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Companhias aéreas já disputam espólio da Voepass em Congonhas

19/03/2025
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Azul e Gol não perderam tempo. As duas empresas, em processo de fusão, já manifestaram à Anac a intenção de assumir os slots da Voepass no Aeroporto de Congonhas. São 20 cobiçadíssimos horários de pouso e decolagem no aeroporto paulista. A disputa pelo espólio promete ser quente, sobretudo diante do iminente M&A entre as duas companhias. Se obtiver êxito, a dobradinha Azul e Gol passaria a ter 342 slots em Congonhas. A TAM também mira nos ativos para saltar de 240 para 260 horários em Congonhas. Na semana passada, a Anac suspendeu a operação da Voepass até que a empresa comprove a “correção de não conformidades relacionadas aos sistemas de gestão previstos em regulamentos”. No setor, a aposta é que a companhia vai ter dificuldades em atender às exigências do órgão regulador.

#Aeroporto de Congonhas #companhia aérea #Voepass

Os planos do Advent para aumentar a presença internacional da Skala

19/03/2025
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Impulsionada pela injeção de capital do Advent, a Skala Cosméticos quer ganhar o mundo. Internamente, a empresa trabalha com a meta de aumentar a parcela das vendas internacionais no seu faturamento de 20% para 30% em até dois anos – em 2024, sua receita total triscou em R$ 1,1 bilhão. Hoje, a companhia exporta para 70 países. A meta é chegar a 100. Mas o principal combustível para o aumento das vendas no exterior deverá vir de um único lugar: os Estados Unidos. A expansão internacional é uma das prioridades do novo CEO da Skala, Luis Delfim, que assumiu o cargo no mês passado.

#Advent #cosmético #Skala

Pressionada por dívidas, Raízen esvazia seu tanque no Paraguai

19/03/2025
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O RR apurou que a Raízen, joint venture entre a Cosan e a Shell, busca um comprador para a sua operação no Paraguai. O negócio envolve a venda da sua participação de 50% na Barcos y Rodados, maior distribuidora de combustíveis do país vizinho, com mais de 300 postos. A Raízen se associou à empresa em 2021, ao custo de US$ 130 milhões.

Há fortes motivos que empurram o grupo para fora do Paraguai. A começar por uma questão de ordem legiferante, o decreto 1.952, assinado pelo presidente Santiago Peña no ano passado. A medida obriga todos os revendedores de combustíveis a terem tanques com capacidade para o armazenamento de 16 milhões de litros.

A canetada beneficiou diretamente a estatal Petropar, “coincidentemente” a única empresa do setor a atender à cláusula de barreira. Assim como todas as demais distribuidoras, a Raízen terá de fazer pesados investimentos em estrutura para cumprir a nova regra. A conta não fecha. Tanto que, no ano passado, a companhia informou ao mercado o plano de reduzir sua posição no capital da Barcos y Rodados para 27,4%.

O que mudou desde então para a dobradinha Cosan e Shell fazer um movimento ainda mais drástico e deixar o Paraguai? O principal motivo para a guinada é a premência da Raízen em se desfazer de ativos para reduzir seu endividamento. Em dezembro, a companhia levantou R$ 475 milhões com a transferência de 31 projetos de geração solar distribuída para a Brasol, uma sociedade entre a BlackRock e a Siemens.

Há pouco mais de um mês, colocou à venda suas operações na Argentina – a refinaria Dock Sud, em Buenos Aires, e uma rede de 700 postos da bandeira Shell – conforme a Bloomberg noticiou. No setor, há informações sobre a disposição da Raízen vender também usinas de álcool e açúcar. Procurada pelo RR, a empresa não quis se pronunciar.

“Desculpe o francês, mas estamos ferrados”.

A frase foi disparada por Rubens Ometto ao então diretor de Política Monetária do BC, Gabriel Galípolo, em novembro do ano passado, durante um evento em São Paulo, Na ocasião, para todos os efeitos, Ometto fazia uma alusão à condução da política econômica. Mas talvez já fosse uma referência ao que estava por vir em suas empresas. Dizer que Cosan e Raízen estão “ferradas” pode ser um tanto quanto exagerado, a depender do peso que se dê à palavra.

Mas ambas entraram em uma espiral de desmobilização de ativos pressionada pelo seu desconfortável nível de alavancagem. A Raízen encerrou o terceiro trimestre da safra 2024/25 com uma relação dívida líquida/Ebitda de três vezes. Um ano antes, esse índice era de 1,9 vez.

A Cosan, por sua vez, fechou 2024 com uma alavancagem de 2,9 vezes, contra 2,4 vezes em dezembro do ano anterior. A subida forçou a empresa a negociar sua participação de 9% na Vale. Além disso, já colocou à venda sua participação na comercializadora de energia Raízen Power. E quer ser desfazer também do projeto de construção do Porto de São Luís – informação antecipada pelo RR (https://relatorioreservado.com.br/?s=porto+cosan&search-type=normal&post_type=post).

 

#Raízen

Ministério dos Transportes e ViaBahia entram em rota de colisão

19/03/2025
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Há um impasse kafkiano envolvendo a ViaBahia, leia-se o fundo canadense PSP (Public Sector Pension Investment Board). A empresa quer devolver à União as concessões da BR-116 e BR-324 na Bahia. Por sua vez, o ministro dos Transportes, Renan Filho, exige a entrega da operação até o fim do mês, a partir de acordo firmado com o TCU. Ocorre que falta o principal: dinheiro sobre a mesa. Até agora o governo não se comprometeu com qualquer prazo para o pagamento da indenização exigida pela ViaBahia, de quase R$ 900 milhões.

Pior: sequer sabe de que escaninho do Orçamento sairão os recursos. Por ora, segundo informações filtradas pelo RR, o Ministério dos Transportes tem saído com evasivas, que atiram para todo o lado. Acena à empresa com pagamentos parcelados a partir do segundo semestre e já levantou até mesmo a possibilidade de o dinheiro para a indenização sair da quitação da outorga na relicitação nas duas rodovias. A ViaBahia não aceita a indexação dos seus recebíveis à realização do certame, que seria praticamente como assinar um contrato em branco. Não há qualquer previsão para um novo leilão e muito menos certeza de que ele ocorrerá no curto prazo.

#Ministério dos Transportes #ViaBahia

Damares Alves, a “xerife” das redes sociais

19/03/2025
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Ao contrário do que costumava dizer o Barão de Itararé, às vezes de onde menos se espera até vem alguma coisa. A senadora Damares Alves, bolsonarista de carteirinha, está empenhada em colocar um pouco de ordem na terra sem lei da internet. Damares negocia com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, urgência na votação do projeto de lei de sua autoria que tipifica o crime de falsa identidade digital. O PL prevê punições para quem usa perfis fakes em redes sociais ou aplicativos de mensagens, sobretudo para aplicar golpes financeiros ou causar danos à honra de terceiros. A proposta de Damares estabelece pena de um a cinco anos de reclusão e multa. O que será que o gabinete do ódio pensa sobre o projeto de lei da sua correligionária?

#Damares Alves

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