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Falta de dinheiro sobre a mesa trava venda da HSI Investimentos
18/03/2025
Fantasma da inadimplência paira sobre o BB às vésperas de um super Plano Safra
18/03/2025Como irrigar ainda mais o agronegócio com crédito – algo fundamental para o país e, de quebra, para o governo – e, ao mesmo tempo, amortecer o impacto da crescente inadimplência do setor sobre o balanço da instituição? Esse é o dilema que mobiliza a diretoria do Banco do Brasil. A primeira parte da equação será cumprida à risca. Os números ainda são guardados a sete chaves.
No entanto, segundo informações filtradas pelo RR, o BB trabalha com a meta de emprestar mais de R$ 325 bilhões no âmbito do Plano Safra 2025/26, que deverá ser lançado pelo governo até o fim de junho. É adubo na veia para o agro. Trata-se de uma cifra 25% superior à do ano passado, quando a instituição desembolsou R$ 260 bilhões. No total, a estimativa do BB é fechar o ano com uma carteira de crédito agrícola da ordem de R$ 450 bilhões, pouco mais de 10% acima do valor registrado em dezembro de 2024.
Tudo muito bom, tudo muito bem: dinheiro para o agronegócio não falta. O problema do BB é como equacionar a segunda parte do enigma, ou seja, conter o peso contábil da inadimplência no setor. Enquanto o banco prepara a terra para o próximo ciclo, o volume de empréstimos com atraso não para de crescer.
E, por razões óbvias – na condição de locomotiva do Plano de Safra -, o BB é disparadamente a instituição financeira com maior exposição a risco no setor. No ano passado, o nível de inadimplência da carteira de crédito agrícola do Banco do Brasil quase triplicou, saindo de 0,96% para 2,45%. Foi o principal motivo para o BB se ver obrigado a aumentar suas provisões para créditos duvidosos em 12% – de R$ 55 bilhões em 2023 para R$ 62 bilhões em 2024. Para além dos contingenciamentos em balanço, existe ainda um risco intangível, o político.
O crescimento da inadimplência do agro traz a reboque a pressão da bancada ruralista para que os bancos públicos lancem programas de refinanciamento de débitos, com generosos prazos de carência.
Depois do sol, PowerChina mira nos ventos brasileiros
18/03/2025Há informações no mercado de que a PowerChina International planeja instalar dois complexos de geração eólica no Nordeste. O investimento sobre a mesa gira em torno de R$ 2,5 bilhões. Seria a segunda fornada de aportes do grupo estatal no Brasil. Até o fim de abril, a PowerChina vai inaugurar, em parceria com a brasileira Pontoon Clean Tech, um parque solar entre os municípios de Mauriti e Milagres, no Ceará, ao custo de aproximadamente R$ 1 bilhão. Os chineses trazem credenciais importantes. Além dos empreendimentos em seu país, a empresa está à frente, por exemplo, da construção do maior parque eólico do Egito.
PEC da Segurança Pública deflagra disputa de poder entre PF e PRF
18/03/2025O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, está no meio de uma “guerra fria” entre as duas principais forças de segurança federais. O motivo da animosidade é a PEC da Segurança Pública. A cúpula da PRF atribui a pressões da Polícia Federal a redução do seu protagonismo na nova versão da proposta de emenda constitucional. O texto original previa a transformação da Polícia Rodoviária Federal em Polícia Ostensiva, o que abriria brecha para uma atuação mais ampla da corporação, inclusive no perímetro urbano e não apenas em estradas. A nova redação da PEC estabelece a metamorfose da PRF em Polícia Viária Federal, com jurisdição adicional sobre ferrovias e hidrovias, mas longe do policiamento ostensivo nas cidades. E, ainda assim, o projeto abre margem para que as atribuições da instituição em ferrovias e hidrovias sejam restritas, ao que tudo indica mais uma vitória do lobby da Polícia Federal para preservar seu status quo e evitar a perda de poderes para a atual PRF.
Comando da Comissão de Minas e Energia provoca curto-circuito entre PSD e PT
18/03/2025Mais uma demonstração da disfuncionalidade do governo Lula na área política. O ministro Alexandre Silveira tem feito duras críticas à falta de apoio do PT para o PSD assumir a Comissão de Minas e Energia da Câmara. O partido de Silveira indicou o nome do deputado Diego Andrade, de Minas Gerais. Mas, do outro lado, há uma operação-trator comandada pelo PL, que trabalha pela nomeação do deputado Joaquim Passarinho (PA). Silveira trata como fundamental ter um correligionário à frente da Comissão para tocar mudanças regulatórias e projetos de interesse do governo. Bem, é uma missão para Gleisi Hoffmann, a “mulher bonita” escolhida por Lula para dar ordem ao caos da articulação política.