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Engana-se quem pensa que Michael Klein tirou seu time de campo e desistiu da Casas Bahia. Muito pelo contrário. Há um burburinho no mercado que Klein tem feito aproximações sucessivas da Mapa Capital, do trio André Helmeister, Fernando Beda e Paulo Silvestri. Na última quarta-feira, após a conversão de R$ 1,5 bilhão em debêntures em participação societária, a gestora se tornou o maior acionista individual da rede varejista, com 85,5%. Talvez seja apenas feeling, talvez Klein já saiba das cenas dos próximos capítulos. O fato é que a investida do empresário parte da premissa de que a Mapa não pretende ficar com todo esse quinhão e venderá uma parcela expressiva das ações em seu poder. Seria a porta para Klein retomar uma posição relevante na empresa fundada por seu pai, Samuel. Com a conversão das debêntures, a família teve sua participação diluída de 22% para 5%. Quem conhece Michael Klein sabe que ele não vai se contentar com um “quartinho” no capital das Casas Bahia. Vide a sua recente tentativa de derrubar o chairman da companhia, Renato Carvalho, e assumir o comando do Conselho de Administração.
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