Arquivo Notícias - Página 180 de 1965 - Relatório Reservado

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O que será da Cemig? Operação da ISA no Brasil depende da resposta

18/08/2025
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Há um curto-circuito nas relações entre o governo de Minas Gerais e a colombiana ISA. O motivo é o apagão de informações sobre o futuro da Cemig e o seu impacto sobre controladas e subsidiárias da companhia. Um dia, o governador Romeu Zema fala na privatização da empresa; no outro, reacende a possibilidade de federalização. A ISA é sócia da estatal mineira na Taesa, uma das principais empresas de transmissão de energia do país. Há pelo menos três anos, o governo mineiro ensaia a venda da participação da Cemig na companhia, equivalente a 36,97% das ações ordinárias. Em conversas reservadas com a direção da estatal, a ISA já manifestou reiteradas vezes a disposição de comprar a sua fatia acionária, o que lhe permitiria assumir o controle da Taesa, com 53% do capital. No entanto, a operação não ata nem desata. O ziguezague entre a federalização e a privatização aumenta a insegurança dos colombianos em relação ao negócio, diante da possível entrada em cena de um novo sócio: seja o governo federal, no primeiro caso, ou um investidor privado, na segunda hipótese.

#Cemig #ISA #Taesa

Votorantim reforça blindagem anti-takeover da Hypera

18/08/2025
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A entrada do Grupo Votorantim no bloco de controle da Hypera é apenas a ponta do iceberg de uma operação ainda maior e milimetricamente calculada. No mercado circulam informações de que o empresário João Alves de Queiroz Filho, mais conhecido como Junior, e os Ermírio de Moraes costuram um aumento de capital na companhia, que permitiria ao clã elevar a sua participação, hoje de 11%.

O aporte contaria ainda com a adesão da mexicana Maiorem, terceira integrante do acordo de acionistas e dona de 14,7% das ações. O objetivo seria fortalecer ainda mais a posição do trio, hoje detentor de 53% do capital, e, com isso, blindar a Hypera de uma nova tentativa de takeover.

A barricada societária tem endereço certo: a EMS, de Carlos Sanchez. Nos últimos meses, Sanchez fez diversos movimentos na tentativa de um M&A com a Hypera, na prática uma tomada hostil em pele de fusão. Como resposta, Junior comprou ações em bolsa e liquidou sua posição em derivativos para aumentar sua fatia no capital e se proteger da oferta não solicitada.

Para todos os efeitos, Sanchez recuou sua infantaria: o empresário, que chegou a ter quase 12% da Hypera, se desfez de quase toda a sua participação direta. Mas nem assim Junior parece disposto a baixar a guarda. Mesmo porque, no mercado, o que se diz à boca miúda é que o dono da EMS não teria saído de todo do capital da concorrente. Apenas estaria convenientemente encoberto por um biombo societário, leia-se fundos de investimento que mantêm participação na empresa.

Com a entrada em cena dos Ermírio de Moraes, o xadrez ficou bem mais complexo. Procuradas pelo RR, Hypera e Votorantim não quiseram comentar o assunto.

Desde 2023, a Votorantim mantém uma posição no capital da Hypera. Mas sempre esteve na condição de minoritária e sem qualquer participação decisória. O desenho do tabuleiro começou a mudar a partir de abril, quando os Ermírio de Moraes passaram a aumentar sucessivamente a sua fatia acionária até chegar aos atuais 11%.

A peça que faltava entrou em jogo no último dia 8 de agosto, com a autorização do Cade para o ingresso da Votorantim no bloco de controle.

#Votorantim

Estados Unidos viram um ponto de interrogação na MRV

18/08/2025
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Vender ou não vender? Eis o dilema da MRV em relação à Resia, seu braço imobiliário nos Estados Unidos. A empresa, com negócios na Flórida, Texas e Geórgia, tem se notabilizado como um sugadouro de recursos, com forte impacto contábil sobre a holding. Em julho, a MRV realizou em seu balanço um impairment de US$ 144 milhões referente a perdas da subsidiária norte-americana. Feita essa assepsia nas demonstrações contábeis, os investidores aguardam que a MRV dê seu veredito em relação ao futuro da Resia. No fim do ano passado, a empresa de Rubem Menin anunciou o plano de alienação de US$ 800 milhões de ativos nos Estados Unidos até 2026. Desse total, apenas US$ 117 milhões foram cumpridos até o momento. No mercado, há informações de que, entre os cenários contemplados, a MRV avalia a venda de todos os empreendimentos imobiliários e do banco de terrenos da Resia, com o consequente fechamento da companhia. Procurada, a MRV não quis comentar o assunto.

#MRV

Agtech australiana mira produção de lagartas no Brasil

18/08/2025
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A australiana AgBiTech estuda instalar uma fábrica de bioinseticidas no Brasil. Por fábrica, entenda-se uma unidade de criação de lagartas responsáveis pela multiplicação de um baculovírus capaz de controlar pragas agrícolas, notadamente a Helicoverpa armigera. Trata-se de um movimento estratégico para a empresa: a agtech está vindo para onde a maior parte da sua demanda se encontra. A América Latina responde por 70% das vendas da AgBiTech – hoje, a região é atendida pelas duas fábricas da companhia nos Estados Unidos, mais precisamente no Texas. O que está em jogo não é apenas um movimento de pulverização da sua produção, mas de compartilhamento do centro de decisões. Com o investimento, a tendência é que o Brasil assuma o comando dos negócios da startup para o mercado latino-americano. Ressalte-se que o país já abriga um centro de pesquisas da empresa, em Goiás. Ao todo, a AgBiTech, controlada pelo fundo norte-americano Paine Schwartz Partners, processa mais de 1,5 milhão de lagartas mortas por dia.

#AgBiTech

Ala bolsonarista se articula para barrar PEC da Segurança Pública

18/08/2025
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Parlamentares do “pelotão bolsonarista” no Congresso – à frente Paulo Bilynskyj (PL-SP), presidente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara – articulam uma ofensiva para brecar a votação da PEC da Segurança Pública. A operação tem dois alvos: não apenas o próprio governo Lula, autor do projeto, na figura do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, mas também Hugo Motta, presidente da Câmara. Motta incluiu a PEC entre as propostas que terão prioridade de votação na Câmara ao longo do segundo semestre, o que foi interpretado pela oposição como um aceno ao governo e uma vendeta pelo recente motim dos deputados bolsonaristas, que exigiam a votação do projeto de anistia aos partícipes do 8 de janeiro.

#Segurança Pública

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