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40  resultados para Sumitomo

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Notícias encontradas

22.08.17
ED. 5688

Comboio nipônico

Tradings japonesas estão formando um pool, liderado pela Sumitomo, para comprar uma participação na Malha Sul, uma das concessões da Rumo Logística. A associação e o aporte de capital deverão acelerar a renovação antecipada da licença pela ANTT.

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22.08.17
ED. 5688

Ponto final

As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Rumo, Sumitomo, Petrobras e Anatel.

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02.03.17
ED. 5569

Usiminas declara guerra à Sumitomo

Em um raro momento de sintonia entre Nippon Steel e Ternium, a Usiminas vai entrar na Justiça contra a Sumitomo. O contencioso tem origem na Mineração Usiminas (Musa), joint venture entre a siderúrgica e a trading japonesa. Dona de 30% da mineradora, a Sumitomo vetou a proposta de redução em R$ 1 bilhão do capital da empresa apresentada pela Usiminas – detentora dos 70% restantes.

A siderúrgica mineira acusa a sócia de abuso de poder. A Sumitomo, por sua vez, alega que a operação só pode ser realizada com a anuência dos dois acionistas. Os japoneses já deixaram claro que não estão dispostos a financiar, por via indireta, as dívidas da Usiminas. Na prática, a redução do capital da Musa geraria R$ 700 milhões de caixa para a siderúrgica mineira.

Procurada, a Usiminas nem confirmou nem negou a ação judicial. Limitou-se a informar que “acredita que terá acesso aos recursos de sua subsidiária Musa no prazo acordado com os credores”. O pragmatismo falou mais alto. Em permanente estado de conflito, Nippon Steel e Ternium identificaram na Sumitomo um oponente em comum. O veto à redução do capital social da Musa é um duro revés.

Os recursos são fundamentais para o esforço de repactuação do passivo da Usiminas. A companhia pretende usar os recursos para amortizar débitos bancários, notadamente com BNDES, BB e Itaú Unibanco. Inicialmente, a direção da Usiminas cogitou entrar com um processo de arbitragem. Mas  a intransigência da Sumitomo fez com que a siderúrgica se decidisse por levar o caso diretamente à Justiça.

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02.03.17
ED. 5569

Ponto final

Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Sumitomo, Fundo Gera, Grupo Águia e RK Partners.

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05.12.16
ED. 5509

Uma joint venture que já nasce torta

A joint venture entre Gerdau, Sumitomo e JSW, voltada à produção de peças de aço para a indústria eólica, já nasce em um ambiente de fricção. O grupo gaúcho estaria insistindo em mudar a composição do controle antes mesmo de a associação ser formalmente constituída. O pomo da discórdia seria 1% do capital da empresa – exatamente aquele 1% que separa os que mandam dos que obedecem.

A Gerdau quer ter o controle acionário, com 51%, empurrando Sumitomo e JSW para uma posição de coadjuvantes. A dupla nipônica pretende dividir o capital meio a meio. Procurada, a Gerdau nega haver desavenças entre os sócios. Está feito o registro. Cada lado tem suas justificativas para o cabo de guerra societário: os gaúchos privilegiam os ativos industriais que serão aportados no empreendimento. Os equipamentos vão ser fabricados em parte da unidade da Gerdau em Pindamonhangaba (SP). Os japoneses, no entanto, entendem que de nada valeria o site se não fosse o seu aporte no empreendimento.

Por esta razão, querem fazer valer a sua condição de responsáveis pela maior parte da grana, de aproximadamente R$ 300 milhões. No fim, tudo vai se ajeitar entre Gerdau, Sumitomo e JSW, mas sabe-se lá que rusgas e eventuais rancores serão levados para o restante da relação.

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11.10.16
ED. 5473

Etanol volta ao mapa da DuPont no Brasil

 A DuPont decidiu retomar os investimentos em biocombustíveis no Brasil. O grupo norte- americano vai tirar da gaveta o projeto de construção de uma planta de etanol flex, que pode utilizar tanto cana-de-açúcar quanto milho como matéria-prima. Ao todo, desembolsará cerca de US$ 150 milhões. O investimento é uma peça importante dentro da estratégia da DuPont no Brasil. Trata-se de um projeto fundamental para dar escala ao laboratório de biotecnologia industrial que os norte-americanos montaram no ano passado, em Paulínia (SP). A DuPont investiu mais de US$ 20 milhões para montar um centro de pesquisa e desenvolvimento de última geração no país, mas, até agora, ainda não conseguiu transformá-lo em fonte de receita. O laboratório não fechou qualquer contrato com usinas sucroalcooleiras.  O projeto da planta de etanol flex estava congelado há quase dois anos. A princípio, a DuPont condicionou sua execução à atração de parceiros. Não faltaram tentativas, com Sumitomo, Cosan e Copersucar. Mas nenhuma das conversas seguiu adiante. A necessidade de impulsionar o laboratório de Paulínia, associada à recuperação do mercado de etanol, levou a DuPont a tocar o projeto sozinha. • A seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: DuPont.

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 Goodyear, Pirelli, Michelin e Bridgestone se perguntam o que a Sumitomo enxerga que eles não estão vendo. Enquanto o quarteto corta investimentos e reduz produção, a companhia constrói sua segunda fábrica no Brasil, contrata e vai aportar R$ 487 milhões na operação brasileira, o que é confirmado pela empresa. O caso se explica porque a Sumitomo tem apenas 1% de market share contra mais de 70% das concorrentes. A única fábrica da empresa japonesa funciona com capacidade máxima no Paraná e a nova unidade será construída ao lado, com demanda garantida por dois anos.

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24.03.16
ED. 5334

Costura

 A Sumitomo e a DuPont estariam costurando a criação de uma joint venture voltada à produção de etanol de milho no Brasil. As duas empresas negam as negociações. Não custa lembrar que a DuPont procura um sócio para o projeto há mais de um ano, desde que a Dedini, parceira original, entrou em recuperação judicial.

