Produção de biofertilizantes pode unir JBS e Belterra Agroflorestas

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Produção de biofertilizantes pode unir JBS e Belterra Agroflorestas

  • 21/07/2025
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A JBS negocia se associar à Belterra Agroflorestas, que atua na recuperação de terras degradadas – em alguma parte pela própria empresa e seu gado bovino – para a produção de biofertilizantes.  Nesse contexto, algas podem ser utilizadas para ajudar na revitalização das áreas, tanto por meio do seu uso como biofertilizante quanto pela sua capacidade de restaurar ecossistemas. Ou seja: elas colaboram com a sustentabilidade e criam um mercado de fertilizantes naturais. Por ora, o objetivo da JBS e da Belterra é focar na Amazônia, onde esta última já fincou sua bandeira. A iniciativa faria parte da propalada “revolução verde” do grupo dos irmãos Batista, que promete, entre outras superlativas metas, limpar o desmatamento da sua cadeia de fornecedores até o final de 2025. Segundo os especialistas no assunto, se atingir esse objetivo até 2030, já será um grande feito.
O consórcio entre a Repórter Brasil, o jornal britânico The Guardian e a Unearthed, levantou diversas formas de como se dá o “greenwashing do gado”. Um deles: “o boi sai de áreas de proprietários que não cumprem as regras ambientais, mas é vendido com documentos de fazendas com ficha ambiental limpa. Em alguns casos, os animais até passam um tempo na fazenda que emite os documentos. Em outros, essa fazenda só entra com os papéis, e o boi vai direto da área desmatada para o abate na JBS.” Prossegue o levantamento: “em um caso ocorrido no Pará, um importante fornecedor da JBS conta que colocou suas fazendas sem problemas de desmatamento no nome de um laranja e até de parente. Desse modo, ele pode escoar seus animais criados em áreas com problemas ambientais.” Voltando à Belterra, que concentra suas operações na Mesorregião do Baixo Amazonas, a junção com a JBS tanto poderia ser uma importante e efetiva ação na controversa “revolução verde” da megaempresa de proteínas animais como uma predadora na área social.
Explica-se: a Belterra  faz parcerias com pequenos e médios agricultores para criação de florestas produtivas em áreas degradadas. A JBS pode muito bem incorporar o modelo e investir na captação técnica e aumento da escala dos “produtores parceiros”. Ou não. Dizimá-los todos. A experiência da empresa com os pequenos abatedouros não é mais das mais edificantes. Ela não é um case para a revolução verde. Procurada, a JBS não se manifestou. O RR entrou em contato com a Belterra, por meio do canal de comunicação disponibilizado pela empresa, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. Após a publicação, a Belterra entrou em contato com o RR afirmando que “não tem nenhuma discussão com a JBS sobre produção de biofertilizantes e nenhuma expectativa de se associar para isso”. Está feito o registro.

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