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A reestruturação do passivo de R$ 538 milhões do St Marche é um jogo a ser jogado em dois tempos. O primeiro, conforme já anunciado ao mercado, prevê um empréstimo de R$ 127,5 milhões. O norte-americano L Catterton, controlador da empresa, vai entrar com um terço do valor, diluindo sua participação acionária, hoje de 65%. Em um segundo momento, de acordo com informações que circulam no mercado, a intenção da gestora é oferecer aos credores a possibilidade de conversão de debt em equity, com a transferência do restante das suas ações e consequentemente a sua saída em definitivo do capital da companhia. O St Marche entrou em processo de recuperação extrajudicial há cerca de duas semanas, uma derradeira tentativa de evitar uma recuperação judicial. Asfixiada pelo passivo, a rede de supermercados enfrenta uma situação financeira delicada. Tem operado com caixa negativo, e mais de 70% do seu faturamento mensal estão comprometidos com o pagamento de dívidas.
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