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Minas Gerais lança sua “política” de minerais críticos

5/09/2025
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No vácuo do governo federal, que demora a lançar a prometida Política Nacional de Minerais Críticos, as unidades federativas, notadamente de oposição, avançam com suas “políticas regionais”. O governo de Minas Gerais está formulando uma série de medidas para estimular a exploração e processamento de minérios estratégicos. Uma das medidas é a criação de um fundo para financiar atividades de pesquisa. Há uma dose de provocação política contra a gestão Lula. Romeu Zema segue os passos do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que anunciou na semana passada medidas para fomentar investimentos em minerais críticos. Um dos objetivos é acelerar a produção de lítio no Vale do Jequitinhonha, onde se concentram quase 90% das reservas do minério no Brasil.

#Minas Gerais #Minerais críticos

Trilhos da Vale colocam governo Lula e TCU em lados opostos

5/09/2025
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O impasse em torno da repactuação dos contratos da estrada de ferro de Carajás e da Vitória-Minas está provocando divisões entre diferentes esferas do Poder. O TCU trabalha pelo lado da trégua, ou seja, por uma nova rodada de conversações com a Vale, com ajustes nas contrapartidas. No governo, no entanto, os espíritos estão mais armados.

Os ministros da Casa Civil, Rui Costa, e dos Transportes, Renan Filho, são as duas principais vozes favoráveis à judicialização do caso. Ambos defendem que a União acione a Vale na Justiça, exigindo a reprecificação das duas ferrovias e consequentemente o aumento do valor a ser desembolsado pela empresa pela prorrogação dos respectivos contratos. Segundo informações apuradas pelo RR, Renan já teve reuniões com a AGU para traçar uma estratégia jurídica contra a Vale.

Na semana passada, depois de quase dois anos de idas e vindas, o Ministério dos Transportes e a Vale encerraram, sem consenso, as tratativas para a repactuação dos contratos. Em 2020, com Jair Bolsonaro na presidência e Tarcísio de Freitas na Pasta da Infraestrutura, a companhia firmou um acordo para o pagamento de R$ 11,8 bilhões. O governo Lula considerou a cifra subapreciada e lesiva à União e passou a cobrar da empresa o repasse de R$ 17 bilhões como contrapartida à renovação da licença das ferrovias de Carajás e Vitória-Minas.

Nada feito. Sem a “re-repactuação”, a Vale entende que o acordo assinado em 2020 segue em vigor e que, portanto, não deve nada à União, além do que já foi acertado à época. Procurados pelo RR, a Vale e o Ministério dos Transportes não se manifestaram.

O TCU, por meio da sua Secretaria de Controle Externo de Solução Consensual e Prevenção de Conflitos (SecexConsenso), tenta costurar um novo cenário de negociações que permita não apenas a extensão dos contratos das duas ferrovias, mas também destravar outros investimentos no setor ferroviário.

A questão é encontrar um ponto convergência entre dois trilhos que insistem em correr na paralela. Do lado da Vale, as exigências do Ministério dos Transportes são vistas como mais uma tentativa de interferência política na companhia. A leitura é que o governo estaria usando a prorrogação dos contratos como instrumento de pressão para forçar a empresa a assumir projetos ferroviários que se encontram travados por falta de viabilidade econômico-financeira.

É o caso da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), que integra o PAC. A Casa Civil, responsável pela gestão do Programa, e o Ministério dos Transportes tentaram convencer a empresa a encampar a concessão da ferrovia assim como a operação da jazida de minério de ferro de Caetité (BA), ambos pertencentes à Bamin, controlada pela Eurasian Natural Resource Corporation, do Cazaquistão. A Vale não topou.

A movimentação de Rui Costa e de Renan Filho para a judicialização do imbróglio pode até não passar de um jogo de cena, um estratagema para o governo voltar à mesa de negociações com maior poder de barganha. O fato é que o fim das tratativas com a Vale representa uma derrota particularmente para ambos. A falta de um acordo com a mineradora provoca um efeito-dominó, desencaixando peças do PAC e do programa de concessões ferroviárias.

Sem a garantia de construção do primeiro trecho do primeiro trecho da Fiol, entre Ilhéus e Caetité, dificilmente o Ministério dos Transportes conseguirá realizar a licitação da Fiol 2, entre Caetité e Barreiras, também na Bahia. O mesmo se aplica à construção do corredor logístico Fico-Fiol, a conexão de mais de 1,7 mil km entre a linha férrea baiana e a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico).

Outro empreendimento sob ameaça é a EF-118, ligação ferroviária entre Rio de Janeiro e Espírito Santo, prevista para ser leiloado no ano que vem. A construção da ferrovia estava no rol de contrapartidas a serem assumidas pela Vale para a nova repactuação dos contratos da estrada de ferro de Carajás e da Vitória-Minas.

#Lula #TCU #Vale

CVM investiga disparada das ações da Casas Bahia

5/09/2025
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A súbita elevação das ações da Casas Bahia acendeu o sinal de alerta na CVM. Segundo informações apuradas pelo RR, a autarquia deverá abrir um processo para investigar movimentações atípicas com o papel da rede varejista.

Entre os pregões da última sexta-feira, dia 29 de agosto, e da segunda-feira desta semana, 1º de setembro, as cotações subiram mais de 50%. Ressalte-se que, nos 12 meses anteriores, o papel acumulava uma queda de 45%, o que aumenta a estranheza com a súbita valorização.

A CVM já teria mapeado as instituições financeiras que mais operaram com ações da Casas Bahia nos dois dias. Consultada pelo RR, a CVM informou que não “comenta casos específicos”. A autarquia limitou-se a dizer que “acompanha e analisa informações e movimentações no âmbito do mercado de valores mobiliários brasileiro, tomando as medidas cabíveis, sempre que necessário.” Talvez seja esse o caso.

Em parte, o aumento das ações da Casas Bahia é atribuído a um movimento chamado de short squeeze. À medida que as cotações começaram a subir, gestoras que vinham apostando na queda da ação se viram obrigadas a zerar rapidamente sua posição.

Com a reduzida quantidade de papéis no mercado, esses investidores foram forçados a cobrir sua posição e a buscar ações para honrar as vendas no mercado à vista, o que pressionou as cotações para cima. Pode até fazer sentido, mas, aos olhos da CVM, não justifica o boom dos preços.

#Casas Bahia #CVM

Raízen quer parceiro para as lojas de conveniência da Shell

5/09/2025
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O fim do Grupo Nós, joint venture entre a Raízen a mexicana Femsa, anunciado ontem, estava escrito nas estrelas e no RR. A cisão, no entanto, ainda está longe de equacionar o problema da dobradinha Cosan/Shell. No mercado, a aposta é que a Raízen vai buscar um parceiro investidor para as 1.256 lojas Shell Select e Shell Café que voltaram às suas mãos com o encerramento do Grupo Nós. A gestão de pontos de conveniência está longe de ser a prioridade tanto da Cosan quanto da própria Shell neste momento em que a Raízen busca uma reorganização de portfólio, com a venda de ativos do core business, como usinas de álcool e açúcar, e a consequente redução dos seus níveis de alavancagem.

#Raízen #Shell

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