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Acervo RR
Afinal, aonde a Tishman Speyer quer chegar no Brasil? A pergunta tem sido feita pelos próprios executivos da incorporadora norte-americana no país. A empresa tem dado sinais dissonantes sobre os seus planos no mercado brasileiro. Publicamente, anuncia a captação de recursos para novos investimentos; da porta para dentro, acelera o processo de venda de participações no país. A Tishman estaria disposta agora a se desfazer de participações no Rochaverá e do Tower Four, dois dos seus maiores ativos em São Paulo. O Rochaverá, que prevê a construção de quatro grandes torres de escritórios, é um dos maiores projetos imobiliários em curso na cidade de São Paulo. O investimento total passa dos R$ 700 milhões. Os norte-americanos estudam ainda a venda de uma parcela da sua participação no Green Towers Brasília, empreendimento de R$ 500 milhões. O projeto sequer saiu da prancheta. Desde o ano passado, a Tishman Speyers vem se desfazendo de alguns de seus principais ativos no Brasil. Em agosto de 2010, por exemplo, vendeu a segunda torre do edifício Ventura, centro de escritórios no Centro do Rio de Janeiro, uma parceria com a Morro Vermelho, do Grupo Camargo Corrêa. A BR Properties e o BTG Pactual pagaram R$ 680 milhões pelo empreendimento.
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