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A iminente entrada de um novo sócio na Raízen tende a redesenhar o equilíbrio de forças entre a Cosan e a Shell, e as perspectivas indicam que o grupo brasileiro será o lado mais diluído no capital. O que se diz no setor é que a empresa de Rubens Ometto – hoje dona de 44%, assim como os anglo-holandeses – trabalha com a hipótese de sair da operação com menos de 30%. Circunstâncias excepcionais exigem soluções excepcionais. A Cosan chega a essa negociação pressionada por uma dívida líquida de R$ 18 bilhões, quase três vezes sua geração de caixa, e prejuízos acumulados, um cenário que a coloca em posição de fragilidade. Nessa configuração, a Shell, por sua vez, pode optar por não acompanhar integralmente a rodada de capitalização ou mesmo injetar valores adicionais, preservando ou até ampliando sua fatia. Os candidatos à compra de uma participação na Raízen devem apresentar suas ofertas vinculantes até outubro, conforme o Valor Econômico informou ao longo do dia de ontem. Entre os interessados estão a Mitsubishi e a Mitsui.
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