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Quanto mais a rede Hortifruti Natural da Terra encalha na gôndola, menor ela vai ficando. A Americanas, sua controladora, tem feito sucessivos cortes de lojas. De uma só tacada, fechou pontos de venda no Rio de Janeiro e encerrou a operação da rede varejista no Espírito Santo. No setor, há relatos de que o grupo poderá interromper também as atividades da rede varejista em Minas Gerais. Restariam sobre o balcão pouco mais de 60 lojas em São Paulo e Rio de Janeiro – há pouco mais de dois anos eram quase 80 unidades. Na prática, a Americanas está cortando nervos e gorduras para vender apenas o filé mignon da bandeira varejista que um dia pertenceu à dobradinha Bozano Investimentos/ Paulo Guedes. Até o momento, está difícil passar o ponto adiante. Desde o estouro da fraude contábil, em janeiro de 2023, a Americanas já abriu ao menos dois processos de venda da Hortifruti Natural da Terra. O segundo se desenrola desde agosto do ano passado. Pretendentes existem: Oba, Advent, Zona Sul, Pátria e a chilena Cencosud já sondaram o grupo. Esta última teria avançado mais nas conversas com a Americanas. O problema é que, ao menos até o momento, a companhia de Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles não conseguiu chegar nem perto do que pagou pelo controle do Hortifruti em 2021 – cerca de R$ 2,1 bilhões. Procurada pelo RR, a Americanas não se manifestou até o fechamento desta matéria.
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