Flavio Bolsonaro reserva para Paulo Guedes o papel de “Rasputin da economia” - Relatório Reservado

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Flavio Bolsonaro reserva para Paulo Guedes o papel de “Rasputin da economia”

  • 16/03/2026
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Seja quem for o futuro ministro da Fazenda de Flávio Bolsonaro, caso ele emplaque na Presidência, uma coisa é certa: Paulo Guedes será o seu “Rasputin da área econômica”. Grigori Rasputin foi o principal conselheiro do Czar Nicolau II – mandava mais do que qualquer membro da Corte. Bem, voltar ao Ministério da Fazenda, nem pensar, conforme o RR apurou com um parente de Guedes. Porém, influenciar de fora para dentro do governo é um figurino que agrada tanto ao ex-ministro quanto a Flavio. A ideia de que Guedes estará por trás das decisões econômicas é vista como um trunfo junto a uma razoável a parcela do eleitorado do “01”. Guedes criou um enorme fã clube. Inclusive, não falta quem atribua a sua performance uma parcela importante da vitória eleitoral do papai Bolsonaro. Desde a campanha, o economista ajudou a criar uma chancela para o ex-presidente.

Paulo Guedes não quer mais a pressão, a burocracia e o excesso de trabalho do cargo formal de ministro. Mas não vai desaparecer nas nuvens, como faria o místico Rasputin. Por dois motivos: primeiro, porque a percepção de que ele apoia e “apita” na política econômica seria favorável a um eventual governo de Flavio Bolsonaro; segundo porque Guedes é extremamente vaidoso e irá entender uma eventual vitória do rebento de Bolsonaro como uma vitória sua também. E sabe como é: quem acha “que fez” o segundo presidente de um clã pode achar que fará também o terceiro. Até aí tudo bem. Mas há uma questão de ordem psicológica ou, melhor dizendo, de administração de vaidades. O ministro da Fazenda de direito terá de ser um nome que se adapte a esse papel do “mando, mas não mando muito”.

Em Brasília e junto à comunidade do mercado de capitais dois nomes já despontam como candidatos à feição dessa exigência. Um deles é Gustavo Montezano. É extremamente preparado, cursou com destaque o Instituto Militar de Engenharia (IME), passou pelo Opportunity e pelo BTG Pactual e já foi lugar-tenente do próprio Guedes, tendo sido indicado para presidir o BNDES no governo de Jair Bolsonaro.

À época, o banco, que tradicionalmente sempre esteve sob a esfera de controle da Indústria e Comércio ou do Planejamento, foi acoplado ao supervitaminado Ministério da Economia de Paulo Guedes, que tinha debaixo de si seis Pastas. Montezano certamente não faria forfait à sombra maiúscula de Guedes. O segundo candidato é o economista Mansueto Almeida, ex-secretário do Tesouro na gestão do próprio Paulo Guedes. Fiscalista, é quem tem mais brilho próprio. Mas toca a violão a quatro mãos com o ex-ministro da Economia. Um adendo importante: Mansueto é sócio e economista-chefe do BTG Pactual.  Essa proximidade diz muita coisa hoje em dia. Mantidas essas coordenadas, o RR faz uma aposta: Guedes, na posição de “Rasputin” e Gustavo Montezano executando uma política que não foi desenhada por ele. Como pensam igual, a ordem das funções não alterará o resultado do produto.

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