Mapa Capital blinda Casas Bahia das tentativas de “take over” de Michael Klein

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Mapa Capital blinda Casas Bahia das tentativas de “take over” de Michael Klein

  • 17/09/2025
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Além da repactuação de uma dívida superior a R$ 3 bilhões, a Mapa Capital, de Fernando Beda, André Helmeister e Paulo Silvestri, assumiu o controle da Casas Bahia com outra prioridade de curtíssimo prazo: neutralizar Michael Klein e suas recorrentes tentativas de capturar a gestão da companhia. A firma de private equity tem feito seguidos movimentos nessa direção.

O primeiro deles foi a manutenção de Renato Carvalho na presidência do conselho de administração. Sua permanência à frente do board é vista dentro da própria empresa como um anteparo às investidas de Klein. Há poucos mais de cinco meses, o empresário manobrou junto a outros acionistas minoritários com o objetivo de destituir Carvalho do cargo. Não teve sucesso.

A segunda camada de blindagem da Mapa veio na semana passada, com o afastamento de André Coji do Conselho. Ligado diretamente a Klein, Coji foi substituído pelo próprio Fernando Beda. Mas talvez a estocada mais dolorosa feita contra Michael Klein tenha sido a permanência de seu filho, Raphael Klein, no conselho.

Para quem conhece as entranhas da Casas Bahia e, sobretudo, da família Klein, aos olhos do empresário este foi provavelmente o principal gesto de hostilidade. Pai e filho estão afastados há mais de cinco anos. As desavenças misturam questões pessoais e empresariais. Teriam começado já alguns anos antes, após o casamento de Michael com sua segunda esposa, Maria Alice. Posteriormente, se acentuaram e culminaram no rompimento entre ambos, após Raphael ter assumido a presidência do Conselho da Casas Bahia, em 2022.

Na ocasião, o filho aliou-se ao então CEO da companhia, Roberto Fulcherberguer, indicado para o cargo por Michael. O pai jamais engoliu o que considerou uma dupla traição.

Nos últimos meses, Michael Klein perdeu boa parte do seu poder de fogo na Casas Bahia. Com a conversão de debt em equity, que deu à Mapa uma fatia de 85% no capital, a participação do empresário foi diluída de 10% para aproximadamente 2%.

Mas, no mercado, há quem diga que o braço de Klein vai além desse percentual, graças a uma rede de “minoritários satélite”. Com a entrada em cena da Mapa Capital, que levou a Casas Bahia a voltar a ter a figura de um acionista controlador, pode até não ser o suficiente para o empresário reassumir a orquestra. Mas, uma vez dentro do capital, ele sempre pode fazer muito barulho.

Procurada pelo RR, a Mapa Capital não se manifestou.

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