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Augusto Nardes pode trocar TCU pela política

22/04/2025
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Há um zunzunzum em Brasília de que o ministro Augusto Nardes poderá antecipar sua aposentadoria no Tribunal de Contas da União (TCU). Nardes deixaria o TCU até abril de 2026, um ano antes do fim do seu mandato, para concorrer ao Senado ou mesmo ao governo do Rio Grande do Sul. Existem informações, inclusive, de que o PP, partido ao qual ele foi filiado, já abriu as portas para o seu retorno. Em 2022, logo após as eleições presidenciais, Nardes ficou célebre pelo vazamento de um áudio em que dizia ter informações sobre “um movimento muito forte nas casernas” que “nas próximas horas, dias ou semanas” provocaria um “desenlace muito forte na nação, um conflito social com consequências imprevisíveis”.

#Augusto Nardes #Política #TCU

China é a vilã da vez no contrabando de agrotóxicos para o Brasil

22/04/2025
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Os grandes fabricantes de defensivos agrícolas, à frente a dupla Bayer e Basf, estão cobrando dos ministros da Justiça, Ricardo Lewandowski, e da Agricultura, Carlos Fávaro, ações rigorosas para conter a escalada do contrabando do insumo no Brasil. Usam o maior dos seus instrumentos de pressão: dinheiro. A portas fechadas, as empresas ameaçam suspender investimentos no país devido à perda de mercado para produtos comercializados ilegalmente.

O contrabando de agrotóxicos está longe de ser um problema recente no Brasil. Muito pelo contrário. No entanto, uma novidade veio dar à praia, ou melhor, ao campo: há fortes indícios da participação direta de fabricantes chineses na entrada de defensivos agrícolas contrabandeados no país.

No setor, correm à boca miúda os nomes de duas empresas asiáticas que estariam envolvidas até a raiz com o ingresso de produtos clandestinamente no Brasil, a partir de uma operação triangular que passaria pelo Paraguai. Uma dessas companhias chinesas já foi, inclusive, citada em um suposto esquema de venda de defensivos agrícolas adulterados. Procuradas pelo RR, Basf e Bayer não quiseram se pronunciar.

Segundo informações filtradas pelo RR, estudo que circula nos Ministérios da Justiça e da Agricultura aponta que o mercado clandestino correspondeu a 28% de todos os agrotóxicos e congêneres comprados pelo agronegócio brasileiro no ano passado. Trata-se da maior participação já apurada pelo setor. Os prejuízos para os fabricantes beiram os R$ 30 bilhões.

Isso em um momento de resultados cadentes. De acordo com o mesmo documento levado ao governo, os campeões do contrabando são o imidacloprido, utilizado no combate a pragas em diversas culturas, metsulfurom-metílico, herbicida sistêmico usado no controle de plantas daninhas de folhas largas e benzoato de emamectina, inseticida aplicado, notadamente, em culturas de soja e algodão. Os três respondem por aproximadamente 38% dos agrotóxicos vendidos ilegalmente no país.

Em contato com o RR, a CropLife Brasil, associação que representa o setor de tecnologias agrícolas (bioinsumos, biotecnologia, defensivos químicos e germoplasma), confirma que “o setor tem mantido interlocução com o Ministério da Agricultura, Ministério da Justiça e demais órgãos de fiscalização e combate ao crime organizado, reforçando a importância de medidas integradas e mais rigorosas para enfrentar esse cenário”. A entidade afirma que “o contrabando e a comercialização de defensivos ilegais são problemas estruturais que afetam diretamente o setor agrícola ao comprometer a produtividade, além de prejudicar o meio ambiente e colocar em risco a saúde humana”.

A situação chegou a tal ponto que o mercado clandestino de defensivos foi parar na sala de aula. Em parceria com a Escola de Segurança Multidimensional (ESEM), do Instituto de Relações Internacionais (IRI) da Universidade de São Paulo (USP), a CropLife Brasil ministra o curso Programa de Formação no Combate aos Mercados Ilícitos de Insumos Agrícolas, que está na 3ªedição e já formou mais de quatro mil alunos. Coisas de Brasil…

Há cerca de dois anos, os fabricantes de agrotóxicos levaram ao governo Lula a proposta de criação de um Plano Nacional de Defensivos Agrícolas, combinando medidas para estímulo ao aumento da produção local com ações de combate ao mercado ilegal. Como quase toda a iniciativa no Brasil que recebe a alcunha de “Plano Nacional”, nada andou. No que diz respeito especificamente ao comércio clandestino, o governo enxuga gelo.

Não se pode dizer que o Ministério da Justiça está de braços cruzados. Em 2023, último dado consolidado disponível, a Polícia Federal apreendeu 575 toneladas de agrotóxicos ilegais, 180% a mais do que no ano anterior. Porém, para cada tonelada apreendida estima-se que outras 34 abasteçam clandestinamente o agronegócio no Brasil.

#Agronegócio #China

Lírio Parisotto esquenta a disputa pelas vagas no Conselho da Eletrobras

22/04/2025
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Lírio Parisotto, um dos mais influentes investidores ativistas do mercado de capitais brasileiro, tem atuado fortemente nos bastidores da eleição do futuro Conselho de Administração da Eletrobras. Minoritário da empresa, Parisotto vem buscando o apoio de outros acionistas para emplacar Marcelo Gasparino no órgão colegiado da companhia. Gasparino é o atual vice-presidente do Conselho da Vale. Até fevereiro deste ano, estava também no board da Petrobras. Há uma intensa disputa para as cadeiras de conselheiro da Eletrobras, alimentada, sobretudo, pela criação de dois assentos adicionais para o governo. A gestão Lula já indicou os nomes de Mauricio Tolmasquim, diretor de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras, e dos ex-ministros de Minas e Energia Nelson Hubner e Silas Rondeau. Este último enfrenta resistências entre acionistas da Eletrobras, que temem uma ingerência direta do grupo político de José Sarney na gestão da companhia. Rondeau é visceralmente ligado ao ex-presidente da República.

#Eletrobras

Governo antecipa compra de arroz por pressão dos ruralistas

22/04/2025
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O Ministério da Agricultura, mais precisamente a Conab, vai antecipar a execução de quase quatro mil contratos de compra de arroz. O governo teria até cinco meses para concluir a aquisição do produto. No entanto, segundo o RR apurou, a operação deverá ser realizada até o fim de maio. A decisão da Pasta da Agricultura de precipitar a compra atende à pressão dos ruralistas. Na prática, é uma espécie de “Bolsa Produtor”. O objetivo é compensar parte das perdas sofridas pelos orizicultores devido à forte queda dos preços do cereal. Apenas neste ano, a redução beira os 25% – a cotação está no menor nível desde 2022. Ressalte-se que, no caso do Rio Grande do Sul, estado responsável por mais de 70% da produção nacional de arroz, há um agravante: os agricultores locais ainda padecem dos prejuízos causados pelas enchentes do ano passado.

#Agronegócio

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