Arquivo Notícias - Página 182 de 1965 - Relatório Reservado

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Belo Sun lança suas últimas cartadas para explorar jazida de ouro no Pará

14/08/2025
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A mineradora canadense Belo Sun está usando de todas as armas à mão na tentativa de viabilizar a exploração de uma jazida de ouro na região de Senador José Porfírio, no Pará. De um lado, decidiu entrar com um recurso no TRF-1 contestando uma recente decisão contrária da Justiça de Altamira; do outro, estaria recorrendo a parlamentares da Região Norte na tentativa de costurar um cinturão de apoio ao seu pleito em Brasília. No setor, o que se diz é que a Belo Sun dá as suas últimas cartadas na tentativa de encerrar uma novela que se arrasta há quase uma década. Em jogo, um projeto de quase US$ 300 milhões. O empreendimento esbarra na oposição de comunidades locais, ambientalistas e órgãos de controle, em um emaranhado de entraves jurídicos e regulatórios. No início do ano, a mineradora chegou a obter uma importante vitória na Justiça, autorizando que licenciamento ambiental do projeto fosse processado pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará, em vez do Ibama. No entanto, o Ministério Público Federal (MPF) recorreu. O MPF pede a nulidade do contrato de mineração de ouro na região da Volta Grande do Xingu, no Pará, firmado entre a Belo Sun e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em 2021.

#Belo Sun Mineração #Mineração

Brookfield prepara seu desembarque do trem da VLI

14/08/2025
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A Brookfield está decidida a desembarcar da VLI. Segundo o RR apurou, o grupo mantém conversações com potenciais interessados na compra da sua participação de 36% na empresa de logística. A fatia é avaliada em torno de R$ 6,5 bilhões.

No mercado, o também canadense CDPQ (Caisse de Dépôt et Placement du Québec) é apontado como forte candidato ao negócio. O fundo de pensão canadense, dono de uma carteira de ativos da ordem de US$ 400 bilhões, já anunciou a intenção de investir cerca de US$ 1 bilhão por ano no Brasil. E o setor de infraestrutura, notadamente de transportes, é um dos alvos no seu radar.

Debaixo do guarda-chuva da VLI, por exemplo, estão os dois principais corredores logísticos para o escoamento de minério de ferro do país: as estradas de ferro Vitória-Minas e Carajás, da Vale, uma das acionistas da companhia. Por sinal, assim como a própria mineradora, os demais acionistas da VLI — Mitsui, BNDESPar e FI-FGTS — detêm o direito de preferência sobre a parte da Brookfield. O que talvez não queira dizer muito. Até agora, não teriam manifestado interesse em aumentar sua participação na companhia, abrindo caminho para a entrada de um forasteiro no negócio.

A saída da VLI faz parte de um reposicionamento estratégico da Brookfield no Brasil, que engloba ainda a venda de negócios em energia e em concessões de rodovias. São as sístoles e diástoles naturais de um conglomerado que soma mais de R$ 200 bilhões em ativos no país.

No caso específico da VLI, cabe enfatizar, há uma cancela à frente da Brookfield, que pode retardar a venda da sua participação. Trata-se da renegociação do contrato da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA). Independentemente do comprador, qualquer proposta pelas ações da VLI em poder dos canadenses só deverá ser apresentada após a extensão da concessão da FCA.

As tratativas com o Ministério dos Transportes e a ANTT se arrastam há mais de um ano. No governo, fala-se que o acordo sai em até dois meses.

#Brookfield

Minerva Foods deve recorrer à Justiça para barrar fusão entre Marfrig e BRF

14/08/2025
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O RR apurou que a Minerva Foods pretende acionar a Justiça contra a fusão entre Marfrig e BRF caso venha a ser derrotada no âmbito administrativo. A empresa já entrou com um recurso junto ao Cade para barrar a operação. Alega que a nova empresa terá concentração excessiva no segmento de alimentos processados. Garante ainda haver conflito de interesses na dupla posição acionária do Saudi Agricultural & Livestock Investment Company (Salic), leia-se o PIF, o fundo soberano da Arábia Saudita. O Salic é, ao mesmo tempo, acionista da própria da própria Minerva (24,4%) e da BRF (11%) e terá uma posição relevante no capital da futura empresa criada com a fusão desta última com a Marfrig. A Minerva teve o que parece ser uma pequena vitória com a decisão do Cade de converter a análise do M&A do rito sumário para o ordinário, o que significa um tempo mais longo para a apreciação do caso. De toda a forma, no setor há quase um consenso de que o órgão antitruste vai aprovar a operação. Procurada pelo RR, a Minerva não se manifestou.

#BRF #Marfrig #Minerva Foods

Ourofino negocia venda de vacinas contra aftosa para a Argentina

14/08/2025
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O RR apurou que a Ourofino, maior empresa de saúde animal da América Latina, negocia a venda de um lote de vacinas contra febre aftosa para o laboratório argentino Tecnovax. Consultada, a empresa disse que “não comenta esse tipo de informação”. De acordo com a mesma fonte, as tratativas engrenaram depois que o governo Milei flexibilizou as normas para a importação dos imunizantes. Até maio, apenas produtos provenientes do Paraguai e do Uruguai estavam autorizados a entrar no país, uma regra feita sob medida para punir o Brasil. Custou caro. Com a reserva de mercado, fabricantes uruguaios e paraguaios elevaram os preços, o que levou os pecuaristas argentinos a pressionarem o governo a abrir as exportações de vacinas a outros países. O imunizante da Ourofino, por exemplo, chega ao país vizinho por metade do valor cobrado pelos dois grandes fabricantes locais, o Centro Diagnóstico Veterinario e a Biogênesis. Melhor para a empresa brasileira, que volta a acessar um mercado em expansão. No ano passado, os pecuaristas argentinos desembolsaram cerca de US$ 65 milhões para a imunização do rebanho. Estima-se que este valor vai chegar a US$ 105 milhões até 2030. Com valor de mercado de R$ 1,2 bilhão e receita líquida de R$ 1 bilhão no ano passado, a Ourofino exporta para mais de 30 países.

#Argentina

Carlos Fávaro tem muito a agradecer a Donald Trump

14/08/2025
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O rating do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, está em alta no Palácio do Planalto, no rastro do tarifaço de Donald Trump. Fávaro tem cumprido um papel importante na interlocução com os setores do agronegócio mais atingidos pela fúria trumpista, como a cadeia do café. Ao mesmo tempo, vem participando ativamente de discussões no âmbito do Comitê Interministerial de Negociação e Contramedidas Econômicas, comandado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, com o objetivo de desenhar novas rotas comerciais como alternativa aos Estados Unidos. Nos bastidores, a habilitação de 183 empresas brasileiras para exportar café à China, anunciada na semana passada, é, em grande parte, atribuída a gestões de Fávaro junto à própria embaixada do país asiático em Brasília. O aumento do valuation do ministro da Agricultura deve ter reflexos no cenário eleitoral de 2026. No entorno de Lula, já se dá como certo que o PT apoiará a reeleição de Fávaro ao Senado pelo Mato Grosso.

#Carlos Fávaro #Donald Trump

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