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01.02.16
ED. 5299

Vallourec sofre os efeitos colaterais da Lava Jato

 A Vallourec não está na ponta da língua de delatores premiados, não foi alvo de diligências da Polícia Federal, sequer é suspeita de algum malfeito. Ainda assim, é mais uma das tantas empresas da cadeia de óleo e gás arrastadas pela Lava Jato. O “petrolão” lançou a fabricante de tubos em sua mais grave crise em 63 anos de Brasil, contabilizando-se as quase cinco décadas em que atendia pelo nome de Mannesmann. Seu prejuízo acumulado já estaria na casa dos R$ 2 bilhões, boa parte proveniente da joint venture com a japonesa Sumitomo – leia-se a Vallourec & Sumitomo Tubos do Brasil (VSB). Com uma queda de mais de 50% na carteira de pedidos e recorrentes prejuízos, a direção do grupo francês trabalha com dois cenários para 2016: um ruim e o outro ainda pior. No primeiro caso, a hipótese sobre a mesa é a suspensão de um turno inteiro de trabalho e a desativação de um alto-forno na fábrica do Barreiro, em Belo Horizonte, o que acarretaria na demissão de quase metade do atual efetivo de quatro mil funcionários. Mas a escala Richter da Vallourec poderá registrar um abalo sísmico ainda maior: o fechamento em definitivo da usina. Com uma taxa de ociosidade acima dos 60% e instalações obsoletas, a planta de Barreiro iria para o sacrifício, uma forma de os franceses preservarem a moderna unidade de Jaceaba, também em Minas Gerais, esta em associação com a Sumitomo.  Não obstante o interesse dos franceses em resguardar a fábrica de Jaceaba, a própria VSB faz parte do problema e não da solução. No ano passado, a joint venture foi obrigada a fazer uma baixa contábil da ordem de R$ 1,4 bilhão referente ao valor da planta industrial. Franceses e japoneses estimam que nem em uma década conseguirão recuperar os R$ 5 bilhões investidos na unidade, inaugurada em 2011. Mesmo após ter fechado com a Petrobras um contrato para a venda de tubos sem costura no valor de R$ 8 bilhões, a VSB passou cinco meses do ano operando com a bandeira a meio mastro. Cerca de mil funcionários, metade do quadro de pessoal da fábrica de Jaceaba, tiveram seu contrato de trabalho suspenso entre julho e novembro. A VSB pegou a tempestade perfeita. Além do “petrolão” e da consequente retração dos investimentos em E&P no Brasil, a empresa foi duramente afetada pela queda dos preços do petróleo – em grande parte, a fábrica de Jaceaba foi projetada para atender encomendas internacionais. A empresa Vallourec não comentou o assunto.

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15.01.16
ED. 5288

Sumitomo lança sua pesada âncora sobre a Triunfo

 De um lado da mesa, o poderio da Sumitomo, que, em condições normais, já faria toda a diferença na negociação; do outro, as fragilidades do Grupo Triunfo, acentuadas pelas circunstâncias. Os japoneses estão se valendo do seu braço forte para se associar, em condições extremamente vantajosas, ao projeto de construção de um terminal portuário entre as ilhas Bagres e Barnabé – fora da área de concessão do porto de Santos. Trata-se de um dos poucos investimentos de maior vulto em curso na área de logística portuária no Brasil: o valor previsto é de R$ 3 bilhões. Para atracar no empreendimento, a Sumitomo quer dividir o controle acionário meio a meio, indicar o diretor financeiro e ter preferência sobre o uso do terminal para a movimentação de carga própria. Deve levar tudo. Que outro remédio resta à Triunfo? Com a conjuntura econômica adversa, o grupo depende da chegada de um sócio para viabilizar o terminal portuário. Procurada, a Triunfo nega a venda de uma participação do projeto para a Sumitomo. Está feito o registro. Mas, segundo o RR apurou, limitada pela necessidade de fazer pesados investimentos em outras áreas, notadamente no Aeroporto de Viracopos, a empresa busca um parceiro para o empreendimento em Santos há mais de um ano. A Sumitomo, por sua vez, não quis se pronunciar.  O projeto prevê a construção de um terminal com capacidade para movimentar 15 milhões de toneladas de granéis e contêineres – para efeito de comparação o equivalente a 15% da capacidade do porto de Santos. O empreendimento se encaixa nos planos da Sumitomo de ter uma operação verticalizada no país, que enfeixe a produção, comercialização e toda a logística de transporte e exportação de grãos, notadamente para o mercado asiático. Os recentes investimentos dos japoneses no Brasil caminham nessa direção. No ano passado, o grupo comprou a Agro Amazônia, uma das maiores distribuidoras de insumos agropecuários no mercado brasileiro. A Sumitomo já divulgou a meta de triplicar o faturamento da empresa (na casa dos R$ 500 milhões) em até dois anos. Os japoneses planejam ainda investir em concessões ferroviárias – tanto no Sudeste, para acessar o Porto de Santos, quanto no corredor logístico amazônico – neste caso, a “estação final” é o porto de Belém. O projeto do terminal entre as ilhas de Bagres e Barnabé remonta a 2012. Inicialmente ele foi concebido para ser um terminal de minério de ferro da Vetria Mineração , sociedade entre a própria Triunfo, a ALL e a Vetorial, dona de minas em Corumbá (MS). Aos poucos, os demais sócios foram ficando pelo caminho. Para não perder a autorização obtida junto à Secretaria dos Portos (SEP) no fim de 2015, a Triunfo resolveu mudar o perfil do terminal para graneleiro e correr atrás de um novo parceiro.

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05.11.15
ED. 5241

Okinawa é um sushi de Pasadena no estômago da Petrobras

 O Conselho de Administração da Petrobras vive um dilema: divulgar a extensão da lambança feita com a compra da refinaria de Okinawa ou esperar que TCU, Ministério Público, Polícia Federal etc. prossigam seu trabalho de higienização da companhia com seu estilo espetaculoso? Todos sabem, na estatal, que a refinaria asiática é um carryover da gestão de José Sergio Gabrielli, do pantagruelismo corrupto de Nestor Cerveró e da omissão de Maria das Graças Foster, para resumir a história. O Conselho tem o caso todo mapeado e conhece de cor e salteado os prejuízos, malversações e resumos propositalmente incipientes do projeto. Uma opção é divulgar sua versão antes que a cavalaria de Sérgio Moro entre em campo, com o apoio dos órgãos de fiscalização e prisão. Imagine, entretanto, como tal notí- cia, vinda do esquadrão da justiça, vai contaminar a imagem da companhia, quando se esperava que ela tivesse construído uma compliance wall separando as bandalheiras de ontem da assepsia de hoje. E como explicar que o passado não tem um pé no presente?  A ilha de Okinawa está localizada a 1.500 km de Tóquio. A participação de 87,5% do estorvo que ela abriga foi comprada da Nansei, em 2007, por US$ 52 milhões. Três anos depois, a Petrobras pagou mais US$ 29 milhões à Sumitomo para ficar com os 12,5% restantes. Em março deste ano, a estatal anunciou a intenção de desativar a unidade, uma forma também de sepultar a arqueologia de equívocos do empreendimento. No entanto, o custo de retirada está orçado em aproximadamente US$ 130 milhões, montante que só multiplicará a contabilidade negativa. A companhia investiu ainda US$ 111 milhões – e só não gastou mais porque os meliantes foram descobertos. Apesar da dinheirama, a unidade trabalha com 40% da sua capacidade de 100 mil barris. O retorno do investimento exige aporte de bilhão. A associação com Pasadena é inevitável. Para o Conselho, ficam as batatas de decidir como as entranhas dessa Pearl Harbor petroquímica serão divulgadas. De qualquer forma, para prejuízo da companhia.

