Arquivo Notícias - Página 64 de 1963 - Relatório Reservado

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O maior rival do Atlético-MG não é o Cruzeiro

29/01/2026
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O novo CEO da SAF do Atlético-MG, Pedro Daniel, assumiu o cargo com um duro confronto pela frente. Do outro lado do gramado, está um esquadrão de credores. Segundo informações filtradas pelo RR, Daniel iniciou uma peregrinação junto aos bancos com o objetivo de renegociar o passivo da empresa com generosos deságios. Um dos “adversários” a ser toureado é o BTG, a quem a SAF deve cerca de R$ 200 milhões. Não é de hoje que o risco de uma recuperação extrajudicial ou mesmo judicial ronda o Atlético-MG. O endividamento passa dos R$ 2 bilhões. É praticamente quatro vezes a receita – indicador mais usado entre clubes. Trata-se do maior índice de alavancagem do futebol brasileiro. Financistas que já se debruçaram sobre os balanços do Atlético-MG chegam a dizer que, se fosse uma empresa “comum”, os credores já teriam acionado covenants, executado garantias e colocado o negócio na lona. Ou seja: sem uma repactuação, o passivo é impagável e a situação do Galo tende a se tornar insustentável. O cenário atual só não é pior porque a SAF acaba de receber um novo aporte do empresário Rubem Menin, dono da MRV e do Banco Inter e um de seus maiores acionistas.

#Atlético-MG #Cruzeiro

Esther Dweck sobe na bolsa de apostas para o lugar de Haddad

29/01/2026
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Há uma peça nova no tabuleiro da sucessão de Fernando Haddad na Fazenda. A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, desponta como um nome forte dentro do governo para assumir o comando da economia. Dweck é vista como alguém capaz de quebrar resistências e formar consensos em torno da sua nomeação. É querida dentro do PT e carrega uma história de proximidade, sobretudo, com Dilma Rousseff e Gleisi Hoffmann. Da primeira, foi secretária do Orçamento Federal durante a gestão de Nelson Barbosa na Fazenda; da segunda, assessora especial no Senado. Dweck tem também ótima relação com o próprio Haddad. No início do governo, colaborou de forma relevante para a elaboração do novo arcabouço fiscal.

Em meio a toda pressão por ajustes nas contas públicas, ambos sempre procuraram calibrar de forma compartilhada a gestão orçamentária para reajustes de servidores e a realização de concursos públicos. Na avaliação do Palácio do Planalto, o afinamento com Dweck funcionaria como um amortecedor para a frustração de Haddad por não emplacar o seu candidato ao cargo, o atual secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan. Por fim, a Faria Lima. A eventual escolha de Dweck não seria recebida exatamente com euforia pelos agentes financeiros – afinal, Narciso acha feio o que não é espelho. Mas estaria longe de ser uma solução que causasse sobressaltos no mercado.

A ministra da Gestão e Inovação é vista como um quadro técnico com formação acadêmica e atuação consistente em gestão pública, orçamento e administração pública. Também joga a favor o seu alinhamento a Haddad em relação ao ajuste fiscal e à reestruturação do Estado. Faltando menos de um ano para o fim do governo, a Faria Lima já se dará por satisfeita com alguém que não represente uma ruptura abrupta e, sim, uma continuidade na gestão da economia.

Esther Dweck tem ainda outros atributos, a começar por uma trajetória olímpica, sem qualquer mácula curricular. Nesse caso, seria o oposto de um dos nomes defendidos dentro do PT para o lugar de Haddad: o ex-ministro, Guido Mantega – conforme o RR informou.

Mantega chegou a ser investigado no âmbito da Operação Zelotes que apurou a venda de sentenças no CARF. Também é sonegador confesso: em 2017, admitiu ter US$ 600 mil em uma conta não declarada na Suíça. Aliás, as diferenças entre Dweck e Mantega não se resumem a eventuais suspeições. A escolha de um ou de outro tem muito a dizer sobre o que será o Ministério da Fazenda nessas raspas e restos do Lula III. Uma vez no cargo, Mantega muito provavelmente seria uma espécie de fantoche – o que se diz em Brasília, inclusive, é que sua indicação viria acompanhada de um fortalecimento do próprio Dario Durigan, que viraria algo como um primeiro-ministro da Fazenda. Já o figurino de títere certamente não caberia em Esther Dweck. E muito menos em Durigan. O secretário-executivo do ainda ministro da Fazenda tem ideias que flertam com o neoliberalismo. Tem sido um pêndulo nas relações entre Haddad, a Faria Lima e os obcecados do PT. A questão é que Durigan pode até ter padrinho político, o próprio Haddad, mas não soma na campanha. Já Dweck é uma espécie de assemblage entre Luiz Gonzaga Belluzzo, Luciano Coutinho e Gabriel Galípolo. Juntando um pouquinho daqui e um pouquinho de lá, ela conseguiria agradar ao PT sem matar de ódio a Faria Lima.

