Livre do “risco Trump”, Embraer avança na América Latina e na África

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Livre do “risco Trump”, Embraer avança na América Latina e na África

  • 4/08/2025
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O céu voltou a ficar azul para a Embraer. Após escapar do bombardeio tarifário de Donald Trump e consequentemente do risco de perdas estimadas em mais de US$ 3 bilhões até 2030, a empresa volta suas baterias para a América Latina e a África. Segundo o RR apurou, a empresa abriu tratativas com o BNDES em torno de um financiamento para a venda de quatro aeronaves Super Tucano modelo A-29 ao Panamá. O negócio deverá ser sacramentado durante a visita do presidente panamenho, José Raúl Mulino, ao Brasil, no próximo dia 28.

Segundo uma fonte da área de defesa, existe a possibilidade de o pacote ser ampliado, chegando a seis aeronaves. O A-29 foi escolhido pelas Forças Armadas do Panamá para ser a nova plataforma de vigilância e proteção do Serviço Nacional Aeronaval (SENAN) do país. O Super Tucano é hoje um dos principais trunfos comerciais da Embraer no mercado de defesa, notadamente na América Latina.

O Panamá será o oitavo país da região a contar com o modelo em sua força aérea. Procurada pelo RR, Embraer não se manifestou.

Em outra latitude, os radares da Embraer Defesa e Segurança apontam também para a África. A companhia tem intensificado negociações com nações africanas para a venda do Super Tucano. De acordo com a fonte do RR, há conversas engatilhadas com a Força Aérea da África do Sul (SAAF).

O país africano também manifestou interesse na aquisição do cargueiro militar C-390. No ano passado, a empresa brasileira fez uma demonstração da aeronave ao presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, e à ministra da Defesa, Angie Motshekga. O C-390 está na disputa para substituir a frota Hércules C-130BZ, fabricado pela Lockheed. Seria, portanto, uma oportunidade de a Embraer deslocar mercado da companhia norte-americana, uma de suas principais concorrentes internacionais no setor de defesa.

#Donald Trump #Embraer

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