Plano de Zema para a Cemig ameaça criar uma nova “Eletrobras”

Energia

Plano de Zema para a Cemig ameaça criar uma nova “Eletrobras”

  • 23/05/2025
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O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, precisa decidir se quer a privatização ou a federalização da Cemig. Entre os investidores da área de energia, a combinação entre as duas hipóteses soa como algo inviável, ao menos no formato idealizado por Zema e sua equipe. No setor, há o receio de que o governo mineiro esteja gestando uma nova “Eletrobras” no quesito governança, ou seja, uma public company sob risco constante de ingerências políticas. Zema pretende privatizar a Cemig, com a pulverização do seu capital. E posteriormente repassar ao governo federal o restante da participação de Minas Gerais na empresa, no âmbito da renegociação da dívida do estado junto à União. Significa dizer que, nesse modelo, os futuros acionistas privados da Cemig teriam como sócio minoritário o governo federal. Que governo federal? Se for o de Lula ou do PT, a Eletrobras é um “benchmarking” preocupante, vide as seguidas tentativas de interferência na gestão da ex-estatal. A ameaça – bastante plausível – de que a história se repita joga contra a própria privatização da Cemig. Trata-se, desde já, de um fator de depreciação do ativo. Aliás, desde o início do mês, quando o modelo de privatização sucedida da federalização ganhou corpo, a ação da empresa já acumula queda de 4%.

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