Últimas Notícias
CloudWalk mira IPO em Nova York e testa apetite de investidores internacionais
20/01/2026A CloudWalk planeja realizar seu IPO em Nova York, possivelmente ainda neste semestre. Segundo informações colhidas pelo RR, a fintech de pagamentos fundada por Luis Silva tem feito sondagens junto a investidores internacionais para medir a temperatura do mercado e avaliar a demanda pelos papéis. Leva como principal chamariz a crescente operação nos Estados Unidos, por meio do aplicativo JIM.com, lançado em 2024 e voltado para pequenos empreendedores e microcomércios. Entre outros serviços, a startup vem se notabilizando no mercado norte-americano pelo uso de ferramentas de IA vinculadas, por exemplo, ao FedNow, equivalente ao Pix nos EUA. A CloudWalk, que tem entre seus acionistas fundos globais – Coatue, DST Global e Valor Capital – virou uma máquina de fazer dinheiro. No terceiro trimestre, sua receita anualizada chegou a US$ 1,2 bilhão. Por sua vez, o lucro projetado para 12 meses bateu nos US$ 128 milhões. Além disso, a fintech mantém hoje mais de R$ 13 bilhões em FIDCs. É com esses números vistosos que Luis Silva tem se sentado frente a frente com os potenciais investidores para o IPO.
Invepar é a nova presa na mira do irrefreável André Esteves
20/01/2026O BTG prepara o bote sobre a Invepar. Segundo o RR apurou, a instituição financeira mantém tratativas com o Banco do Brasil e o Itaú para adquirir seus créditos contra a holding de infraestrutura – cerca de R$ 446 milhões no total. Ressalte-se que o BTG já comprou R$ 200 milhões em recebíveis junto ao Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG). Significa dizer que, caso feche a aquisição dos títulos em poder do BB e do Itaú, o banco de André Esteves se tornará o maior credor individual da Invepar, concentrando o equivalente a 45% da dívida total da empresa (R$ 1,5 bilhão).
Essa consolidação de créditos coloca o BTG em uma posição privilegiada e potencialmente dominante à mesa de negociação. O banco terá o poder de ditar os termos de qualquer plano de reestruturação da companhia. E, como sempre, quando mexe uma peça no tabuleiro, Esteves já mapeou todos os movimentos até o xeque-mate. Nesse caso, a jogada final pode vir de duas maneiras. Uma delas é a troca da dívida por ativos do portfólio da Invepar. Não é de hoje que há especulações sobre o interesse do BTG em assumir a concessão do aeroporto de Guarulhos. Outra possibilidade é a conversão de debt em equity, com a diluição da participação dos atuais acionistas – Previ, Petros, Funcef e fundo Yosemite – e a transferência do controle para o banco. O RR fez seguidos contatos com o BTG, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. Também consultados, Banco do Brasil e Itaú não quiseram se pronunciar.
Já há algum tempo o BTG ensaia uma investida mais firme em concessões de infraestrutura. De outubro de 2024 para cá, participou dos leilões da Rota do Zebu (BR-262/MG), da Rota Verde (BRs-060/452/GO) e da Rota da Celulose (MS-040, MS-338, MS-395, BR-262 e BR-267). Foi derrotado em todas – o que, diga-se de passagem, até causou certa estranheza no setor, tratando-se de quem se trata. O fato é que a Invepar se apresenta como uma porta entreaberta para os interesses de André Esteves na área de infraestrutura. É mais um dos tantos territórios sobre os quais o banqueiro avança. Ao lado dos irmãos Batista, Joesley e Wesley, Esteves compõe o que existe de mais poderoso e agressivo no capitalismo brasileiro contemporâneo. Por vezes, pode-se questionar o modus operandi, mas jamais os resultados, vide a sequência e a diversidade de negócios bem-sucedidos comandados por Esteves.
No wealth management, o BTG consolidou sua liderança ao comprar o Julius Baer Brasil por cerca de R$ 615 milhões, incorporando uma base de mais de R$ 60 bilhões em ativos sob gestão e milhares de clientes de altíssima renda. Em seguida, avançou sobre a JGP Wealth, trazendo para dentro do banco aproximadamente R$ 18 bilhões adicionais em recursos administrados. Antes disso, a aquisição da Necton, anunciada em 2020, já havia agregado cerca de R$ 16 bilhões em ativos sob custódia, reforçando a musculatura do BTG na distribuição de investimentos para o público de renda média-alta e alta.