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25.03.15
ED. 5087

Os japoneses da Sumitomo já estão resignados

Os japoneses da Sumitomo já estão resignados: tão cedo não vão recuperar os R$ 800 milhões que desembolsaram na construção da fábrica de pneus do Paraná e na montagem de uma rede de revendedores. Com a retração da indústria automobilística, o faturamento da operação de pneumáticos do grupo não decola de jeito nenhum. O faturamento segue estagnado e o negócio não sai do vermelho.

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26.02.15
ED. 5068

Mitsui e Sumitomo ensaiam um dueto no mercado de gás

Se Cemig e Gas Natural estão prestes a romper a associação anunciada no ano passado – ver RR edição nº 5.052 -, Mitsui e Sumitomo caminham na direção oposta. Os dois grupos estariam negociando a criação de uma joint venture para atuar no mercado brasileiro de distribuição de gás natural. O colar já chegaria a  vitrine com alguns pingentes. A Mitsui aportaria na nova empresa parte ou até mesmo a totalidade de suas participações em sete concessionárias estaduais de gás, que um dia pertenceram a s Gaspart, leia-se a finada e nada saudosa Enron. A carteira do grupo engloba aproximadamente 8% do mercado nacional – entre os principais ativos, estão a Bahiagás e a paranaense Compagás. Em termos absolutos, não há como comparar a eventual associação entre a Mitsui e a Sumitomo com a fusão dos ativos da Cemig e da Gas Natural no setor. A parceria entre mineiros e espanhóis, seriamente ameaçada devido a  recusa do governo Fernando Pimentel em privatizar a Gasmig, poderá – ou poderia, já não se sabe ao certo – dar origem a  maior distribuidora de gás do país, responsável por atender mais de 20% do mercado nacional. Na partida, Mitsui e Sumitomo não chegarão sequer a  metade desse market share. Ainda assim, a dobradinha nipônica manteria acesa a perspectiva de uma consolidação do setor e de uma maior participação do capital privado. Hoje, a  exceção de Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais este mercado é uma sesmaria dos governos estaduais e, sobretudo, da Gaspetro, presente no capital de mais de duas dezenas de concessionárias. A associação entre Mitsui e Sumitomo na distribuição de gás encanado poderia ser o ponto de partida para outros negócios em conjunto. As duas tradings japoneses teriam planos de, mais a  frente, montar uma comercializada do combustível, focada não apenas na compra e venda do insumo, mas também na importação e exportação de gás natural liquefeito (GNL).

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26.01.15
ED. 5048

Eletrobras pluga seus investimentos na State Grid

 Se, no passado, a State Grid era uma pulga atrás da orelha do governo, desconfiado de suas reais intenções no país, agora os chineses pisam em tapete vermelho. Os asiáticos mereceram a distinção de uma reunião com Eduardo Braga no fim de dezembro, antes, portanto, de ele assumir formalmente o Ministério de Minas e Energia. Motivo do encontro: o governo quer estender a parceria entre a Eletrobras e a State Grid, por ora restrita a  construção da linha de transmissão de Belo Monte. O foco é a área de geração. Em pauta, a construção não apenas de hidrelétricas, mas também de termelétricas a gás natural, carvão e biomassa, usinas eólicas e solares. As duas empresas deverão assinar um protocolo de intenções tão logo seja definida a nova diretoria da Eletrobras. Em português claro: a área de Minas e Energia quer transformar o grupo chinês em parceiro preferencial da estatal para investimentos no segmento de geração. O que mais a Eletrobras precisa, a State Grid tem de sobra. Os chineses já desembolsaram mais de R$ 8 bilhões no Brasil em investimentos no setor de transmissão. Prometem outro tanto para os próximos quatro anos. A parceria com a estatal no segmento de geração envolveria aportes da ordem de R$ 12 bilhões em três anos, valor equivalente a um quarto do que a Eletrobras prevê investir no período para a expansão do parque gerador brasileiro. Ou seja: a aliança com os asiáticos, se consumada, trará um refrigério para o caixa da companhia. O estreitamento das relações entre a Eletrobras e a State Grid tem também um forte caráter profilático. Por razões mais do que óbvias, o Ministério de Minas e Energia trabalha com a expectativa de uma redução dos aportes das grandes construtoras em projetos hidrelétricos. Ao que tudo indica, ainda há muita água para passar pelas turbinas da Operação Lava Jato. As negociações com a State Grid preveem ainda a atração de outros parceiros internacionais, como as nipônicas Itochu e Sumitomo, interessadas em participar como investidoras de projetos na área de geração.

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16.01.15
ED. 5042

Iharabras

Mudanças a  vista no controle da Iharabras, fabricante de defensivos agrícolas pertencente a um condomínio de tradings e investidores japoneses. A Sumitomo negocia a compra das participações da Mitsubishi, da Takeda Chemical e da Toho Chemical. Uma vez consumada, a tríplice aquisição lhe deixará como o maior acionista da empresa, com mais de 40% do capital.

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20.05.14
ED. 4874

Marcas de pneu

A retração da indústria automobilística abalroou os planos da Sumitomo. O grupo japonês deverá promover paralisações em sua fábrica de pneus no Paraná para reequilibrar os estoques. A redução da produção seria da ordem de 20%. Oficialmente, a Sumitomo nega os planos de paralisação da fábrica.

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13.12.13
ED. 4798

Estradas e ferrovias entram no mapa da Sumitomo

Da terra do sol nascente surge um forte candidato a s próximas licitações de rodovias federais. A Sumitomo está decidida a investir no setor. O movimento é parte de um projeto mais amplo: a companhia nipônica pretende montar uma operação integrada de logística no Brasil, unindo sua porção trading a  gestão de rodovias, ferrovias e terminais portuários. Tudo gira em torno de seu maior negócio no país: o transporte de commodities agrícolas e minerais, que responde por mais de 70% da receita e 90% do lucro da Sumitomo no país. Os japoneses entendem que podem reduzir seus custos e amplificar sua rentabilidade entrando nos demais elos da cadeia logística. A Sumitomo planeja ter apenas participações minoritárias nas concessões de rodovias, algo entre 10% ou 15% dos consórcios. Procurada pelo RR, a Sumitomo informou que seus planos para o setor de infraestrutura no Brasil “se encontram na fase de estudos”. Os japoneses já botaram o pé na estrada em busca de companheiros para esta viagem. Teriam mantido conversações com a Triunfo Participações e com a conterrânea Itochu, sua parceira em investimentos na área de logística na asia. No caso da Triunfo, haveria, inclusive, a possibilidade de a Sumitomo desembarcar na concessão das BR-060-153-262, que liga Brasília a Belo Horizonte, recém-arrematada pelo grupo brasileiro. A investida da Sumitomo em infraestrutura de transportes deverá ser feita por meio de fundos administrados por gestoras já vinculadas ao grupo japonês. A trading já adota este modelo para projetos congêneres na asia. O formato facilita a captação de recursos e a entrada de outros investidores. Este fundo ficará diretamente responsável pelos aportes, seja através dos futuros leilões do setor, seja com a compra de participações em empresas já constituídas ? caso da possível associação com a Triunfo.

