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A Brookfield está decidida a desembarcar da VLI. Segundo o RR apurou, o grupo mantém conversações com potenciais interessados na compra da sua participação de 36% na empresa de logística. A fatia é avaliada em torno de R$ 6,5 bilhões.
No mercado, o também canadense CDPQ (Caisse de Dépôt et Placement du Québec) é apontado como forte candidato ao negócio. O fundo de pensão canadense, dono de uma carteira de ativos da ordem de US$ 400 bilhões, já anunciou a intenção de investir cerca de US$ 1 bilhão por ano no Brasil. E o setor de infraestrutura, notadamente de transportes, é um dos alvos no seu radar.
Debaixo do guarda-chuva da VLI, por exemplo, estão os dois principais corredores logísticos para o escoamento de minério de ferro do país: as estradas de ferro Vitória-Minas e Carajás, da Vale, uma das acionistas da companhia. Por sinal, assim como a própria mineradora, os demais acionistas da VLI — Mitsui, BNDESPar e FI-FGTS — detêm o direito de preferência sobre a parte da Brookfield. O que talvez não queira dizer muito. Até agora, não teriam manifestado interesse em aumentar sua participação na companhia, abrindo caminho para a entrada de um forasteiro no negócio.
A saída da VLI faz parte de um reposicionamento estratégico da Brookfield no Brasil, que engloba ainda a venda de negócios em energia e em concessões de rodovias. São as sístoles e diástoles naturais de um conglomerado que soma mais de R$ 200 bilhões em ativos no país.
No caso específico da VLI, cabe enfatizar, há uma cancela à frente da Brookfield, que pode retardar a venda da sua participação. Trata-se da renegociação do contrato da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA). Independentemente do comprador, qualquer proposta pelas ações da VLI em poder dos canadenses só deverá ser apresentada após a extensão da concessão da FCA.
As tratativas com o Ministério dos Transportes e a ANTT se arrastam há mais de um ano. No governo, fala-se que o acordo sai em até dois meses.
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