Arquivo Notícias - Página 164 de 1965 - Relatório Reservado

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Distribuidoras agradecem por sintonia entre Alexandre Silveira e o TCU

8/09/2025
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O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e o TCU parecem ser um só tamanha a recorrente sintonia entre ambos. O episódio mais recente de convergência veio há cerca de dez dias, com uma decisão do ministro do Tribunal de Contas Antonio Anastasia favorável às distribuidoras de energia. Anastasia negou o pedido do Inel (Instituto Nacional de Energia Limpa) de suspensão da renovação antecipada de concessões de empresas com multas em aberto perante a Aneel. Prevaleceu o entendimento de que, na maioria dos casos, as sanções estão sendo discutidas no Judiciário e, portanto, não cabe uma punição cruzada às distribuidoras na esfera administrativa. O que se diz em Brasília é que Silveira se engajou junto ao TCU para evitar a suspensão dos acordos envolvendo a prorrogação dos contratos de concessão. Qualquer decisão da Corte nesse sentido seria uma derrota política para o ministro e o governo Lula. A interrupção da renovação antecipada colocaria em risco investimentos da ordem de R$ 120 bilhões até 2030. O valor corresponde a compromissos assumidos pelas empresas de distribuição em troca da renovação das concessões.
Ressalte-se que esta não é a primeira vez que Silveira e o TCU tocam de ouvido. Em 2023, por exemplo, o Tribunal aprovou uma solução consensual para um imbróglio referente a usinas contratadas via PCS (Procedimento de Contratação Simplificado) em 2021. O principal objetivo era mitigar custos contratados em cenário de crise hídrica. A proposta de acordo foi levada à Corte por Silveira. Mais recentemente, no mês passado, o TCU acolheu um pedido do ministro para a suspensão de medidas administrativas contra a MEZ Energia. A Aneel recomendou à própria Pasta de Minas e Energia a caducidade de cinco concessões de linhas de transmissão da empresa por inadimplência e descumprimento de prazos contratuais. O episódio mais controverso de alinhamento entre Silveira e o TCU se deu no ano passado, com a autorização da Corte para o acordo entre o governo e a Âmbar Energia, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, em torno da repactuação dos contratos de térmicas do PCS também de 2021.

#Alexandre Silveira #TCU

Prefeitos se mobilizam para aumentar CFEM sobre minerais estratégicos

8/09/2025
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Há um amplo arco de cobiça em torno dos minerais críticos do Brasil. Além da ofensiva internacional, que vai de Donald Trump a Pequim, passando por grandes grupos do setor, também no front doméstico cresce a pressão por uma fatia maior dessa riqueza.

Prefeitos de municípios mineradores – notadamente de Minas Gerais e Pará, estados que concentram mais de 70% da produção mineral brasileira – estão se articulando em Brasília com o objetivo de aumentar as alíquotas da CFEM (Compensação Financeira pelos Recursos Minerais). O movimento municipalista mira, sobretudo, na elevação das taxas que incidem sobre minérios estratégicos, como níquel e cobre, e terras raras.

Todos querem uma lasca dessa pedra preciosa. Os alcaides vislumbram, desde já, a oportunidade de aumentar a arrecadação diante das promessas do governo de estímulo à produção de minerais críticos – o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, acena com o anúncio de uma política nacional para o segmento até novembro. Ao mesmo tempo, os municípios cobram o incremento das alíquotas da CFEM como uma forma de mitigar perdas causadas pela reforma tributária. Usam como parâmetro um estudo da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) apontando um prejuízo superior a R$ 20 bilhões para o universo de 2.100 municípios mineradores no país.

A mobilização dos municípios mineradores passa pelo Congresso, o árbitro com poderes de mexer nas regras da CFEM. Ressalte-se que já existe um projeto de lei em tramitação na Câmara – PL 840/2022, de autoria do deputado Diego Andrade (PSD-MG) – propondo o aumento das alíquotas da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais.

No caso específico do níquel e do cobre, o PL prevê a elevação da taxa sobre a receita bruta de venda dos atuais 2% para 5,5%. Não há menção explícita a terras raras, sobre as quais também incide uma alíquota de 2%. Para preencher essa lacuna, os prefeitos articulam uma mudança no texto original ou mesmo o apensamento de um novo projeto de lei.