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17.10.13
ED. 4758

Cantando pneu

Recém-chegada ao Brasil, a fabricante de pneus Sumitomo Rubber aponta suas armas para a Goodyear. Além da aposta no varejo, principal negócio dos norte-americanos no país, os japoneses estariam oferecendo mundos e fundos para cooptar revendedores da adversária. Consultadas, a Goodyear afirmou que “toda a concorrência é saudável” e a Sumitomo não confirma.

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10.10.13
ED. 4753

Energia japonesa

Mais uma mudança a  vista na Eneva, a antiga MPX. Mitsui e Sumitomo estariam negociando a aquisição de 15% da companhia, recémcomprada pela alemã E.ON.

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15.07.13
ED. 4690

Sumitomo

A Sumitomo pretende investir aproximadamente R$ 1 bilhão na construção de termelétricas a gás natural na Amazônia.

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10.04.13
ED. 4624

Cosan e Sumitomo ensaiam dueto na distribuição de gás

Rubens Ometto sabe comprar. E, tanto quanto ou talvez até mais, sabe também vender. A Cosan está envolvida em uma operação que, a um só tempo, poderá dar origem a uma grande parceria no mercado de gás natural e, de quebra, gerar um expressivo lucro ao grupo sucroalcooleiro. A empresa negocia com a Sumitomo a transferência de uma parcela minoritária da sua fatia na Comgás. Este movimento, ressalte-se, é parte de uma operação maior, que envolve ainda a Shell, também sócia de Ometto na Raízen. A trading japonesa pretende comprar em um só pacote 20% do capital da distribuidora paulista. Segundo executivos que acompanham a negociação, a Shell deverá vender seus 8% e deixar definitivamente a empresa paulista. O restante viria da Cosan. É justamente neste ponto que reside a grande tacada de Ometto. Além da oportunidade de se associar a  Sumitomo, o empresário poderá realizar um lucro para ninguém botar defeito. Em maio do ano passado, ao comprar a Comgás, Rubens Ometto pagou o equivalente a R$ 47,25 por ação. Agora, de acordo com as mesmas fontes, o preço de venda poderá chegar a até R$ 60 – cifra que embute um ágio de quase 20% sobre a cotação de mercado, uma vez que os japoneses entrarão no bloco de controle da concessionária paulista. Significa dizer que, em menos de um ano, a Cosan vai ganhar quase 30% sobre o valor desembolsado. Mais do que isso: com a chegada da Sumitomo, passará a ter ao lado um parceiro com muito mais apetite do que a Shell para investir no setor de distribuição de gás no Brasil. A iminente parceria com a Cosan representa uma brusca mudança na estratégia da Sumitomo no mercado brasileiro de gás. Durante muito tempo, aos olhos dos japoneses, a expansão de seus negócios no Brasil se resumiu a um só nome: Petrobras. Com as dificuldades de caixa da estatal e sua necessidade de peneirar os projetos realmente estratégicos, a trading nipônica se viu sozinha no mundo. Até olhar para a empresa de Rubens Ometto. A Sumitomo enxerga a entrada no capital da companhia paulista e a parceria com a Comgás uma antessala para a posterior compra de ações da própria Petrobras em outras distribuidoras de gás.

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10.01.13
ED. 4564

Beto Richa e Graça Foster caminham sobre solo rachado

As relações entre o governador do Paraná, o tucano Beto Richa, e Maria das Graças Foster têm sido marcadas por abalos sísmicos. O epicentro dos tremores é a Compagas. Richa traça um futuro complicado para a distribuidora estadual de gás e joga a conta no colo da Petrobras, dona de 24,5% da empresa. Aponta a estatal como principal responsável por um quadro de engessamento da Compagas. Segundo fontes do governo do Paraná, a Petrobras estaria fazendo corpo mole para acertar a aprovação de novos investimentos na companhia, o que estaria dificultando a execução do plano de expansão da rede de distribuição. Richa joga mais lenha na fogueira. Tem propalado que a postura da Petrobras praticamente inviabiliza o projeto de venda de uma parte da distribuidora estadual para investidores privados. Entre os candidatos, estariam a Cosan, sócia da paulista Comgás, e as japonesas Mitsui e Sumitomo. O raciocínio é que ninguém se arriscará a investir na empresa enquanto a Petrobras permanecer de braços cruzados. Diante desse cenário, o governador paranaense tem cobrado da estatal o aumento dos investimentos na Compagas. Por enquanto, aos ouvidos de Graça Foster, os brados de Richa vêm soando como fracos sussurros. Neste momento, todas as atenções de Graça estão voltadas ao cumprimento do plano estratégico da companhia. Adicione-se a isso a crescente perda relativa de importância da distribuição de gás no mapa de negócios da Petrobras – ver RR edição nº 4.536. Procurados, o governo do Paraná e a Petrobras não quiseram comentar sobre o assunto. Para acirrar ainda mais os atritos, Richa tem sacado do bolso um estudo recente feito pela Secretaria de Energia do Paraná. De acordo com fontes do governo, o documento indica que, em até cinco anos, o consumo industrial de gás no estado vai superar a oferta disponível, criando um déficit energético. Mais uma vez, as flechas são atiradas contra a Petrobras, responsável pelo fornecimento do insumo a  concessionária estadual. Richa alega que o iminente gap na distribuição de gás no mercado corporativo é outro empecilho a  negociação de parte do capital da Compagas.

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20.12.12
ED. 4553

Parceria em dobro

A Sumitomo negocia sua associação a  fábrica da V&M em Rio das Ostras (RJ), de acessórios para tubulações. As duas empresas já são parceiras no complexo industrial de Jaceaba (MG).

