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Nos gabinetes da ANM circula a informação de que a canadense Quinto Resources, já com negócios no Brasil, tem forte interesse em novas licenças para a exploração de ouro no Pará.
De primeira: a Equatorial Energia está na disputa para comprar a ES Gás, a distribuidora de gás do Espírito pertencente ao governo do estado (51%) e à Vibra (49%).
O marco regulatório do setor de cabotagem, sancionado há seis meses, jogou as companhias de navegação em um labirinto da burocracia. As empresas têm sido obrigadas a cumprir uma série de exigências duplicadas feitas pelo Ministério da Infraestrutura e pela Antaq. A Pasta, por meio da Secretaria Nacional de Portos, passou a atuar na emissão da outorga e na fiscalização dos serviços, prerrogativas que antes eram exclusividade da Antaq. Em meio a esse processo kafkiano, as companhias de navegação já cobram do governo uma regulação específica para acabar com a sobreposição.
O fundo holandês Oikocredit está com o dedo no gatilho para mais um aporte na BizCapital, fintech especializada em crédito para micro e pequenas empresas. Há pouco menos de dois anos, os europeus injetaram R$ 20 milhões no negócio.
O ministro do Turismo, Carlos Brito, é o novo darling de Jair Bolsonaro. Brito está escalado para acompanhar Bolsonaro em uma série de viagens de campanha a partir da semana que vem, a começar pelo Nordeste. Brito, pernambucano, é conhecido pelo bom trânsito junto a prefeitos da região. Aliás, turismo eleitoral está se revelando a sua especialidade. Na semana passada, ele esteve em Pernambuco em cerimônias que marcaram o início do pagamento do Auxílio Brasil de R$ 600.
O Banco Regional de Brasília tem se revelado um financiador da federação. A um só tempo, está negociando empréstimos aos estados do Maranhão e Sergipe para investimentos em infraestrutura. As duas operações somam cerca de R$ 360 milhões.
A política de preços, estigmatizada desde o regime militar, ressurgiu no radar dos candidatos à Presidência. Tanto Lula quanto Jair Bolsonaro – leia-se Paulo Guedes – já aceitam que a medida pode ser adotada em casos distintos, quer seja em relação a oligopólios, quer seja em relação a empresas públicas ou privadas que pratiquem preços elevados e resilientes, com grande impacto social. Bolsonaro já cantou essa pedra na área da energia, ameaçando tabelar os preços da Petrobras se a estatal permanecesse elevando os valores dos combustíveis.
O presidente assustou criticando margens elevadas de lucros. A própria redução da alíquota do ICMS nos estados foi uma forma de segurar os preços por uma via oblíqua. Guedes chegou a entabular uma participação dos supermercados na contenção do custo da cesta básica até que a inflação chegue na meta. A operação seria feita por meio da compensação dos represamentos dos preços com um bônus tributário diferido no tempo (ver RR de 13 de junho).
No comitê de formulação do programa econômico do PT, por sua vez, estão sendo discutidas três frentes: um plano de transferência de renda de maior alcance; incentivo e financiamento à infraestrutura, incluindo treinamento de mão de obra e investimento no entorno dos empreendimentos; e uma política ambiental rigorosa, mas em consonância com o mercado. A política de preços estaria contida no item das preocupações sociais. Na verdade, as especulações em relação a “cipagem” relativa da economia – uma alusão ao CIP (Conselho Interministerial de Preços), criado em 1968 e extinto em 1990 – se devem, em boa parte, à perspectiva da inflação estar sendo impulsionada por variáveis de difícil controle.
Entram nesse rol guerra na Rússia, crise na China, preços das commodities e dos combustíveis e histerese – todas com maior ou menor impacto na formação de preços. Há um certo consenso que oligopólios e grandes empresas têm conseguido reduzir vendas e aumentar preços, mantendo suas margens. É como se a política monetária não atingisse o repasse para o consumidor dos seus custos e queda de vendas. Há resistências de toda ordem em relação a essa política, que interfere diretamente no mercado, como se separando o joio do trigo e fazendo com que o governo assuma um papel punitivo em relação à formação de preços. Mas os motivos que levam à inflação alta são cada vez mais exógenos e há ainda a promessa de uma herança fiscal que impede a funcionalidade da política monetária. Por enquanto, os grandes potentados conseguem driblar a redução dos seus preços. Resta saber se vão resistir aos remédios anti-inflacionários do BC e da própria conjuntura econômica. Ou acabarão por ressuscitar o animal pré-histórico do controle de preços.
CCR e Ecorodovias caminham para um contencioso com o governo de São Paulo. As duas empresas estudam entrar na Justiça para obter o reequilíbrio econômico-financeiro dos seus contratos de concessão rodoviária no estado. Ambas controlam ao todo cinco das maiores operações viárias de São Paulo – de um lado, AutoBAn, ViaOeste e SPVias; do outro, Ecovias e Ecopistas. A judicialização seria uma reação à decisão do governo paulista de suspender o aumento das tarifas de pedágio que estava programado para o último dia 1o de julho. Há estimativas de que o cancelamento do reajuste deverá ceifar até 8% do Ebitda da CCR e da Ecorodovias neste ano.
Delegados da Polícia Federal estariam articulando uma nova greve de advertência. O estopim é o contingenciamento de R$ 150 milhões do orçamento da PF.
Segundo o RR apurou, a General Shopping pretende vender o equivalente a R$ 500 milhões em ativos até dezembro. Cerca de R$ 150 milhões já foram amealhados com a recente negociação do Outlet Premium Grande São Paulo, em Itaquaquecetuba (SP). O enxugamento do portfólio é motivado pela necessidade de fazer caixa. A General Shopping, da família Veronezi, vive uma delicada situação financeira, com uma dívida de R$ 1,7 bilhão, boa parte em dólar.
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