brookfield está cercando todos os modais de transporte no Rio. Além das negociações para a compra da Invepar, operadora do Metrô carioca e da Linha Amarela, tem interesse na concessionária da Ponte Rio-Niterói. A EcoRodovias, que assumiu a operação há menos de um ano, não quer seguir sozinha no negócio. As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: EcoRodovias e Brookfield.

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12.02.16
ED. 5305

Aberdeen quer aproveitar o preço de outlet da General Shopping

  A Brookfield não é a única interessada entre as gestoras estrangeiras de fundos em tirar uma casquinha da venda de ativos a preço de banana no Brasil. A escocesa Aberdeen Asset Management, que fez recentemente uma grande compra de ações da Lojas Renner e se tornou a maior acionista da rede varejista, também se posiciona para invadir nossa praia. O fundo estaria negociando a compra de uma participação na General Shopping, uma das maiores do país no segmento de outlets, além de doze shoppings no modelo tradicional. A Aberdeen teria iniciado negociações com representantes da família Veronezi, à frente o chairman da companhia, Alessandro Poli. A proposta é adquirir parte dos 75% pertencentes à Golf Participações, empresa de participações dos Veronezi. Procurada, a Aberdeen negou a compra. Já a General Shopping preferiu o silêncio.  Não é de hoje que os controladores da General Shopping buscam um investidor para retomar a expansão da empresa. A condição sempre foi não abrir mão do controle. Mas, dessa vez, Poli não quer cometer os erros do passado, quando preferiu endividar a companhia, com o lançamento de títulos no mercado internacional em vez de fazer um aumento de capital. O preço da escolha foi alto. O endividamento em moeda forte saltou de US$ 250 milhões para US$ 400 milhões. O prejuízo acumulado nos últimos dois anos passa dos R$ 360 milhões.  A Aberdeen olha para esses números com o apetite de experiente predador. A estratégia é a de sempre: entrar com 20% ou 30% do capital e, uma vez dentro da companhia, ir se fortalecendo até se tornar majoritária, aproveitando-se da fragilidade da presa e dos preços de liquidação – em 12 meses, o valor de mercado da General Shopping caiu 67%. Os escoceses se empenharão para que não faltem os aumentos de capital favoráveis à pavimentação da sua estrada. Quem assistiu ao filme sobre a compra de ações da Renner pela Aberdeen já viu a história toda

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03.02.16
ED. 5301

Brookfield joga pôquer com a Invepar

  A desistência de participar da disputa pela compra da parte da OAS na Invepar é a aposta mais arriscada da Brookfield Infrastructure no mercado brasileiro este ano. A estratégia do blefe foi toda arquitetada pelo presidente da companhia, Sam Pollock, que convenceu o grupo canadense de que o preço e o acordo de acionistas acertado entre a OAS e os fundos de pensão na criação da Invepar podem ser modificados na bacia das almas. Pollock aposta que ninguém bancará no leilão o valor de R$ 1,35 bilhão ofertados pela Brookfield pelos 24,4% da construtora baiana na holding de concessões. Desta forma, voltará à mesa de negociações com a faca e o queijo para ofertar menos e ainda exigir da Previ, Funcef e Petros um novo acordo de acionistas que entregue a gestão da Invepar e não exija exclusividade de sociedade nos futuros leilões de rodovias. A Brookfield é sócia da espanhola Arteris – operadora de estradas em São Paulo – e tudo o que menos quer é ficar amarrada à Invepar. Pollock sabe que o blefe faz parte desse jogo de pôquer, mas um eventual fracasso será exclusivamente debitado na sua conta. A Brookfield não comentou o assunto.