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18.10.12
ED. 4510

Fundadores do Google sopram fraquinho no Brasil

A parceria entre os donos do Google, GE, Itochu e Sumitomo para investimentos em energia renovável no Brasil está por um triz. Larry Page e Sergey Brin, fundadores do site de busca, querem tirar os projetos da gaveta no início do próximo ano. Os planos envolvem a construção de um parque eólico no Nordeste e de usinas de biomassa. Por ora, no entanto, os investidores norte-americanos falam sozinhos. Segundo o executivo de um banco de investimentos que assessora o Google no Brasil, seus sócios ventam em direção oposta. GE, Itochu e Sumitomo não estão dispostas a abrir o caixa neste momento. Procurado, o Google informou que “não comenta especulações”. A GE não quis se pronunciar. Itochu e Sumitomo não retornaram. Se o negócio melar, esta será a segunda tentativa fracassada da dupla Page e Brin de investir em energia no Brasil. Há cerca três anos, a dupla conversou com investidores nacionais para entrar na produção sucroalcooleira. Ambos chegaram a vir ao Brasil para visitar terras e conversar com candidatos a sócio. Tudo se evaporou. E, o que é pior: o raio pode cair no mesmo lugar.

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31.07.12
ED. 4455

Vallourec e Sumitomo caminham na contramão

O alto-forno da VSB, joint venture entre Vallourec e Sumitomo voltada a  produção de tubos de aço, está fervendo. A relação entre franceses e alemães têm sido marcada por atritos. O principal ponto de discórdia é o plano de investimentos do complexo industrial de Jeceaba (MG). Majoritária, com 56% da joint venture, a Vallourec quer manter o cronograma dos aportes, com o objetivo de atingir a plena capacidade – 600 mil toneladas de tubos por ano. A Sumitomo, no entanto, teria adotado uma postura mais cautelosa, por conta da conjuntura adversa para a indústria siderúrgica e congêneres. Procurada, a VSB não se manifestou até o fechamento desta edição. Os interesses dissonantes passariam também pela estratégia comercial. A Vallourec quer destinar a maior parte da produção para o mercado interno, de olho na potencial demanda que será gerada no rastro do pré-sal. Com a fábrica própria, os franceses esperam frear a ofensiva de fabricantes de tubos chineses no Brasil. A Sumitomo, por sua vez, olha para a usina com as pupilas dilatadas e voltadas para o exterior. Uma vez trading, trading até morrer. Os japoneses vislumbram no empreendimento a oportunidade de atender clientes da área de exploração e produção na africa e no Oriente Médio.

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10.07.12
ED. 4440

Sumitomo

A Sumitomo está disposta a investir em construção naval no Brasil, associando- se a um estaleiro local. Na Petrobras, a reação a  notícia é de “contra outra piada aí”.

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25.04.12
ED. 4388

Itochu e cia. se jogam de cabeça no pré-sal

Um grupo de tradings nipônicas vai mergulhar nas profundezas do pré-sal. A Itochu está costurando a criação de um consórcio puro-sangue japonês para atuar em exploração e produção de petróleo e gás no Brasil. Seus sócios na empreitada deverão ser a Sumitomo e a Marubeni. Segundo um executivo ligado a uma das empresas, a operação envolve investimentos de US$ 2 bilhões, que serão destinados a s próximas licitações da ANP e a  compra de participações em blocos já em operação. De acordo com a mesma fonte, paralelamente a s negociações com os futuros sócios, a Itochu já saiu em busca de um nome para comandar a gestão da empresa. Os japoneses têm conversado com ex-executivos da Petrobras. Procurada, a Itochu não se pronunciou até o fechamento desta edição. A maior parte dos recursos virá de empréstimos junto a um pool de bancos do país asiático, a começar pelo Japan Bank for International Cooperation (JBIC). O financiamento será destinado principalmente a  compra de equipamentos. De acordo com a fonte ouvida pelo RR, Itochu, Marubeni e Sumitomo deverão ter participações iguais no consórcio. Os japoneses vão estudar caso a caso a possibilidade de associação com outras empresas do setor para a disputa de blocos específicos.

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05.04.12
ED. 4374

Petrobras mantém um pé no Japão

A mudança dos ventos está forçando Maria das Graças Foster a rever decisões logo no início de seu mandato. Segundo informações filtradas junto a  própria Petrobras, a executiva suspendeu a operação de venda integral da refinaria de Okinawa, no Japão. Se alguém disser que Graça foi forçada pela realidade a alterar o script anteriormente imaginado não estará de todo errado. Nenhum dos candidatos aceitou pagar pelo ativo o valor pedido pela companhia. Ao contrário do que possa parecer, não se trata exatamente de uma súbita guinada. Embora tenha anunciado oficialmente a disposição de negociar a refinaria no início de fevereiro, a Petrobras já vinha mantendo conversações com possíveis compradores há pelo menos seis meses. A intenção da Petrobras agora é se desfazer do controle da refinaria, mas permanecer com uma fatia de até 49%. Curiosamente, quem está interessada no negócio é a Sumitomo. Até 2010, a trading japonesa tinha 12,5% do capital, mas pulou fora por conta do projeto da Petrobras de transformar a refinaria em uma base de processamento de petróleo própria, o que contrariava os interesses dos asiáticos. No entanto, o novo formato agrada a  Sumitomo. Na condição de controladora, a trading terá a prerrogativa de arbitrar o destino de maior parte da produção. Por uma operação triangular, os japoneses ainda enxergam no reatamento da sociedade com a estatal uma cabeça de ponte para outro negócio: aumentar as vendas no mercado asiático do etanol produzido pela Petrobras Biocombustíveis. Procuradas pelo RR, Petrobras e Sumitomo não se manifestaram até o fechamento desta edição.

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25.01.12
ED. 4337

GE e seus parceiros de vento investem em energia no Brasil

Imaginem só se o Brasil tivesse um marco regulatório para a geração de energia eólica. Mesmo sem regras definidas e sólidas garantias jurisdicionais, um número crescente de grandes empresas internacionais está soprando seus investimentos para estas bandas. Agora é a vez de um quarteto de pesos-pesados formado por General Electric, Itochu, Sumitomo e Google eleger o país como mercado fulcral para seus investimentos Estas empresas vão replicar no Brasil a parceria que mantém nos Estados Unidos para a produção de energia renovável. Os planos preveem a construção de até quatro parques eólicos, um investimento que deverá chegar perto de US$ 2 bilhões. Executivos da GE, operadora das usinas nos Estados Unidos, estiveram no Brasil na primeira quinzena de janeiro. De acordo com uma fonte do Ministério de Minas e Energia, reuniramse com representantes da Pasta e iniciaram a procura por áreas para a instalação das usinas. Para se ter uma ideia do apetite com que GE, Google, Sumitomo e Itochu pretendem desembarcar no Brasil, o investimento previsto para o Brasil se equipara ao maior projeto conduzido pelo quarteto nos Estados Unidos: a construção da usina eólica de Sheperds Flat, no Oregon. De acordo com a fonte do Ministério de Minas e Energia consultada pelo RR, o plano do grupo é chegar á produção de 900 megawatts em até quatro anos, o que o tornará uma dos três maiores produtores de energia eólica do país. De certa forma, o Brasil chega atrasado ao mapa de negócios do quarteto. Além dos empreendimentos nos Estados Unidos, GE, Sumitomo, Itochu e Google estão investindo mais de US$ 1 bilhão na produção de energia eólica na China. Há algum tempo prospectam também negócios na andia e na Rússia. No Brasil, a prioridade é o Nordeste, região onde notoriamente existe o maior potencial de produção eólica do país. A GE deverá ser majoritária dos negócios no país. O principal objetivo da companhia é o fornecimento de equipamentos para a construção das usinas eólicas. O grupo deverá trazer a reboque o financiamento de bancos norte-americanos.

