Empresa
O teste de fogo para a governança da Casas Bahia
Além de equacionar o passivo da Casas Bahia, da ordem de R$ 5 bilhões, a Mapa Capital tem se dedicado a uma missão tão ou mais sensível: blindar a governança da companhia das tentativas de interferência de Michael Klein. A gestora, que assumiu o controle da rede varejista, com 85%, tem encontrado no herdeiro do fundador da empresa, Samuel Klein, um foco permanente de tensão societária. Intramuros, Klein tem questionado rumos estabelecidos pela nova gestão e pressionado por maior participação no processo decisório. O que se diz no setor é que o empresário trabalha também para tirar Renato Franklin do cargo de CEO – em abril, já havia tentado a destituição do presidente do Conselho, Renato Carvalho do Nascimento, sem sucesso. O RR entrou em contato com Michael Klein, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.
Das portas para fora, Michael Klein segue provocando ruídos no mercado com as sucessivas manifestações de que pretende voltar a ter uma posição de mando nas Casas Bahia. A mais recente declaração nesse sentido veio em entrevista à Folha de S. Paulo no último dia 17, quando disse com todas as letras ter interesse em comprar parte das ações em poder da Mapa. Hoje, Klein tem aproximadamente 10% do capital da rede varejista, entre participação direta e fundos de investimentos que orbitam ao seu redor.
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