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  Poucos investidores internacionais têm levado tão a sério a tese de que é uma boa hora para se comprar ativos no Brasil quanto a Brookfield. Além da iminente entrada no capital da Invepar e do suposto interesse na participação da Petrobras na Braskem, especulado no noticiário nos últimos dias, o RR apurou que a companhia canadense está envolvida em outras duas operações no Brasil, nas áreas de logística ferroviária e saneamento. De um lado, mantém tratativas com o empresário Rubens Ometto para se associar à Rumo ALL; do outro, já teria aberto conversações para a compra de uma participação da Águas do Brasil , holding pertencente às construtoras Queiroz Galvão, Cowan e Carioca Engenharia e Acquapar. Procurada, a empresa de saneamento nega a operação.  A Brookfield está se aproveitando da combinação “perfeita” de momento – câmbio favorável, crise econômica e depreciação dos ativos – para acelerar seu projeto de ocupação e consolidação de setores como energia elétrica, petróleo, concessões de infraestrutura e real estate. O Brasil é a bola da vez no mapa de negócios da companhia. Nos últimos dois anos, para cada quatro dólares desembolsados pelos canadenses na América Latina, três dólares foram direcionados à compra de empresas brasileiras. Nesse período, a Brookfield aportou R$ 5 bilhões no país. Fontes próximas à empresa afirmam que os canadenses reservaram o equivalente a R$ 4 bilhões para novas aquisições ao longo deste ano.  A Brookfield enxerga um aspecto em comum na Águas do Brasil e na Rumo ALL: ambas podem servir como ponto de partida para a montagem de um colar de participações nas áreas de saneamento e de logística ferroviária. As duas empresas guardam também outra semelhança, esta não meritória: fragilizadas pelas circunstâncias, têm encontrado dificuldades para avançar com as próprias pernas. A Águas do Brasil estaria em busca de um sócio há mais de um ano. Já a Rumo ALL prepara um programa de desmobilização de ativos para conseguir honrar os investimentos obrigatórios em suas concessões – ver RR edição de 9 de outubro de 2015. As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Brookfield e Rumo ALL.

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16.12.15
ED. 5270

Pé na porta

 A Brookfield, que herdou a parte da OAS, já chegou na Invepar disposta a fazer uma chamada de capital. Com um déficit sobre os ombros, Petros e Funcef tentam segurar o ímpeto do novo sócio.

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09.12.15
ED. 5265

Cemig provoca mais um curto circuito na Light

 A conturbada saída de Paulo Roberto Pinto do comando da Light é apenas a ponta mais visível do fio desencapado que se estica entre o Rio de Janeiro e Minas Gerais. A distribuidora fluminense está rachada ao meio pelas disputas de poder entre os governos dos dois estados. O mais novo round passa pela composição societária da empresa. À revelia do governo do Rio, Fernando Pimentel decidiu vender uma parcela da participação da Cemig na Light. Dona de 26% do capital, a estatal mineira pretende se desfazer de até 10% da companhia. A operação poderá envolver também uma parte das ações da Cemig alocadas na Parati, veículo de investimento criado com o único objetivo de diluir a presença da empresa mineira e, assim, evitar a estatização do controle da Light. Segundo o RR apurou, há três candidatos ao negócio: a Endesa , dona da Ampla, a canadense Brookfield e a Equatorial Energia – não por coincidência de onde saiu a executiva Ana Marta Horta Veloso, que ocupa interinamente a presidência da Light e deverá ser nomeada em definitivo para o cargo na reunião do Conselho de Administração marcada para a próxima sexta-feira. Consultada sobre a venda de ações, a Cemig disse que “não confirma a informação”.  O temor do governo do Rio é que o novo acionista da Light não assuma, na devida proporção, os aportes financeiros que hoje cabem à Cemig. O plano de investimentos da distribuidora fluminense para 2016 soma cerca de R$ 1,2 bilhão. Quase um terço deste valor sai da conta da estatal mineira. Há ainda uma questão em particular: se o governo do Rio já não simpatiza com a chegada de um novo sócio tem ainda menos motivos para simpatizar com o ingresso da Endesa no capital da Light. As autoridades do estado têm cobrado permanentemente da empresa a melhoria dos serviços prestados. No ano passado, a Ampla foi considerada pela Aneel a pior distribuidora de energia da Região Sudeste e a quinta pior do Brasil. Em tese, esta é uma corrida em que Luiz Fernando Pezão já sai alguns corpos atrás de Fernando Pimentel. O governo do Rio tem poder político sobre a Light, mas não societário, uma vez que vendeu integralmente suas ações. Para brecar a venda de um naco das ações da Cemig, Pezão precisa buscar o apoio de outros sócios da distribuidora, como, por exemplo, o BNDES, dono de 9% do capital.