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06.12.11
ED. 4301

Itochu pula fora dos canaviais da Bunge

Uma parceria até certo ponto inusitada, mas com alto poder de combustão, está prestes a ser formada no mercado brasileiro de etanol. Larry Page e Sergey Brin, que há anos ensaiam sua entrada no setor, parecem finalmente ter encontrado uma alma gêmea para investir na produção de álcool. Trata-se da Itochu. A trading japonesa costura uma associação com os fundadores do Google para a construção de uma usina de etanol no Brasil. O enlace com Page e Brin muito provavelmente trará a reboque a Sumitomo. As duas tradings japonesas e os controladores do Google já são sócios em um parque eólico nos Estados Unidos. Curiosamente, este triângulo amoroso é resultado de um iminente divórcio. Em condições normais de temperatura e pressão, é provável que os caminhos da Itochu jamais se cruzassem com os de Larry Page, Sergey Brin e Sumitomo. Parceiro por parceiro no Brasil, a trading já é sócia de um grupo com notória expertise e inegável capacidade de investimento no setor: a Bunge. Os japoneses têm 20% das usinas Santa Juliana, em Minas Gerais, e Pedro Afonso, em Tocantins, controladas pela multinacional. No entanto, é a própria Bunge que tem empurrado a trading nipônica na direção dos fundadores do Google por conta de suas truculentas práticas de desgovernança corporativa. Masoquismo não é o esporte preferido da Itochu. Os japoneses se cansaram de levar bordoadas da Bunge. Não é de hoje que os dois grupos vivem a s turras. Os nipônicos vêm sendo alijados da gestão das duas usinas. No ano passado, teriam sido impedidos de avaliar as contas das empresas – ver RR edição nº 4.136. Esta é a principal razão para a mudança de posição da trading no mercado brasileiro. A Itochu quer vender sua participação nas duas empresas, deixar para trás este inevitável estado de submissão e ser acionista majoritária de suas operações no país. A Itochu trabalha com a expectativa de um forte aumento do consumo de etanol no Japão. A Jama, a Anfavea da Terra do Sol Nascente, tem pressionado o governo local a elevar de 3% para 10% a mistura de álcool na gasolina. Não por acaso, a intenção da Itochu é enviar para o Japão mais de 60% da sua produção no Brasil, algo inimaginável na sociedade com a Bunge. Os interesses comerciais das duas empresas são conflitantes. Além do mercado interno, a Bunge tem dado preferência a  exportação do seu etanol para os Estados Unidos. Enquanto as negociações com os possíveis sócios se desenrola, executivos da Itochu já procuram uma área no Centro-Oeste para a construção de uma usina. A primeira planta desta nova fase da trading no país deverá ter capacidade para o processamento de quatro milhões de toneladas de cana-de-açúcar por ano. O investimento previsto gira em torno de R$ 300 milhões. O grupo conta, desde já, com o financiamento de bancos conterrâneos. Os recursos amealhados na venda das participações nas usinas Santa Juliana e Santo Afonso também serão destinados ao projeto.

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10.11.11
ED. 4284

Compagas é o ponto de partida da Sumitomo na distribuição de gás

A mais do que decantada privatização da Compagas está ganhando ingredientes novos para finalmente sair do papel. A Sumitomo procurou o governo do Paraná para informar que topa disputar o controle acionário da distribuidora de gás do estado. O plano da companhia japonesa é arrematar os 51% das ações pertencentes a  Copel, a distribuidora de energia elétrica do estado. A Petrobras e a Mitsui ficariam com o restante. A companhia nipônica sabe que é inevitável haver o leilão de privatiza ção, quando ninguém sabe. Aposta, contudo, que a demonstração explícita de interesse no negócio incentivará o governo do estado a acelerar o processo, estimado muito preliminarmente para meados do ano que vem. Paralelamente, a Sumitomo negocia com a Gaspetro – a empresa da Petrobras detentora de um quarto do capital da Compagas – a formação de um consórcio para disputar o leilão. A estatal já topou o acordo, mas ainda falta acertar a composição do consórcio, já que a Gaspetro ainda reluta em ser minoritária dos japoneses. O receio da Petrobras é abrir espaço para que a Sumitomo cresça no mercado de distribuição de gás natural a s suas custas. Além disso, a Gaspetro pretende comprar a Gaspart, que é o veículo da Mitsui para o mercado de distribuição de gás natural e que detém um quarto do capital da Compagas. Alcançaria assim, de imediato, 49% do capital da Compagas. Para a estatal, a privatização da distribuidora de gás é uma questão de tempo. A Copel tem sentido cada vez mais o peso de ter que investir na Compagas e ao mesmo tempo necessitar de capital para o seu negócio de geração e distribuição de energia elétrica. A empresa tem deixado claro para o governo do estado o interesse em pular fora da Compagas até o ano que vem. Não pretende sequer esperar pela conclusão da venda da Gaspart para a Petrobras. A Copel aposta que o início do processo de privatização vai facilitar as tratativas entre a Mitsui e a estatal brasileira. Falar é fácil, mas fazer não é tão simples assim. De qualquer forma, a Mitsui deverá ser carta fora do baralho. Os nipônicos não têm como resistir ao assédio da Petrobras.

