Depois da Arábia Saudita, MBRF busca um parceiro soberano na China

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Depois da Arábia Saudita, MBRF busca um parceiro soberano na China

  • 5/11/2025
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O empresário Marcos Molina caminha a passos rápidos no projeto de montar bases industriais da MBRF em mercados estratégicos. Depois da Arábia Saudita, as atenções de Molina se voltam para a China. O RR apurou que a companhia, resultante da fusão entre a Marfrig e a BRF, busca um parceiro local para a construção ou aquisição de fábricas. O que se ouve em petit comité no setor é que um dos potenciais candidatos seria a Beijing Capital Agribusiness & Food Group. Com sede em Pequim e controlado pelo governo chinês, trata-se de um conglomerado agroindustrial que atua em avicultura, suinocultura e na produção de alimentos industrializados. Suas vendas giram em torno de US$ 40 bilhões, algo como uma MBRF e meia. Guardadas as devidas proporções, seria uma estratégia similar à adotada pela companhia brasileira na Arábia Saudita, inclusive pela possibilidade de ter um sócio soberano. Há cerca de duas semanas, a MBRF anunciou a criação da Sadia Halal, uma joint venture com a Halal Products Development Company (HPDC), por sua vez controlada pelo Public Investment Fund (PIF), o “family office” da realeza árabe. Consultada pelo RR, a MBRF não se manifestou.
A criação de uma estrutura integrada na China – do abate à industrialização – é tratada por Molina como um movimento nevrálgico para a expansão da MBRF no maior mercado consumidor do mundo. Um dos objetivos é mitigar o eventual impacto dos frequentes bloqueios impostos pelo governo chinês às importações de proteína animal por razões sanitárias. Entre maio e setembro deste ano, por exemplo, o país embargou a compra de carne de frango brasileira após a confirmação de um caso de gripe aviária no Rio Grande do Sul. A MBRF, ressalte-se, já colocou o primeiro tijolinho na construção do seu projeto chinês. No ano passado, ainda antes da fusão ser formalizada, a BRF comprou uma fábrica de processados na província de Henan. Foi uma pechincha. A empresa pagou apenas US$ 43 milhões, menos de um terço do que a ex-proprietária, a norte-americana OSI, investiu para construir a unidade em 2013 (US$ 150 milhões). Quem conhece o apetite de Marcos Molina sabe que foi apenas um hors d’oeuvres. Um tira-gosto em proporções chinesas, é bem verdade: só a província de Henan tem mais de cem milhões de habitantes.

#BRF #Marfrig #MBRF

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