Arquivo Notícias - Página 135 de 1964 - Relatório Reservado

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Crise financeira dos Correios ameaça equacionamento do déficit da Postalis

16/10/2025
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O risco de colapso financeiro dos Correios se espraia pelo Postalis, fundo de pensão da estatal. A crise da empresa ameaça a execução do plano de equacionamento da entidade, criado para cobrir um rombo de R$ 15 bilhões. No fim de 2024, os Correios firmaram um acordo comprometendo-se a pagar metade desse valor pelo prazo de 30 anos. No entanto, há relatos internos de atrasos no repasse dos recursos.  No Postalis, o receio é que a mantenedora suspenda os pagamentos, ainda que temporariamente, em meio ao plano de reestruturação anunciado pelo governo. A retomada da capacidade dos Correios de honrar seus compromissos depende do empréstimo de R$ 20 bilhões, com garantias do Tesouro, que será buscado junto a um consórcios de bancos.Em contato com o RR, a empresa afirma que “os repasses previstos no acordo firmado entre os Correios e patrocinada estão sendo realizados conforme o cronograma estabelecido, com permanente interlocução entre a estatal e o instituto de previdência”. Os Correios dizem ainda que “ambas as partes seguem comprometidas com a segurança e a estabilidade dos benefícios dos participantes e assistidos”.

#Correios #Postalis

Energia nuclear ronda a pauta de negociações entre Brasil e EUA

16/10/2025
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A “química” entre Lula e Donald Trump poderá render ao Brasil uma posição privilegiada para tirar proveito da “guerra fria” entre Estados Unidos e China. Entre as pautas que devem ser colocadas sobre a mesa de negociações entre Brasília e Washington para a redução do tarifaço está a hipótese de um acordo de cooperação nuclear.

No entendimento do governo Lula, os dois países têm importantes moedas de troca nessa área. A do Brasil está no seu subsolo. Os Estados Unidos cobiçam não apenas terras raras, mas os minerais nucleares brasileiros, especialmente o tório, que deverá ter uma crescente participação na geração de energia – ver RR.

O acesso preferencial a esses recursos seria uma das compensações para Donald Trump rever as tarifas impostas a uma série de produtos brasileiros. Contrapartida por contrapartida, o governo Lula vislumbra a possibilidade de estabelecer uma parceria mais ampla com os Estados Unidos, que seja capaz de turbinar o programa nuclear brasileiro.

Para começo de conversa, o Brasil tem uma usina para terminar de construir. A conclusão das obras de Angra 3, paradas há uma década, exige um investimento da ordem de R$ 23 bilhões, segundo estudos do BNDES. Um eventual acordo bilateral nessa área poderia interessar aos Estados Unidos, pela oportunidade de deslocar interesses chineses em um terreno tão estratégico e sensível quanto a energia nuclear.

O país asiático já deu alguns passos nesse campo. Em julho, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, assinou uma carta de intenções com a estatal chinesa CGN Energy voltada à cooperação técnico-científica em transição energética e ao uso de recursos minerais nucleares do Brasil. A China é também recorrentemente citada como um potencial parceiro para a conclusão de Angra 3. A aproximação com o Brasil nessa área seria uma forma de os Estados Unidos fecharem essa porta para o país asiático.

A parceria com os Estados Unidos poderia levar também à instalação de outras usinas nucleares no Brasil. O então Plano Nacional de Energia 2050, cuja última atualização remonta ao governo Bolsonaro, previa a ampliação dessa matriz energética no país em até 10GWh, o equivalente a nove geradoras do porte de Angra 3.

Porém, ao elaborar o seu Plano Nacional de Energia 2055, a gestão Lula praticamente sumiu com a energia nuclear. Nas 243 páginas do PNE 2050, havia 161 menções ao tema; nas 68 páginas do PNE 2055, existem apenas quatro citações à geração nuclear.

Esse “apagão”, no entanto, não deve ser interpretado como sinal de desinteresse do governo por ampliar o parque nuclear. Muito pelo contrário. Se o assunto esmaeceu no PNE 2055 foi pelo blecaute de recursos, a ponto da própria conclusão de Angra 3 estar sendo continuamente tirada da pauta de reuniões do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

#Brasil #Donald Trump #Energia #EUA

Dona da C&A Brasil estuda nova venda de ações de olho na disparada do papel

16/10/2025
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Há um forte bochicho no mercado de que a holandesa Cofra, controlada da C&A, estuda vender até o fim do ano mais uma fatia da sua participação na subsidiária brasileira. A holding da família Brenninkmeijer detém 52% da C&A Brasil. Em novembro de 2024, por meio de um leilão em bolsa, os holandeses negociaram o equivalente a 13% da companhia. De lá para cá, o papel deu um salto: acumula uma alta de 42%. Nesse intervalo, inclusive, a ação da C&A Brasil chegou a sua máxima histórica, R$ 19,94 em junho deste ano. No mercado, há quem acredite que o papel tem tudo para voltar a esse patamar em breve, o que aumenta o estímulo para a Cofra ofertar ações em mercado. Procurada pelo RR, a C&A Brasil não se manifestou.

#C&A

Até onde irá o apetite da Meituan para tirar clientes da concorrência?

16/10/2025
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A chinesa Meituan, que iniciou uma operação-piloto no litoral de São Paulo na semana passada, pretende lançar mão de uma política agressiva de descontos no Brasil. Na partida, rentabilidade deverá ser a última das preocupações da companhia. A prioridade é fisgar clientes das grandes plataformas de delivery que já atuam no país. A questão é saber até onde vai essa agressividade. Na China, a empresa foi acusada de praticar preços abaixo de linha de cintura e de operar deliberadamente com prejuízo para aumentar sua base de consumidores cadastrados. Parece ter dado resultado. A Meituan concentra hoje mais de 70% das entregas de alimentos em seu país. Essa supremacia significou o fechamento de uma série de plataformas de delivery de atuação regional, que não aguentaram a concorrência. Não é exatamente o caso do Brasil: aqui os chineses vão ter de enfrentar o iFood, uma espécie de Meituan do mercado brasileiro, com quase 80% de market share. Ao que tudo indica, o Cade vai ter trabalho.

#Meituan

PL dos Portos põe governo no meio de um cabo de guerra entre sindicatos e operadores

16/10/2025
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O governo tem uma âncora amarrada ao pé para desatar. As grandes centrais sindicais do país, à frente a CUT, pressionam o Palácio do Planalto a vetar pontos do PL dos Portos que alteram regras trabalhistas no setor. A questão mais polêmica é o fim da obrigatoriedade de contratação, por operadores portuários, de trabalhadores vinculados ao OGMO (Órgão Gestor da Mão de Obra). Em linhas gerais, o OGMO é uma entidade sem fins lucrativos responsável pela capacitação e fornecimento de profissionais avulsos para as empresas do setor. Na prática, funciona como um instrumento de poder dos sindicatos junto aos próprios trabalhadores e aos operadores portuários. Não é de hoje que os grandes grupos cobram o fim dessa algema de ouro. Alegam que seguem presos a regras anacrônicas de contratação que não dialogam com metas de desempenho. Do seu lado, os sindicatos sustentam que o fim da exclusividade do OGMO abrirá a porteira para uma enxurrada de “pejotizações” e terceirizações no setor. E o governo? Vai tentar ficar fora dessa até quando der. Para onde quer que se mexa, terá uma derrota. Ou vai contrariar sindicalistas, sua histórica base eleitoral, ou investidores do setor portuário e grandes exportadores.

#PL dos Portos

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