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Mercado
Para todos os efeitos, o novo pedido de assembleia do Grupo Pão de Açúcar (GPA), divulgado ontem, leva a assinatura do investidor Hugo Shoiti Fujisawa. No mercado, porém, é voz corrente que a caligrafia pertence a outro acionista: Rafael Ferri. Passo a passo, Ferri tem conseguido reunir ao seu lado um bloco de minoritários com o objetivo de se contrapor ao principal acionista do GPA, a família Coelho Diniz. O burburinho é que seu mais novo aliado seria Silvio Tini, um dos maiores investidores ativistas do mercado brasileiro. Desde o fim do ano passado, Tini tem comprado ações da rede varejista na Bolsa. Já teria algo em torno de 4%. Somando-se à participação conjunta de Ferri e de Fujisawa, o trio conta com 8% do capital. E há outros “minoritários-satélite” que têm se engajado à ofensiva. Ou seja: aos poucos vai se formando uma coalização capaz de, no mínimo, dar alguma dor de cabeça aos Coelho Diniz, donos de 24,5%. Ferri já havia solicitado anteriormente uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE), mas o pedido foi negado pelo Pão de Açúcar na semana passada. Agora, volta à carga tendo ao seu lado um vozerio maior de acionistas. O que está em jogo é a indicação de dois nomes para o Conselho de Administração da GPA e, consequentemente, uma participação mais ativa na gestão da rede varejista. Entre outros pontos de atrito que têm se acumulado nos últimos meses, Ferri e Fujisawa foram contrários à mudança de CEO da companhia – conforme informou o RR. Partiu dos Coelho Diniz a decisão de contratar Alexandre Santoro para o cargo, até então ocupado interinamente pelo CFO da empresa, Rafael Sirotsky.
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