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Corte de custos põe Correios em rota de colisão com fundos imobiliários
O plano de cortes de custos que está sendo elaborado pela direção dos Correios atira para os mais diversos lados. Segundo informações filtradas pelo RR, contempla o enxugamento de funcionários terceirizados e a redução da frota de veículos. O aperto mais contundente, contudo, está reservado para a estrutura imobiliária da estatal. Os Correios pretendem se desfazer de imóveis próprios e encerrar antecipadamente contratos de aluguel. A empresa tem cerca de R$ 4 bilhões entre prédios, estruturas de distribuição e outras propriedades. De acordo com o balanço dos próprios Correios, o equivalente a R$ 1,4 bilhão se refere a imóveis “cedidos” ou “desocupados” – a estatal não discrimina a quantidade de bens nas duas categorias. Em contato com o RR, os Correios informaram que “todos os contratos e estruturas serão revistos com foco em eficiência e transparência. As mudanças visam modernização e racionalização de gastos”. A companhia afirma ainda que “haverá readequações logísticas e tecnológicas, mas sem comprometer a presença nacional dos Correios”.
A devolução de imóveis locados traz a reboque o risco de contenciosos. Vide o litígio com a Rio Bravo, de Gustavo Franco, e a Tellus Investimentos, que administram o fundo imobiliário Rio Bravo Renda Logística (TRBL11). Os Correios rescindiram unilateralmente o contrato de aluguel de um centro de distribuição em Contagem (MG), pertencente ao TRBL11. O fundo acionou a estatal na Justiça, cobrando uma indenização de R$ 306 milhões.
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