Na área de equity, um dos movimentos mais agudos de Esteves foi a recente entrada no capital da Cosan, praticamente no âmbito de uma operação de salvação do grupo. O BTG aportou R$ 4,5 bilhões no conglomerado de energia de Rubens Ometto. E, pelos termos do acordo, Esteves pode vir a se tornar controlador em seis anos, assumindo o lugar de Ometto. Não é só. O BTG tem interesse também em esticar seus tentáculos sobre a Raízen, joint venture entre a Cosan e a Shell, em uma operação bastante similar que envolveria uma injeção de capital para reduzir a alavancagem da companhia – conforme antecipou o RR. Ainda no setor de energia, a atuação na Eneva virou um caso clássico de engenharia financeira: o banco estruturou conversões de dívida em ações, comprou ativos térmicos, reorganizou o balanço e ajudou a viabilizar operações de mercado que somaram mais de R$ 10 bilhões entre aquisições de ativos, follow-ons e emissões. Hoje, o BTG figura como maior acionista individual da Eneva.
Em special situations, o banco montou uma frenética linha de montagem. O BTG é comprador recorrente de carteiras de crédito estressado, precatórios, recebíveis inadimplentes e títulos podres, operações que frequentemente envolvem cifras de centenas de milhões ou bilhões de reais por transação. Apenas nos últimos anos, participou de aquisições de carteiras bancárias e ativos problemáticos que, somados, ultrapassam R$ 20 bilhões, seja por meio de FIDCs, fundos exclusivos ou compras diretas de crédito. A Invepar é mais um tijolinho nessa épica construção de André Esteves.
Ferri amplia ofensiva e lidera bloco de minoritários no Pão de Açúcar
20/01/2026Para todos os efeitos, o novo pedido de assembleia do Grupo Pão de Açúcar (GPA), divulgado ontem, leva a assinatura do investidor Hugo Shoiti Fujisawa. No mercado, porém, é voz corrente que a caligrafia pertence a outro acionista: Rafael Ferri. Passo a passo, Ferri tem conseguido reunir ao seu lado um bloco de minoritários com o objetivo de se contrapor ao principal acionista do GPA, a família Coelho Diniz. O burburinho é que seu mais novo aliado seria Silvio Tini, um dos maiores investidores ativistas do mercado brasileiro. Desde o fim do ano passado, Tini tem comprado ações da rede varejista na Bolsa. Já teria algo em torno de 4%. Somando-se à participação conjunta de Ferri e de Fujisawa, o trio conta com 8% do capital. E há outros “minoritários-satélite” que têm se engajado à ofensiva. Ou seja: aos poucos vai se formando uma coalização capaz de, no mínimo, dar alguma dor de cabeça aos Coelho Diniz, donos de 24,5%. Ferri já havia solicitado anteriormente uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE), mas o pedido foi negado pelo Pão de Açúcar na semana passada. Agora, volta à carga tendo ao seu lado um vozerio maior de acionistas. O que está em jogo é a indicação de dois nomes para o Conselho de Administração da GPA e, consequentemente, uma participação mais ativa na gestão da rede varejista. Entre outros pontos de atrito que têm se acumulado nos últimos meses, Ferri e Fujisawa foram contrários à mudança de CEO da companhia – conforme informou o RR. Partiu dos Coelho Diniz a decisão de contratar Alexandre Santoro para o cargo, até então ocupado interinamente pelo CFO da empresa, Rafael Sirotsky.
Credores trabalhistas se articulam contra honorários de gestor judicial da Oi
20/01/2026
O destino eleitoral de Gleisi Hoffmann passa por Ratinho Jr.
20/01/2026Dentro do próprio PT cresce a percepção de que o futuro eleitoral da ministra Gleisi Hoffmann, principal liderança do partido no Paraná, está imbricado ao de Ratinho Jr. Se o atual governador lançar sua candidatura à Presidência da República pelo PSD, abre-se uma larga estrada para Gleisi concorrer ao Senado. Este seria o caminho de preferência do próprio presidente Lula, uma vez que permitiria construir um palanque mais forte no estado – a tendência é que o PT não tenha candidato próprio ao governo e apoie Requião Filho (PDT). No entanto, se Ratinho Junior desistir da disputa presidencial e se lançar ao Senado, seu Plano B, tudo muda de figura. O atual governador é tido como imbatível. Restaria apenas a segunda vaga do Paraná ao Senado. Nesse caso, Gleisi certamente terá de bater de frente com um candidato apoiado pelo clã Bolsonaro. Hoje, três postulantes disputam o apoio do bolsonarismo: Cristina Graeml (União), Deltan Dallagnol (Novo) e Filipe Barros (PL). Trata-se sabidamente de um estado em que Bolsonaro tem expressiva força eleitoral: no segundo turno de 2022, por exemplo, derrotou Lula por 62% a 37%. Ou seja: nesse cenário, Gleisi trocaria uma reeleição líquida e certa à Câmara dos Deputados por uma duvidosa corrida ao Senado