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24.11.15
ED. 5254

Atracação

 A Brookfield negocia sua entrada no capital da Prumo Logística, dona do Porto do Açu, mediante a conversão de um crédito de US$ 200 milhões.

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17.11.15
ED. 5249

Para onde vai a estrada da CR Almeida?

 As placas na estrada indicam que faltam poucos quilômetros para os herdeiros de Cecilio do Rego Almeida desembarcarem do controle da CR Almeida. A companhia estaria desativando o escritório de São Paulo, medida que deverá se estender também à filial do Rio de Janeiro. Na sede do grupo, em Curitiba, fornecedores e prestadores de serviços teriam sido convocados para negociar uma drástica redução dos valores de seus contratos. Vistas de maneira isolada, parecem medidas até comezinhas, forçadas pela conjuntura econômica e pelo impacto da Lava Jato sobre a área de infraestrutura como um todo. No entanto, se coladas a outras peças, está formado o mosaico da venda do controle da CR Almeida e, por extensão, da EcoRodovias, seu braço na área de concessões. A CR Almeida nega a venda do controle e as medidas de corte de custos. Mas, já há algum tempo, espocam boatos sobre a saída da família do negócio. O nome da Merrill Lynch é citado como provável adviser. Entre os candidatos estaria a canadense Brookfield. Motivos para a decisão não faltam. A crise na área de construção e a escassez de crédito se juntam a crescentes desentendimentos familiares e aos baixos resultados da EcoRodovias. No terceiro trimestre, a receita e o lucro da empresa caíram 3%.

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28.10.15
ED. 5236

Nota

Até agora só há um candidato firme à aquisição de uma parte da BR: a Brookfield .

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02.10.15
ED. 5219

Fio cortado

Mais um sinal de que o leilão de hidrelétricas, remarcado para 6 de novembro, vai mesmo para as calendas. Furnas teria interrompido as negociações com a Brookfield para a formação de um consórcio. Formalmente, a estatal informa que ainda avalia se participará ou não da licitação.

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15.09.15
ED. 5206

Invepar se aproxima da hora da verdade

22 de setembro. Este é o Dia D para um dos maiores grupos de infraestrutura do país: a Invepar. Depois de muitas idas e vindas, está confirmada para a próxima terça-feira a assembleia geral de credores da OAS. Na ocasião, os bancos votarão a proposta de cessão para a Brookfield do direito de preferência na compra da participação da empreiteira na Invepar, contrapartida para o empréstimo de R$ 800 milhões obtido pela construtora baiana. O que está em jogo, neste caso, é o futuro da concessionária de transportes. O eventual veto dos credores da OAS à transferência das ações para a Brookfield colocará em xeque a própria continuidade das operações da Invepar. A gestora canadense é a única solução à vista para a grave crise financeira da empresa. Até o momento, nenhum outro grupo manifestou interesse em se associar ao negócio. A Brookfield já teria, inclusive, se comprometido com Previ, Funcef e Petros, donas de 75% da Invepar, a fazer um aporte emergencial de até R$ 1 bilhão, recursos que permitiriam à companhia honrar um terço das suas dívidas de curto prazo. No mercado, a percepção geral é que a Invepar está derretendo. Entre junho de 2014 e junho deste ano, sua dívida bruta cresceu 32%. No mesmo intervalo, a relação dívida líquida/ Ebitda saiu de quatro para 5,8 vezes. O caixa atual, em torno de R$ 1,8 bilhão, só cobre 60% das dívidas com vencimento nos próximos 12 meses. * A Invepar não retornou ao nosso contato.

