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Os governos de Tarcísio de Freitas e Romeu Zema disputam o direito de abrigar a nova fábrica da chinesa Sany no Brasil. São Paulo e Minas Gerais oferecem um caminhão de vantagens tributárias e contrapartidas de infraestrutura. Em ano de eleição, fisgar mais um empreendimento chinês no país tem valor ainda maior. A Sany planeja produzir sistemas de sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS), inversores e componentes para integração a usinas solares e eólicas. A planta também poderia incorporar um centro de montagem e testes, com possibilidade de nacionalização progressiva de componentes hoje importados da Ásia. Minas Gerais trabalha para atrair o investimento para o Vale do Aço, apostando na proximidade com o parque siderúrgico e a cadeia metalmecânica, além da sinergia com o setor mineral. O governo mineiro também vende a narrativa de que o estado pode integrar a produção de baterias ao avanço da geração solar e à futura expansão de leilões de armazenamento no país. Já São Paulo aposta na infraestrutura já existente da Sany em Jacareí e São José dos Campos, na logística mais eficiente — com acesso ao Porto de Santos — e na proximidade com centros de pesquisa e fornecedores especializados.
O projeto é visto como peça-chave para transformar o Brasil em hub da Sany na América Latina. Embora o valor do investimento ainda não tenha sido oficialmente divulgado, interlocutores do setor estimam cifras bilionárias, com geração potencial de centenas de empregos diretos e indiretos. A decisão deve levar em conta o pacote de incentivos fiscais, a disponibilidade de áreas industriais, a velocidade de licenciamento e a estabilidade regulatória.
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