Governo tenta atrair grandes tradings para hidrovia do Rio Paraguai

Infraestrutura

Governo tenta atrair grandes tradings para hidrovia do Rio Paraguai

  • 24/11/2025
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O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, tem mantido conversas com tradings de commodities agrícolas – a exemplo de Cargill, Bunge e Amaggi – com o objetivo de atrai-las para disputar a licitação da hidrovia do Rio Paraguai, prevista para 2026. O desafio de Costa é garantir a competitividade do leilão – até agora, apenas a Hidrovias do Brasil e a LHG Mining, leia-se a J&F, dos irmãos Batista, acenaram, com a possibilidade de entrar na disputa. O Rio Paraguai é um importante corredor logístico para o escoamento de grãos e de fertilizantes. Na visão do governo, um consórcio com a presença de tradings agrícolas seria o modelo perfeito, uma vez que os próprios acionistas da operação funcionariam como âncoras de carga, garantindo previsibilidade de receita. O problema é que as empresas do setor têm se mostrado resistentes a investir em logística, dadas as incertezas regulatórias e limitadas perspectivas de retorno. No passado recente, Cargill, Bunge, Louis Dreyfus e Amaggi chegaram a montar uma parceria para estudar projetos no modal ferroviário, em especial a Ferrogrão. A iniciativa ficou pelo caminho.

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