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Política
O Palácio do Planalto já dá como perdida a queda de braço para impedir a CPI do INSS. Tanto que se dedica ao segundo round: fazer o presidente ou o relator da Comissão. A articulação política, à frente a ministra Gleisi Hoffmann, trabalha para emplacar o senador Otto Alencar (PSD-BA), líder do governo na Casa, em uma das duas funções. Próximo a Lula, Alencar é um parlamentar da confiança do Palácio. Na CPI da Covid, notabilizou-se como um crítico contumaz do governo Bolsonaro e do então ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello. Na CPI do INSS, Alencar teria um papel estratégico: assegurar que as investigações sobre as fraudes no Instituto se estendam à gestão Bolsonaro. O inquérito da Polícia Federal aponta que os desvios de recursos tiveram início em 2019, primeiro ano de mandato de Jair Bolsonaro. A tarefa de Alencar e da base aliada não será das mais simples: a oposição terá maioria na Comissão Parlamentar de Inquérito e virá com a faca entre os dentes para restringir as acusações ao governo Lula.
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