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O aumento de capital de R$ 345 milhões homologado pela PDG na semana passada pouco ou nada serviu para diluir a desconfiança do mercado em relação ao próprio futuro da companhia. A operação se deu basicamente pela conversão de debt em equity, com a consequente entrada de credores no capital. Ou seja: dinheiro novo que é bom, nada. A ducha de água gélida foi tão grande que a ação despencou 61% em um único pregão, na última sexta-feira. Aos olhos dos investidores, a PDG tem poucas chances de soerguimento se não receber uma substancial injeção de recursos. Com uma receita pequena – apenas R$ 54 milhões no primeiro semestre deste ano, um grão de areia para quem já faturou R$ 10 bilhões ao ano -, a incorporadora não tem gerado caixa para fazer frente a sua dívida. Entre janeiro e junho, registrou ínfimo Ebitda de R$ 2,3 milhões. No mesmo período, teve um prejuízo de R$ 185 milhões, 35% a mais do que as perdas registradas em igual intervalo no ano passado. Na falta de um aporte de capital, a alternativa vista pelos investidores seria a PDG vender um volume expressivo de terrenos – seu landbank soma aproximadamente R$ 3 bilhões.
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