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22.11.19

Lobby com gostinho de Coca-Cola

A Frente Parlamentar Mista em Defesa da Indústria Brasileira de Bebidas – conhecida no Congresso como “Bancada da Coca-Cola” – pressiona o governo a manter em 10% a alíquota do IPI para concentrados de refrigerantes na Zona Franca. A equipe econômica, que enviará, em breve, o decreto à Câmara, estuda reduzir alíquota para 8%. À primeira vista, pode soar como um paradoxo que a indústria exija um índice maior e o Ministério da Economia defenda um corte da taxa. Ocorre que, por uma dessas aberrações do sistema tributário brasileiro, o mais representa menos para a Coca-Cola e outras fabricantes instaladas na Zona Franca. O IPI é um tributo não cumulativo, que prevê a apropriação de créditos na entrada de insumos, neste caso, o xarope. Créditos estes que beneficiam a indústria. Não custa lembrar que, no ano passado, a Coca-Cola encostou o governo Temer contra a parede e ameaçou fechar sua fábrica na Zona Franca por conta da tributação local – a Pepsico, por sinal, não ficou só na palavra e encerrou suas atividades em Manaus. A multinacional de Atlanta poderia cumprir a ameaça agora caso o IPI reivindicado não venha? Consultada, a Coca-Cola diz que “continua produzindo o concentrado utilizado em suas bebidas na Zona Franca e não há, até o momento, decisão em outro sentido.”

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