Arquivo Notícias - Página 265 de 1965 - Relatório Reservado

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Governo corre atrás de investidores para os leilões de hidrovias

17/04/2025
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O ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, vem tentando atrair grandes tradings agrícolas para o leilão da hidrovia do Rio Paraguai. Emissários de Costa Filho já sondaram o Grupo Amaggi e a Cargill. Atualmente, a via fluvial movimenta cerca de 700 mil toneladas de soja por ano. Mas estima-se que esse número possa decuplicar com investimentos em dragagem e na construção de terminais portuários. Ainda assim, vai ser difícil o governo fisgar as tradings para a licitação. Parece não haver entre as empresas do setor apetite para investimentos em projetos próprios na área de logística. Vide o recuo de ADM, Louis Dreyfus e Bunge em relação a ideia de formar uma joint venture para o transporte rodoviário de grãos (https://relatorioreservado.com.br/noticias/projeto-logistico-de-grandes-tradings-do-agro-vira-farelo/). Em tempo: o leilão da hidrovia do Paraguai deverá abrir o programa de concessões do governo Lula para o setor. A licitação está prevista para o segundo trimestre. Inicialmente, a intenção do Ministério dos Portos e Aeroportos era começar as licitações pela hidrovia do Rio Tocantins. Mas, conforme o RR antecipou (https://relatorioreservado.com.br/noticias/governo-quer-antecipar-licitacao-da-hidrovia-do-rio-madeira-2/), o cronograma se tornou inviável com o desabamento da ponte Juscelino Kubitschek, que ligava o Tocantins ao Maranhão

#Hidrovia #Rio Paraguai #Silvio Costa Filho

China descobre a economia do mar brasileira

17/04/2025
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Há muito tempo que nossos pensadores apontam a importância de dar maior valor agregado à exploração de nossos recursos naturais. Helio Jaguaribe desde os anos 50 falava em diversificar essa produção agroextrativista e aumentar sua produtividade, acumulando assim capital para promover outros investimentos mais caros e complexos. Como secretária executiva do Meio Ambiente, ainda nos anos 90, adaptamos esta linguagem aos novos tempos: precisamos fazer o casamento feliz entre a biodiversidade e a biotecnologia. O estoque de biodiversidade é o nosso bem mais precioso, pois somos um país megadiverso, o mais diverso do mundo. Esta riqueza natural que cantamos em prosa e verso desde nossas origens, louvando o verde de nossas matas e a riqueza de nossos minérios, agora se converteu em um precioso ativo para gerar recursos e enriquecer o país, desde que possamos ligar a biodiversidade aos ganhos da biotecnologia. Como todos sabemos esta é a esfera mais inovadora e criativa da revolução tecnológica mundial.

Mas há agora um novo nicho que se abre de maneira promissora: a geoeconomia marinha, isto é, a economia do mar, de valor incalculável que temos em superabundância e que desperta o interesse de todos os países sábios e espertos do mundo. Nossos maravilhosos cientistas estão fazendo milagres, explorando as possibilidades genéticas das espécies marinhas e descobrindo sua capacidade regenerativa. Trabalham com muita inteligência e capacidade de inovar, mas com raros, raríssimos recursos porque o governo prefere alocar o pouco que tem no lugar errado.

Lançamos recentemente, com a brilhante colaboração da revista Insight Inteligência (https://insightinteligencia.com.br/), uma campanha para que o Brasil evolua do pré-sal ao “pré-mar”. É isto mesmo. Queremos e podemos liderar este processo. Por enquanto, porém, na lista dos países sábios e espertos não está o Brasil, mas, sim, Noruega e China, maior produtora de pescado do mundo. O Brasil não está na lista dos demais. Somos sempre um pouco lerdos, mas, se quisermos, podemos ser a superpotência em bioeconomia no mundo, pelo menos na relação dos dez mais!

E agora surge uma extraordinária oportunidade criada, pasmem todos, pela China e não pelo Brasil. No seu radar em busca de rápidas respostas à crise internacional, chegou hoje ao Brasil uma delegação chinesa disposta a abrir o seu mercado para os peixes brasileiros. Esta é a oportunidade que temos para produzir mais e melhor, usando tecnologia avançada e pesquisadores de altíssimo gabarito, para promover e reativar a indolente economia nacional. Vamos lá!

Esta leva de recursos marinhos pode permitir a produção de alimentos:  peixes, vieiras finíssimas, camarão etc. Podemos fabricar cosméticos de alto valor agregado que custam os olhos da cara. Podemos promover corais que reproduzem naturalmente as espécies marinhas e que descarbonizam os oceanos, hoje caminhando para a fase terminal. Podemos ser os salvadores do planeta ao produzir algas que são, além de fertilizantes, espécies que absorvem carbono. Seu preço vem subindo no mercado. A Costa do Rio de Janeiro está pronta para descobrir esses produtos.

Terminando por onde comecei: corremos o risco de exportar, como sempre, nossos produtos sem maior valor agregado e depois receber os peixes de volta processados industrialmente. Foi assim com a soja. Não podemos repetir a experiência. O perigo é esse: ficar onde sempre estivemos. Na periferia das grandes potências. E ainda nos arriscamos de comprar do país que industrializa o produto aquilo que nós produzimos. Eita, Brasil!

Aspásia Camargo é colaboradora especial do Relatório Reservado

#China #Comércio Exterior

Embate com o Ministério da Justiça coloca Hurb em uma encruzilhada

17/04/2025
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Qual será o futuro da Hurb, agência de viagens online controlada pelo empresário João Ricardo Mendes? A decisão da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça, que na última quinta-feira obrigou a plataforma a suspender a comercialização de pacotes com datas flexíveis, lança dúvidas sobre a própria continuidade da companhia. Essa modalidade de negócio responde por mais de 95% das vendas totais da Hurb, o antigo Hotel Urbano. Estima-se que o GMV (Gross Merchandise Volume) – ou Volume Bruto de Mercadorias – da empresa seja da ordem de R$ 1,5 bilhão por ano, cifra que vai despencar se a proibição da oferta de viagens com datas flexíveis for mantida.

