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O Ministério Público Eleitoral e o Ministério Público do Trabalho montaram uma tour de force para acelerar o maior número possível de denúncias contra empresas acusadas de coagir seus funcionários a votar em determinado candidato. Segundo o RR apurou, há mais de 200 casos sob investigação.
Ilan Goldfajn não é o único brasileiro no páreo para assumir a presidência do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Segundo o RR apurou, há uma articulação em torno do nome do também economista Luiz Awazu Pereira da Silva, atualmente diretor-geral adjunto do BIS (Banco de Compensações Internacionais) – uma espécie de Banco Central dos Bancos Centrais. Sua candidatura ganha corpo de fora para dentro do Brasil. De acordo com a fonte do RR, Awazu conta com o apoio de países de peso, como Estados Unidos e Canadá.
A eleição está marcada para 20 de novembro – os candidatos devem ser indicados até 11 de novembro. O colégio eleitoral é composto pelos próprios diretores do BID, com peso proporcional à representatividade dos respectivos países. O governo norte-americano responde, sozinho, por 30% dos votos. O sistema para a eleição do presidente do BID estimula ou, mais do que isso, exige uma ampla articulação diplomática.
O Brasil, por exemplo, tem junto com o Suriname 11,4% de poder de voto. A representante do país na diretoria do BID é Martha Seillier, ex-secretária de PPI do governo Bolsonaro. Sob um determinado ângulo, não seria exagero dizer que a eventual disputa entre Ilan Goldfajn e Luiz Awazu reproduz o embate eleitoral entre Jair Bolsonaro e Lula. Goldfajn é o candidato da gestão Bolsonaro. Tem o apoio explícito de Paulo Guedes, que levou o nome do economista a Nova York na semana passada.
Ressalte-se que Bolsonaro quer fazer o presidente do BID mesmo que não venha a ser reeleito. Ou seja: no intervalo entre o segundo turno e a eleição no banco, vai seguir trabalhando pela candidatura de Goldfajn. Awazu, por sua vez, tem uma trajetória interligada aos governos do PT. Comandou a Secretaria de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda no primeiro mandato de Lula. Posteriormente ocupou o cargo de diretor de Política Econômica e Assuntos Internacionais do Banco Central no primeiro governo Dilma.
Jair Bolsonaro está pressionando a Polícia Federal para que levante alguma suspeição contra os institutos de pesquisa. A missão dada à PF teria de ser cumprida ainda esta semana. O presidente, por orientação do filho Carlos Bolsonaro, quer trabalhar a informação nas redes na semana antes do último debate. Já viram o que vem por aí. Em tempo: Moro, que marcou sua saída do Ministério da Justiça com a denúncia de que Bolsonaro queria intervir na PF, agora acha tudo certo. Não há nada que o lavajatista não faça em troca de uma cadeira no STF.
A ordem no BNDES é fechar a venda da participação acionária de 11,3% na Energisa ainda neste ano. Ou seja: a tempo do valor, estimado em cerca de R$ 2 bilhões, ser contabilizado no balanço de 2022.
A argentina Nuvemshop está vasculhando o mercado brasileiro em busca de startups da área de e-commerce. O unicórnio portenho está capitalizadíssimo: em um ano, recebeu aportes da ordem de US$ 500 milhões.
A norte-americana Forever 21, que fechou todas as suas lojas no Brasil, ainda teria uma dívida da ordem de R$ 100 milhões no país, referente ao aluguel de lojas e passivos trabalhistas.
A espanhola Acciona teria interesse no metrô de Belo Horizonte, que deve ser licitado em dezembro.
Além da Pasta da Indústria e Comércio, Jair Bolsonaro pretende recriar o Ministério do Planejamento. No seu entorno, uma das principais vozes favoráveis à medida é o governador Romeu Zema, cada vez mais influente na campanha do presidente – já indicou, por exemplo, o nome do presidente da Fiemg, Flavio Roscoe, para assumir a Indústria e Comércio. A volta do Ministério do Planejamento agrada também ao Centrão, sobretudo se um parlamentar do bloco for escolhido para o cargo. Em tempo: está tudo combinado com Paulo Guedes. O próprio “Posto Ipiranga” considera que o Ministério da Economia, em sua atual estrutura, gera um peso e um desgaste político desnecessário.
Os senadores Carlos Fávaro (PSD/MT) e Kátia Abreu (PP/TO) mergulharam na campanha de Lula. Ligados ao agronegócio, articulam um encontro do petista com empresários do setor, notadamente do Centro-Oeste.
A estatal Power Grid Corporation of India sinalizou ao Ministério de Minas e Energia o interesse em participar dos próximos leilões de linhas de transmissão no Brasil. Uma das possibilidades seria se unir à também indiana Sterlite Power, que já atua no país.
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