JiveMauá prepara uma lanternagem na Sequoia

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JiveMauá prepara uma lanternagem na Sequoia

  • 11/03/2026
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A JiveMauá prepara um plano de ataque na tentativa de solucionar as mazelas financeiras da Sequoia. A ofensiva mira simultaneamente três frentes: reestruturação do passivo, reforço de caixa e redesenho operacional do negócio. O plano também passa por corte de custos e racionalização da malha da companhia logística. Quatro centros de distribuição já foram devolvidos — Hortolândia, Jaboatão, Colombo e Salvador — e a administração colocou sob revisão o destino do mega sorter de São Bernardo do Campo, avaliando se o ativo será mantido como plataforma de “sorting as a service” ou usado de outra forma para gerar caixa. A JiveMauá assumiu o controle praticamente integral da Sequoia (99,6%) em fevereiro, ao converter cerca de R$ 421 milhões em debêntures em participação acionária. Colocou no bolso um papel que virou poeira: nos últimos seis meses, o valor de mercado da empresa caiu 97%.

A JiveMauá não quer ficar muito tempo nesse caminhão. O itinerário da gestora é claro: limpar o balanço, reestruturar a operação logística, recuperar valor do ativo e, no médio prazo, buscar a porta de saída. No entanto, a reorganização da companhia exigirá muitos quilômetros de estrada. Diga-se de passagem, por ora uma estrada mal iluminada – a empresa não divulga balanço desde junho do ano passado. No primeiro semestre de 2025, a empresa teve receita líquida de R$ 311 milhões, queda de 40% em relação a igual período em 2024. Ao menos, a companhia conseguiu amortecer seus prejuízos – as perdas caíram de R$ 240 milhões para R$ 20 milhões no comparativo do mesmo intervalo.

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