Apenas a título de ilustração: tomando-se como base apenas a produção atual, o aumento das alíquotas proposto no PL 840/2022 geraria uma arrecadação adicional da ordem de R$ 10 bilhões, dos quais R$ 6 bilhões repartidos entre os municípios mineradores.

Tudo muito bom, tudo muito bem, mas, para levar seu pleito adiante, os prefeitos terão de cavar fundo para quebrar a resistência das mineradoras ao aumento da CFEM.

Os adversários estão dentro do próprio Congresso. A Frente Parlamentar da Mineração, por exemplo, costuma ser uma espécie de Jano, na mitologia romana o deus de duas faces. Em um de seus rostos, refletem-se os interesses dos municípios; no outro, das mineradoras – não por acaso, há quem se refira à Frente Parlamentar, de forma jocosa, como “bancada da Vale”.

#minério

Cofco entra na disputa por porto da Cosan no Maranhão

8/09/2025
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A chinesa Cofco desponta como candidata à compra do projeto do Porto São Luís, colocado à venda pela Cosan. O pacote envolve o terreno e uma área já licenciada para a implantação de um terminal de uso privado (TUP), com capacidade para a movimentação de mais de oito milhões de toneladas de grãos. O investimento total para a construção do empreendimento gira em torno de R$ 1 bilhão. Com a aquisição, a Cofco – uma das maiores tradings agrícolas do mundo, com faturamento de US$ 40 bilhões no ano passado – reduziria sua dependência em relação ao Porto de Santos e passaria a ter uma estrutura própria para o escoamento de grãos do Centro-Oeste. Ressalte-se que a empresa tem feito pesados investimentos em logística no Brasil. No início do ano, anunciou o desembolso de R$ 1,2 bilhão na compra de quase mil vagões e 23 locomotivas em parceria com a Rumo Logística. Em tempo: curiosamente, a eventual venda do Porto São Luís para a Cofco representaria uma volta ao passado, com o regresso do empreendimento a mãos chinesas. O projeto foi idealizado pela CCCC (China Communications Construction Company). Em 2021, acabou vendido para a Cosan por R$ 720 milhões. Eram tempos de vacas mais gordas na empresa de Rubens Ometto, hoje às voltas com uma dívida elevada e um processo de venda de ativos.

#Cofco

Grupo Ultra estuda mais um aporte de capital na Hidrovias

8/09/2025
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Há um bochicho no mercado de que a Ultrapar avalia realizar um novo aporte na Hidrovias do Brasil. Seria mais um movimento do grupo com o objetivo de equilibrar a estrutura de capital da empresa e reduzir o nível de alavancagem. Ressalte-se que, desde o fim do ano passado, a relação dívida líquida/Ebitda da companhia já recuou de 6,6 para quatro vezes, por conta da capitalização de R$ 500 milhões feita pelo Ultra e da venda de ativos, como a transferência das operações de cabotagem no Pará para a Norsul. Esta última permitiu à Hidrovias do Brasil se livrar de mais de R$ 500 milhões de passivo. Mesmo assim, o índice de alavancagem atual ainda é considerado alto pelo acionista controlador. Mesmo porque uma relação dívida líquida/Ebitda de 3,5 vezes já é suficiente para disparar os covenants atrelados a debêntures da empresa.

#Grupo Ultra #Hidrovias

Turismo rural ganha estadia no pacote de bondades eleitorais do governo

8/09/2025
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O governo prepara um pacote de estímulo ao turismo rural, com a concessão de financiamento público. Uma parte expressiva dos recursos virá do Fungetur (Fundo Geral do Turismo), gerido pelo próprio Ministério do Turismo. As discussões dentro do governo passam também pela criação de linhas de crédito específica por parte da Caixa Econômica, do Banco do Nordeste e do Basa (Banco da Amazônia). O incentivo financeiro ao setor pode beneficiar cerca de 1,2 milhão de imóveis rurais já destinadas a atividades turísticas, mais de 80% delas de propriedade familiar. Sob certo aspecto, a iniciativa pode ser adicionada ao pacote de bondades eleitorais da gestão Lula com vistas a 2026. Na semana passada, o governo publicou uma portaria regulamentando a Lei Geral do Turismo e permitindo o registro de agricultores familiares e produtores rurais que ofertam serviços turísticos em suas propriedades, no Cadastur – Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos. Ao entrar no Cadastro, esses agricultores automaticamente passarão a ter direito a recursos do Fungetur.

#Turismo

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