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O governo enxerga não apenas uma, mas duas “privatizações” nos Correios. A segunda seria a terceirização da carteira do Postal Saúde. Por ora, ressalte-se, são estudos embrionários que envolvem a Secretaria de Desestatização e a direção da estatal. No entanto, a percepção é de que não faltariam empresas de medicina de grupo dispostas a assumir o plano de assistência médica dos trabalhadores dos Correios. Sobre a mesa um negócio com mais de 350 mil vidas – entre cem mil funcionários e seus dependentes –, R$ 650 milhões em ativos e uma receita de R$ 1,8 bilhão por ano. Uma algema de ouro garantiria o vínculo entre os Correios e o Postal Saúde mesmo após a eventual privatização da companhia. A ideia chegou a ser cogitada no governo Temer, mas sucumbiu à grave crise do Postal Saúde na ocasião. À época, o plano de saúde tinha um rombo que exigia um aporte de R$ 2 bilhões dos Correios. A cura caiu do céu com uma decisão do Tribunal Superior do Trabalho, que autorizo a cobrança de mensalidades dos próprios trabalhadores.
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