Crise da Oi provoca linha cruzada entre Telecomunicações e Defesa

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Crise da Oi provoca linha cruzada entre Telecomunicações e Defesa

  • 15/12/2025
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A substituição da Oi como prestadora de serviços de telecomunicação para a esfera federal está provocando divergências dentro do governo. De um lado, o ministro das Comunicações, Frederico Siqueira Filho; do outro, o ministro da Defesa, José Mucio. Siqueira Filho tem defendido que cada órgão faça uma licitação e contrate um novo fornecedor. O ministro é contrário a ideia de que a Telebras assuma operações da Oi, mesmo aquelas consideradas estratégicas. Um dos argumentos é que essa medida poderá aumentar os prejuízos da estatal – entre janeiro e setembro, a empresa acumula perdas de R$ 82 milhões. Por isso, Siqueira Filho quer a Telebras longe do imbróglio causado pela deterioração da Oi. Não é o que pensa José Mucio. O ministro da Defesa tem conduzido articulações no governo para que a Telebras encampe os serviços prestados pela Oi à Aeronáutica, notadamente ao Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB) – conforme informou o RR. O SISCEAB envolve atividades sensíveis tanto para fins militares quanto civis – do monitoramento do espaço aéreo ao gerenciamento de aviões em voo em todo o território nacional. Nesse caso específico, a Claro já foi contratada para substituir a Oi, mas Mucio defenda que a Telebras lidere o processo de transição. Nesse choque de visões entre os ministros das Comunicações e da Defesa, o mais provável é que o segundo ganhe a parada.

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