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20.07.11
ED. 4206

Gás perde fôlego no novo orçamento da Petrobras

Em meio a  expectativa por mudanças em seu alto-comando, a Petrobras está promovendo seu ajuste orçamentário. Com o objetivo de captar recursos e compensar parte da navalhada em seu programa de investimentos para 2011-2015, a estatal vai reduzir sua exposure em algumas operações. Não por acaso, o epicentro deste processo é a diretoria de energia e gás, nãos mãos de Maria das Graças Foster, ?Dilmete? de carteirinha e nome cotado para assumir a presidência da estatal em substituição a José Sergio Gabrielli. A companhia vai diminuir suas participações acionárias em distribuidoras estaduais, quase todas mantidas por intermédio da subsidiária Gaspetro. A empresa está no capital de 18 das 24 concessionárias do país. A política de extensão dos tentáculos no setor adotada nos últimos 10 anos continua sendo vista como estratégica pela estatal, sobretudo para assegurar mercado para o gás produzido pela própria companhia. No entanto, a direção da Petrobras entende que é possível abrir mão de alguns anéis e, ainda assim, manter uma posição hegemônica no segmento, sem prejudicar a venda do produto. Além da soma amealhada diretamente com a negociação de uma parcela das suas ações nas distribuidoras estaduais, a companhia calcula que ainda poderá alcançar uma economia superior a R$ 1 bilhão em decorrência da redução de aportes nestas empresas. Nos últimos dois meses, a diretoria de energia e gás mapeou os ativos nos quais a estatal deverá reduzir sua fatia societária. A primeira da lista é a Gas Brasiliano, recém-comprada pela Petrobras. A companhia adquiriu 100% das ações da distribuidora paulista, mas não tem interesse em permanecer solitária no capital. A SCGás, de Santa Catarina, a Sergás, de Sergipe, e a Copergás, do Paraná, também vão entrar nesta roleta. Em todas elas, a Petrobras tem uma participação de aproximadamente 41%. A estatal já teria oferecido parte de suas ações para a Mitsui, sócia das três distribuidoras por meio da Gaspart. No entanto, o mais provável é que ocorra uma operação triangular. A trading japonesa está tentando atrair a conterrânea Sumitomo para o capital destas empresas, com a aquisição de um naco das ações em poder da Petrobras. Outro caso em que a estatal tem uma exposição considerada excessiva é o da Potigás (RN), da qual controla 83%. Na contramão, algumas das participações são tratadas na Petrobras como algo quase canônico e, portanto, imutável. Os dois maiores exemplos são as fatias na Ceg (25,3%) e na Ceg Rio (33,75%), que estão entre as cinco maiores distribuidoras de gás do país. Tudo muito bom, tudo muito bem, mas, para levar o projeto adiante, o presidente da Petrobras ? seja José Sergio Gabrielli, seja Maria das Graças Foster ? terá de contornar algumas balizas políticas em seu caminho. É o caso da Bahia. Na mão contrária dos planos da estatal, o governador petista Jacques Wagner tem feito forte pressão para que a companhia aumente seus investimentos na BahiaGás, da qual detém 24,5%. Cobrança semelhante vem do Sul. Outro petista histórico, Tarso Genro também tem se movimentado em Brasília não apenas para evitar qualquer tentativa da Petrobras de reduzir sua participação na Sulgás, mas também para arrancar do governo federal a garantia de novos aportes na concessionária.

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18.07.11
ED. 4204

Gerdau Mineração já vem ao mundo a caminho do IPO

Jorge Gerdau prepara um movimento estratégico para consolidar suas operações na área de mineração. A Gerdau – que, nos últimos anos, intensificou seus investimentos na compra de jazidas de minério de ferro – vai fazer um spin off destes ativos e criar uma nova empresa. A subsidiária, já chamada dentro do grupo de Gerdau Mineração, englobará as reservas de Miguel Burnier, Várzea do Lopes, Gongo Soco e Dom Bosco, todas em Minas Gerais. O passo seguinte será o mercado de capitais. O objetivo dos Gerdau é promover o IPO da companhia em 2012. A ideia é ofertar em Bolsa até 40% das ações. Antes, o grupo siderúrgico pretende arrematar novas jazidas de minério de ferro, o que permitirá a  nova empresa chegar com a musculatura ainda mais reforçada a  vitrine da BM&F Bovespa. A subsidiária deverá atingir no próximo ano uma capacidade de produção em torno de 6,5 milhões de toneladas. As quatro minas somam quase três bilhões de toneladas. A criação de uma nova empresa e seu consequente IPO significam um desvio de rota nos planos originalmente traçados pela Gerdau. Inicialmente, a ideia era vender participações isoladas em cada uma das minas para tradings internacionais. O interesse da Gerdau permanece de pé, mas agora sob novo formato. A abertura de capital em Bolsa será a porta de entrada de tradings no capital da subsidiária. Ao amarrar todos os ativos em uma espécie de subholding, a siderúrgica espera aumentar significativamente o valuation de suas operações em mineração. Já existem conversas preliminares com as japonesas Marubeni e Sumitomo. Esta última, não custa lembrar, é acionista da Usiminas Mineração e da Namisa, empresa que reúne os ativos de minério de ferro da CSN. A Gerdau não pretende fazer economia em seu programa de investimentos. Ao longo dos próximos dois anos, vai desembolsar cerca de R$ 400 milhões, seja para o aumento da produção nas minas já existentes, seja na aquisição de novos ativos. Contando apenas as reservas atualmente em seu poder, o grupo prevê alcançar uma produção anual de 25 milhões de toneladas dentro de quatro anos. Além de atender a s próprias usinas, a Gerdau vai vender o excedente da produção tanto para siderúrgicas nacionais quanto internacionais.

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12.07.11
ED. 4200

Shree Renuka rivaliza com Petrobras no transporte de etanol

A Shree Renuka Sugars quer ser uma espécie de antagonista da Petrobras na logística de etanol no Brasil. Os indianos trabalham na montagem de um consórcio estrangeiro com o objetivo de criar uma estrutura própria de alcooldutos voltada a  exportação do combustível. O grupo está disposto a comprar uma briga encarniçada com a estatal. Além do transporte do etanol produzido em suas próprias usinas no país, a Shree Renuka pretende oferecer uma alternativa logística a empresas de médio e pequeno portes do setor. Desta maneira, vai competir diretamente com a Logum Logística, empresa criada recentemente pela Petrobras, que ainda leva na garupa sócios do porte da Copersucar, Cosan e Camargo Corrêa. Para bater de frente com a estatal, o grupo indiano está recrutando uma plêiade de parceiros pesos-pesados. A norte-americana Cargill e a japonesa Sumitomo são nomes quase certos na empreitada. Há conversações também com a Tereos, dona da Açúcar Guarani. A companhia, no entanto, está em uma zona de conflito. Vontade de participar do consórcio liderado pelos indianos é o que não falta. No entanto, os franceses temem se indispor com a própria Petrobras, sua sócia na Guarani. Não obstante o considerável risco da operação, notadamente no que diz respeito a  concorrência com a Petrobras, a Shree Renuka está disposta a gastar munição de grosso calibre no projeto. O investimento está orçado em quase US$ 4 bilhões. Não custa lembrar que o grupo está com o caixa recheado. No primeiro trimestre deste ano, fez uma captação de US$ 1,2 bilhão na Bolsa da andia. Além do aporte dos sócios, a empresa está fechando também contratos de financiamento com bancos indianos e com um pool de tradings asiáticas. A maior parte do etanol produzido pelo grupo no Brasil será destinada ao Oriente. O projeto prevê a implantação de um sistema integrado de logística. Além da construção de alcooldutos, os indianos vão se utilizar de navegação de cabotagem e de transporte rodoviário ? não por coincidência, um modelo similar ao da própria Logum. A Shree Renuka já investiu mais de US$ 400 milhões no Brasil. Comprou as usinas do Grupo Equipav e hoje soma uma capacidade instalada no país que permite a moagem de 13,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por safra.