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25.08.15
ED. 5192

Three Gorges deixa EDP Energias do Brasil à meia luz

O próprio presidente da EDP Energias do Brasil, Miguel Setas, já começa a se perguntar até quando terá uma cadeira para se sentar e uma empresa para trabalhar? Todas as decisões da China Three Gorges (CTG), que assumiu o controle da EDP em 2011, apontam para o encolhimento das operações do grupo no mercado brasileiro. Os asiáticos procuram um comprador para a capixaba Escelsa, uma das distribuidoras da EDP no país – a outra é a paulista Bandeirante. Segundo o RR apurou, Miguel Setas vem mantendo conversações com a canadense Brookfield e a Equatorial Energia. A inapetência chinesa em relação ao Brasil não se restringe à área de distribuição. Os investimentos em geração foram cortados praticamente a zero. A medida atingiu não apenas os projetos hidrelétricos e termelétricos, mas também de energia eólica, até outro dia a grande aposta da EDP no Brasil. Na própria EDP do Brasil, ninguém se arrisca a dizer até onde vai a disposição dos chineses para enxugar a operação do grupo no país – e é melhor nem perguntar. O fato é que a Three Gorges está particularmente preocupada com o nível de alavancagem da subsidiária. Nos últimos 12 meses, a dívida líquida dobrou de tamanho, chegando perto dos R$ 5 bilhões. A relação endividamento/ patrimônio líquido, que, historicamente, sempre girou em torno de 50%, já está perto do um para um. Consultada, a EDP não confirma as informações. * Equatorial e Brookfield preferiram não responder ao RR.

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03.08.15
ED. 5176

Brookfield enxerga uma porta aberta na Energisa

Segundo o RR apurou, a Brookfield já montou um grupo de trabalho com a missão de analisar a aquisição. É uma temporada de contas e mais contas na empresa. A fonte do RR o autoriza a apostar na conclusão do negócio. A compra de uma fatia do capital da Energisa daria aos canadenses assento no sexto maior grupo de distribuição de energia do país por número de clientes, aproximadamente 6,2 milhões, e o sétimo em receita líquida – a cifra deve bater nos R$ 10 bilhões neste ano. São números que a própria Brookfield ajudaria a inflar. Seus aportes permitiriam à Energisa partir para a compra de distribuidoras de maior porte, como a capixaba Escelsa, antigo sonho de consumo dos Botelho.

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Previ, Petros e Funcef fizeram sua parte no script: renunciaram ao direito de preferência sobre as ações da OAS, abrindo caminho para a entrada da Brookfield no capital da Invepar. Em um segundo instante, será a vez de a gestora canadense cumprir o combinado: não criar qualquer óbice para que os fundos indiquem o novo presidente da companhia, em substituição ao desafeto Gustavo Nunes da Rocha, ligado a  OAS.

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22.06.15
ED. 5146

Brookfield

Só dá Brookfield. Após comprar uma dezena de usinas geradoras da Energisa e ficar com a participação da OAS na Invepar, o grupo quer aproveitar a desvalorização dos ativos no setor imobiliário. Uma importante incorporadora de São Paulo, controlada por fundos estrangeiros, está madurinha para cair no colo dos canadenses.

