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Agronegócio
A escalada do conflito envolvendo o Irã acendeu um sinal de alerta no governo brasileiro. O Ministério da Agricultura e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços discutem possíveis cenários para garantir o fluxo de exportações de milho, contemplando, inclusive, a busca de mercados alternativos. A preocupação é mais do que compreensível. O Irã é o maior comprador do milho brasileiro. No ano passado, os embarques para o país asiático somaram 9,1 milhões de toneladas, ou 20% de todas as exportações do grão pelo Brasil. Em valores, essas vendas superaram US$ 1,9 bilhão. O foco de atenção é a circulação marítima no Estreito de Ormuz. Se o conflito perdurar por muito tempo, com o consequente bloqueio da passagem por um longo período, é quase inevitável que os embarques de milho para o Irã sofram um baque significativo. Por esse motivo, autoridades brasileiras passaram a discutir a ampliação de vendas para outros mercados do Oriente Médio e do Norte da África — como Egito, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.
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