Entidades acadêmicas reagem contra navalhada de Tarcísio na área de pesquisas

Ciência

Entidades acadêmicas reagem contra navalhada de Tarcísio na área de pesquisas

  • 9/03/2026
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A decisão do governo Tarcísio de Freitas de extinguir milhares de cargos ligados à área de pesquisa gerou uma onda de indignação entre a comunidade científica. Entidades acadêmicas e associações de pesquisadores – a exemplo da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e da Academia de Ciências do Estado de São Paulo (Aciesp) e da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) – articulam um manifesto público contra o que consideram um desmonte na estrutura de ciência no estado. No último dia 27 de fevereiro, por meio do decreto 70.410/2026, o governo paulista eliminou 5.280 cargos em 16 institutos públicos de pesquisa. A avalanche afetou entidades como o Instituto Agronômico de Campinas (IAC), o Instituto Biológico, o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital) e a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), além de órgãos da área de saúde como o Instituto Adolfo Lutz e a Superintendência de Controle de Endemias (Sucen). Nos bastidores, cientistas afirmam que o impacto vai muito além de uma simples reorganização administrativa. O corte atinge carreiras técnicas e científicas responsáveis pela sustentação cotidiana dos laboratórios — desde pesquisadores até especialistas que operam equipamentos, conduzem experimentos e mantêm acervos e coleções científicas. Sem essas funções, institutos que há décadas produzem conhecimento essencial para áreas como agricultura, segurança alimentar e saúde pública correm o risco de entrar em um processo acelerado de esvaziamento.

#Tarcísio de Freitas

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