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26.05.15
ED. 5128

Brookfield está com meio corpo dentro da Invepar

Diz a versão oficial que a OAS apenas ofereceu suas ações na Invepar como garantia ao empréstimo de R$ 800 milhões obtido junto a  gestora Brookfield – informação reiterada pela construtora ao RR. No entanto, segundo fonte muito próxima a  empreiteira, o termo “garantia” não passa de um eufemismo: o empresário Cesar Mata Pires já teria acertado a transferência da sua participação de 25% na holding de concessões públicas em troca do aporte de capital na OAS. Ou seja: o financiamento não foi uma ponte para a posterior venda das ações, mas a própria venda das ações. É bem provável que a conclusão do negócio envolva uma quantia extra. No fim do ano passado, a fatia da OAS na Invepar teria sido avaliada em aproximadamente R$ 2,5 bilhões. No entanto, esse valor automaticamente baixou diante da notória necessidade da empreiteira de fazer caixa o mais rapidamente possível para cobrir uma dívida de R$ 8 bilhões. De acordo com a mesma fonte, se não ocorrer qualquer contratempo, o anúncio da entrada da Brookfield na Invepar será anunciado na próxima semana. Os canadenses vão se juntar, portanto, a Previ, Petros e Funcef, que, juntas, detêm 75% da companhia. Segundo o RR apurou, a própria direção dos três fundos de pensão participou das negociações e foi responsável por atrair os canadenses para a operação, juntando a fome (trazer um investidor de peso para a Invepar) com a vontade de comer (ejetar a OAS do capital da companhia). Não custa lembrar que há cerca de um mês, a Brookfield deixou escapar no noticiário a informação de que tinha reservado pouco mais de R$ 3 bilhões para investimentos em infraestrutura e em usinas sucroalcooleiras no Brasil. É presumível que, na ocasião, a contabilidade da gestora canadense já antecipasse a compra da participação na Invepar.

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07.05.15
ED. 5115

Louis Dreyfus com um pé fora dos canaviais

A Louis Dreyfus cansou de plantar investimentos e só colher bagaço. O grupo francês colocou a  venda o controle da Biosev, seu braço sucroalcooleiro no Brasil. O pacote reúne 12 usinas, com capacidade para moer cerca de 36 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por safra. Um forte candidato a  operação é a Brookfield Asset Management, que também negocia a compra dos ativos da indiana Shree Renuka no Brasil. A gestora de recursos canadense já sinalizou ter cerca de US$ 800 milhões para a aquisição de empresas em dificuldades financeiras na área de bioenergia. A Biosev se encaixa neste figurino. Nas últimas duas safras, acumulou perdas de R$ 2 milhões. Proporcionalmente, a dívida da empresa disparou nos últimos 12 meses. Hoje, o caixa de R$ 200 milhões cobre apenas um décimo do passivo de curto prazo. Há pouco mais de um ano, essa relação estava em 85%. Desde 2009, quando comprou a antiga Santelisa Vale, a Louis Dreyfus nunca soube o que é ganhar dinheiro com açúcar e álcool no Brasil. Os franceses investiram mais de R$ 2 bilhões na Biosev e, em troca, amargam sucessivas safras de prejuízo. Nesse período, as perdas da companhia somaram mais de R$ 3 bilhões. Curiosamente, apesar de todos os pesares, talvez este seja mesmo o melhor momento, aliás, o menos pior para a venda da empresa, graças a uma combinação de fatores exógenos e endógenos. Recentemente, o governo aumentou o índice de mistura de etanol a gasolina de 25% para 27%, o que permitirá ao setor aumentar suas vendas em aproximadamente um bilhão de litros ao ano. No front interno, a boa nova veio pela voz da Fitch. No mês passado, a agência decidiu manter a nota de crédito e remover a observação negativa do rating da Biosev. Há meses, a empresa convivia com o fantasma do rebaixamento da classificação de risco.

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23.02.15
ED. 5065

Energisa

 O balcão de negócios da família Botelho segue a pleno vapor. Após vender um lote de geradoras para a Brookfield, por R$ 1,4 bilhão, a Energisa deverá agora se desfazer de sua fatia de 20% na Companhia Industrial Cataguases. A participação na fabricante de tecidos é uma excentricidade que não cabe mais nos tempos atuais do grupo. Afinal, a compra da Rede Energia trouxe a reboque um passivo de R$ 6 bilhões. ,

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