No setor, há um entendimento de que João Ricardo Mendes só tem dois caminhos para sair desse corner. O primeiro é matar o problema pela raiz, ou seja, conseguir reverter a determinação da Senacon. Segundo informações filtradas pelo RR, a Hurb vai acionar a Justiça na tentativa de derrubar a decisão administrativa.

A segunda hipótese, tão ou mais complexa, é buscar um investidor que aporte capital imediatamente e permita à Hurb fazer uma guinada em seu modelo de negócio. No início deste ano, por sinal, a empresa protagonizou uma história até hoje muito mal contada. No mercado de turismo surgiu a informação de que o Ontario Teachers Pension Plan (OTPP), um dos maiores fundos de pensão do mundo, com mais de US$ 270 bilhões em ativos, estaria aportando R$ 140 milhões na Hurb.

O investimento chegou a ser mencionado pela Crunchbase, uma das maiores plataformas especializadas em dados sobre startups e venture capital do mundo. Poucos dias depois, o próprio OTPP desmentiu a informação.

A situação da Hurb perante o Ministério da Justiça é intrincada.

O impasse com a Secretaria Nacional do Consumidor já leva mais de dois anos. Em 2023, o órgão abriu um processo investigativo para apurar denúncias de que a empresa não honrou pagamentos a hotéis e pousadas prejudicando clientes que haviam comprado pacotes com datas flexíveis. Essa é uma modalidade voltada, sobretudo, para as classes B e C.

Passagens e estadias com datas flexíveis costumam ser, na média, 30% mais baratas do que pacotes com datas fixas. Durante os últimos 12 meses, a Hurb e a Senacon mantiveram tratativas para firmar um Termo de Ajustamento de Conduta, mas a empresa não teria apresentado a documentação exigida. O RR entrou em contato com a Hurb.

Perguntada especificamente sobre a participação da venda de pacotes flexíveis em sua receita e se a decisão da Senacon representa um risco à continuidade das suas operações, a empresa limitou-se a dizer que “por questões legais, não comenta processos e/ou ações em andamento. Entretanto, a companhia afirma que está à disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos”.

Em seus tempos áureos, a Hurb chegou a ser avaliada em quase US$ 600 milhões. Fundada há cerca de 13 anos, teve entre seus sócios nomes graúdos do venture capital, como Tiger Global e Insight Venture Partners. O Booking, gigante global de viagens online, também investiu na companhia. Todos deixaram o capital. O que se diz no setor é que saíram do negócio por divergências com João Ricardo Mendes. Essa experiência pregressa é tida no mercado como um dificultador a mais para a entrada de um novo investidor na empresa.

#Hurb

Família Jereissati “reassume” gestão executiva na Iguatemi

17/04/2025
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A governança da Iguatemi tem suas peculiaridades. Nos últimos meses, mesmo sem cargo executivo, a família Jereissati tem participado mais ativamente do dia a dia da gestão do grupo. Carlos Jereissati Filho, que já ocupou a presidência da empresa, vem atuando como uma espécie de primeiro-ministro, com ingerência direta sobre todas as áreas da diretoria. No mercado, há informações de que essa postura mais intervencionista da família teria sido a razão para a recente troca na presidência da Iguatemi, com a surpreendente saída de Cristina Betts. A executiva estava no grupo há 17 anos, os últimos quatro na cadeira de CEO. Em seu lugar assumiu Ciro Zica Neto, até então VP Comercial. Na própria empresa, Neto é visto como alguém, digamos assim, mais flexível às interferências dos acionistas controladores na gestão.

#Iguatemi

Fabricante de energéticos chilena a caminho do Brasil

17/04/2025
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O mercado brasileiro de bebidas energéticas terá um novo competidor. O RR apurou que a chilena Score Energy Drink pretende iniciar sua operação no país ainda neste ano. A empresa chega cheia de cafeína, taurina, arginina e outros componentes. O projeto da Score Energy Drink prevê fabricação própria no Brasil, diferentemente do que a companhia tem feito em outros países da América Latina, nos quais tem optado pela comercialização de energéticos importados de suas fábricas no Chile. Em sua terra natal, a companhia vende mais de cem milhões de latas de energéticos por ano, ficando à frente da Red Bull, gigante global do segmento. Além da América Latina, a Score Energy tem se dedicado também a ocupar espaços no mercado da África – já está presente na África do Sul, Quênia, Uganda, Zâmbia e Zimbábue.

#Energéticos

Treecorp busca investidores para dividir a conta da SAF do Coritiba

17/04/2025
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Nos bastidores da bola, a percepção é que a gestora paulista Treecorp encontrou uma forma engenhosa de reduzir gradativamente a sua posição na SAF do Coritiba. Na semana passada, a empresa de investimentos vendeu para a OutField 30% da cota de um dos fundos que, juntos, detêm 90% do futebol do clube paranaense. Segundo informações obtidas pelo RR, há tratativas em curso para a venda de cotas adicionais desses veículos de investimento. Ou seja: na prática, a Treecorp seguiria com 90% da SAF do Coritiba, mas, gradualmente, a gestora diminuiria a sua participação nesses fundos, reduzindo, assim, as suas obrigações de aporte financeiro no negócio. No total, o acordo prevê o desembolso de R$ 550 milhões ao longo de dez anos.

#Coritiba #SAF

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