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03.12.10
ED. 4061

ADM evapora planos no etanol e enche o tanque com outros

A estratégia da ADM para o mercado de açúcar e álcool no Brasil balança feito um pêndulo. A companhia tem demonstrado sinais trocados sobre o que vai fazer no país. Se, por um lado, tem procurado investidores para negociar parcerias; por outro, deixou claro para o ex-ministro Antonio Cabrera, seu parceiro em duas usinas, que sairá da sociedade. O grupo colocou a  venda os 49% que detém nas usinas Limeira do Oeste, no Triângulo Mineiro, e Jataí, em Goiás. A decisão pegou de surpresa Cabrera, já que há poucos meses a ADM aprovou o plano de investimentos na planta de Jataí. Por trás dos panos, a estratégia mais acalentada pela ADM no Brasil, o que não necessariamente tem o beneplácito da matriz, é comprar usinas que tenham grande endividamento, ou que estejam até mesmo em recuperação judicial, em parceria com fundos de investimento. A subsidiária do grupo americano pretende acelerar o processo de consolidação da sua posição no mercado brasileiro com a compra de ativos depreciados. A preocupação da ADM no Brasil é perder as oportunidades que estão surgindo com a consolidação do setor no país e abrir espaço para concorrentes internacionais que estão ávidas por comprar usinas, como o grupo belga Alco Group, o Sumitomo, do Japão, além de chineses e indianos. Difícil será convencer a matriz a colocar dinheiro em um setor ainda bastante vulnerável a  oscilação de preços do açúcar no mercado internacional há, pelo menos, dois anos. A dissolução da sociedade com o ex-ministro é um dos pontos de consenso. A venda deverá ser celebrada até o início do próximo ano. Cabrera pediu apenas um tempo para encontrar um comprador.

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27.07.10
ED. 3972

Brasil e Japão se unem no etanol

Os governos do Brasil e do Japão abriram conversações para investimentos conjuntos na produção de etanol. Do lado brasileiro, as negociações envolvem representantes do Ministério de Minas e Energia, da Casa Civil e do Itamaraty. O projeto prevê a construção de usinas de controle bilateral no Brasil. O Japão deverá entrar na empreitada, por meio de seu fundo soberano, que administra cerca de US$ 1 trilhão em ativos. Grandes tradings nipônicas, como Sumitomo, Mitsui e Itochu, serão estimuladas a participar do projeto, contando, inclusive, com apoio do Japan Bank for International Cooperation (JBIC). A Itochu já tem negócios em etanol no país ? é sócia da Bunge em duas usinas. A Sumitomo, por sua vez, ensaia sua entrada no setor há pelo menos dois anos. Pelo Brasil, todos os caminhos levam na direção da Petrobras Biocombustível, que seria a operadora das usinas e sócia majoritária, e do BNDES. O banco também deverá entrar no funding da operação. As tradings nipônicas terão um papel fundamental na operação. Todas as usinas terão uma cota da sua produção destinada ao país asiático. O investimento no Brasil faz parte do esforço do governo do Japão em aumentar a importação de etanol. A necessidade de abastecimento do mercado local tende a crescer ainda mais a partir do próximo ano. O governo japonês deverá aumentar de 5% para 10% a proporção de etanol na gasolina vendida no país. .

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10.06.10
ED. 3939

Refinaria

Dona de 87,5% do capital da refinaria Nansei, no Japão, a Petrobras está perto de fechar a compra dos 12,5% restantes. A fatia pertence ao Grupo Sumitomo.

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26.02.10
ED. 3903

Biodiesel

A Sumitomo tem planos de produzir biodiesel no Brasil.

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05.03.10
ED. 3908

Puro aço

A futura siderúrgica da Vallourec Sumitomo em Minas Gerais nem saiu da prancheta e o grupo já pensa na ampliação do projeto. A ideia é elevar a capacidade de um milhão para 1,5 milhão de toneladas de barras de aço ao ano. A Vallourec Sumitomo já garantiu um financiamento do BNDES de R$ 450 milhões.

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19.02.10
ED. 3898

Sumitomo cria raízes no agronegócio brasileiro

A Sumitomo está montando um cluster no agronegócio brasileiro, mais precisamente no Centro-Oeste. Nos últimos meses, vem comprando sucessivas extensões de terra na Região. Já desembolsou mais de US$ 40 milhões nas aquisições. A investida é um preparativo para uma operação ainda maior. A Sumitomo negocia com a ADM uma associação para o processamento e exportação de soja no país. Por ter uma operação maior no Brasil, o grupo norte-americano seria acionista majoritário da joint venture, com aproximadamente 60%. Ainda assim, nem todos os ativos da ADM serão incorporados a  parceria. O grupo deverá entrar com 20 silos de grãos e duas usinas de esmagamento de soja no Centro-Oeste, além de um terminal portuário. A Sumitomo, por sua vez, acena com um aporte equivalente a US$ 150 milhões na nova empresa, incluindo o desembolso financeiro e a transferência de propriedades rurais. O Brasil é tratado pelos japoneses como peça fundamental em sua estratégia internacional de negócios. A Sumitomo quer consolidar o país como o seu maior fornecedor de biocombustíveis, notadamente para o mercado asiático. Ao longo dos próximos dois anos, o grupo pretende investir mais de US$ 300 milhões no agronegócio brasileiro. Seus planos não se restringem a  parceria com a ADM. Os japoneses miram no setor sucroalcooleiro. A ideia é comprar participações em usinas de médio porte no interior de São Paulo e no Centro-Oeste ? uma parcela das áreas compradas na região será destinada ao plantio de cana-de-açúcar. O grupo vai entrar também na produção de biodiesel, este, sim, visto pela Sumitomo como um passo natural na joint venture com a ADM. Do lado da ADM, o acordo com a Sumitomo se alinha a  estratégia do grupo de fechar parcerias no mercado internacional, notadamente na América Latina. Um dos objetivos dos norte-americanos é acelerar investimentos em novos mercados, caso justamente da produção de biocombustíveis. Um exemplo é o acordo entre a ADM e um private equity administrado pelo ex-ministro da Agricultura Antonio Cabrera para projetos no setor sucroalcooleiro.

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