#Fernando Haddad

Brasil e Arábia Saudita articulam parceria em bioinsumos agrícolas

29/01/2026
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A parceria bilateral para investimentos na recuperação de pastagens que vem sendo alinhavada entre Brasil e Arábia Saudita desponta como a proxy de um acordo maior no agronegócio. Segundo informações obtidas pelo RR, os dois países discutem uma cooperação para a produção de bioinsumos agrícolas. O diálogo envolve fertilizantes biológicos, bioestimulantes, inoculantes e tecnologias de agricultura de baixo carbono, projetos que dialogam com a própria iniciativa conjunta para a recuperação de pastagens degradadas. Uma das vantagens sobre a mesa seria a possibilidade de o Brasil reduzir a dependência na importação de fertilizantes sintéticos, hoje fortemente concentrados em poucos polos produtores e vulneráveis a choques geopolíticos. O Brasil entra com escala produtiva, conhecimento científico acumulado pela Embrapa e experiência em sistemas tropicais sustentáveis; a Arábia Saudita aportaria capital, capacidade de investimento de longo prazo e uma estratégia clara de garantia sua segurança alimentar doméstica. Do ponto de vista geoeconômico, a parceria cria um eixo Sul-Sul capaz de reposicionar os bioinsumos como ativo estratégico, abrindo caminho para exportação de tecnologia brasileira ao Oriente Médio e à África.

#Agronegócio

Nem tudo é o que parece ser no jogo societário do Pão de Açúcar

29/01/2026
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Na condição de minoritários ativistas do Grupo Pão de Açúcar (GPA), Hugo Fujisawa e Rafael Ferri falam por si ou são mímicos de terceiros? Essa é a pergunta que ricocheteia no mercado. A ofensiva da dupla, com a convocação da assembleia extraordinária de acionistas e a articulação para a indicação de até dois conselheiros, tem alimentado especulações de que ambos, na verdade, estão representando interesses alheios ainda não devidamente mapeados. Essa percepção ganhou ainda mais corpo com a proposta de derrubada da poison pill prevista no estatuto do GPA, formalmente apresentada por Fujisawa e defendida por Ferri. A extinção da pílula de veneno, que será levada à votação na assembleia prevista para 27 de março, permitirá que qualquer acionista tenha mais de 25% do GPA sem a necessidade de realizar uma oferta pública para a aquisição do restante do capital. Essa possibilidade tem suscitado uma segunda pergunta no mercado: Fujisawa e Ferri estariam dublando algum investidor ainda oculto na coxia ou personagens que já estão à vista de todos sobre o palco? Todos parecem estar dentro de uma sala de espelhos em que os reflexos mais confundem do que explicam. Por um lado, a retirada da poison pill possibilitará que qualquer player compre ações, monte uma posição relevante no capital e passe a disputar espaço com a família Coelho Diniz, hoje a principal acionista do Pão de Açúcar, com 24,6% do capital; por outro lado, o próprio clã pode ser o principal favorecido. O fim da cláusula de barreira permitiria aos Coelho Diniz aumentar sua fatia e consolidar sua posição hegemônica na gestão do grupo.

#Pão de Açúcar

Skyone prepara ofensiva de aquisições com apoio do Advent

29/01/2026
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A Skyone, provedora de serviços em nuvem, está prestes a tirar da nuvem um plano de aquisições. O que se diz no mercado é que a empresa tem duas presas no seu radar. Segundo informações filtradas pelo RR, a companhia mira em segmentos adjacentes à nuvem, como cybersecurity, DevOps e serviços de integração SaaS. Por trás do movimento expansionista está o Advent, que liderou a rodada C de capitalização da startup, no ano passado. A tese dos norte-americanos é que, com a maturação do mercado de nuvem no Brasil, a Skyone pode ganhar escala e complementaridade por meio de aquisições táticas, tanto no Brasil quanto no exterior. Com faturamento da ordem de R$ 400 milhões por ano, a empresa opera em mais de 30 países.

#Advent

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